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Economia de Subsistência…
O blog Daily Infographic publicou um infográfico bastante interessante (que pode ser lido no seguinte link: What You Need to Live Off the Land): pra se manter uma economia de subsistência, vivendo-se sustentavelmente da terra, é preciso um pedaço de terra de aproximadamente 90 4.046,85642 8.093,71284 m2 (i.e., 2 acres: algo como um terreno quadrado com 89,9650646 m de lado).
Ou seja, estimando-se em 25 milhões de pessoas o número da fome de terra, estamos falando em cerca de 202.500 Km2 — isto é, aproximadamente 37% da área da França, ou cerca de 57% da área da Alemanha.




Olá Daniel,
interessantíssimo esse infográfico!
Só tenho uma correção: 1 acre vale aproximadamente 4046 m².
abraços!
@Rodrigo: pra variar, os dedos foram mais rápidos que a cabeça.
Obrigado pela correção: já arrumei o texto. Espero que esteja tudo certo agora.
Ainda precisa de uma correção ali, o tamanho da terra em M2 está equivalente a apenas 1 acre, e não dois como apontado no gráfico original. Mas de cara eu já aponto um erro do original: o cálculo para a carne está errado, porque leva em consideração só o espaço pros bichos viverem (ainda por cima em criação intensiva) e não para a produção de ração para eles, terceirizando isso para algum outro produtor, ou seja, terceiriza o problema (não fecha todo o ciclo). E sinceramente, comer carne não é lá muito sustentável: a galinha “orgânica”, que é a carne “orgânica” mais comum de se encontrar por aí, precisa de 7 quilos de ração (entre trigo, milho e soja) para cada quilo de carne produzida. Ovinos e Bovinos são melhores nesse sentido, pois podem se manter (dependendo da raça) somente com pasto até o ponto de abate, mas aí precisam de uma área maior para viver e se alimentar. Além disso, tem coisa que vale muito mais a pena produzir em maior quantidade, então essa idéia de auto-sustentabilidade é até meio egoísta, porque na real viver em comunidade ou ao menos trocar cultivos com o vizinho (tipo, tu planta trigo e ele planta milho) é bem mais sustentável. No mais, eles estão levando em conta que tu vai pegar uma terra das melhores do mundo, onde tudo que é plantado pode ser colhido sem problemas, com rendimentos homogêneos para qualquer variedade, e isso é bem raro de se conseguir por aí. Faltou também incluir no cálculo energético a questão de transporte (bicicleta/motocicleta/automóvel) e maquinário necessário para o plantio/cultivo/colheita e processamento de todo alimento. Enfim, uma proposta interessante mas os cálculos estão subestimados.
@Mateus: Arre! Espero que, finalmente, não tenha mais nenhum ‘fator de 2′ voando por aí — definitivamente, números inteiros não são o meu forte.
Quanto aos seus comentários, vc está coberto de razão: essa é apenas uma estimativa bastante ingênua e conservadora, que como vc bem apontou não está levando em conta uma série de fatores relevantes.
Agora, a gente também pode tentar estimar esse erro que está sendo feito… fazer um “aprochutadamente”: por quanto vc acha que esse cálculo está subestimado? Uns 50%?
Se o número mágico passar a ser cerca de 3 acres (ie, quase 2 campos de futebol com as medidas oficiais da FIFA), contando-se ainda uma população de 25 milhões de pessoas, nós chegamos na área equivalente a ~60% da França ou ~90% da Alemanha!
Ou seja, pra se alimentar ~25 milhões de pessoas com uma economia de subsistência é preciso dum país do tamanho da Alemanha.
A pergunta que fica continua sendo a mesma: Cientificamente falando (dados os números acima), faz sentido se falar em economia de subsistência? Quais seriam as alternativas mais viáveis?