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Conferência da Divisão de Partículas e Campos de APS…
Hoje (segunda-feira, 08-Ago-2011) começa a edição de 2011 da Conferência da Divisão de Partículas e Campos da American Physical Society.
O programa da Conferência pode ser encontrado no link de ‘Schedule’ da mesma.
Mais ainda, os “proceedings” da Conferência serão publicados através do eConf.
Há também uma página para a Conferência no Indico do CERN, DPF2011 @ Indico/CERN. (A razão pra essa duplicação de esforços está fora da minha alçada (coisas da dicotomia de se passar o tempo dividido entre duas insituições) — quando me chamaram pra ajudar na organização da DPF2011 esse tipo de decisão já havia sido tomada.
)
De qualquer maneira, essa página no Indico contém links para os Resumos das palestras e posteres, índice dos autores e palestrantes. Em particular, nestas listagens e índices é possível se encontrar os PDF que já foram carregados para o servidor.
Eu e o Rafael estamos atendendo a DPF2011. Então, vcs podem esperar por twittadas, fotos, posts, etc, etc, etc… provavelmente não no estilo “cobertura ao vivo”, uma vez que tudo vai ser meio corrido, mas fica aí aberto o canal pra quem quiser fazer perguntas ou participar de alguma outra maneira.
As cidades mais científicas do mundo…
O Physics arXiv blog publicou uma matéria interessante. Mas, antes de falar da notícia, eu tenho que avisar que não estou entre os maiores fãs desse blog — na verdade, minha opinião flutua bastante: alguns artigos são bons, outros ficam bem longe disso… mas, em todos os casos, o Physics arXiv blog é bem enviesado (a seleção dos tópicos que aparecem por lá deixa isso claro além de qualquer dúvida, isso pra não falar sobre o nível das discussões, sempre bem ‘passageiro’) — e isso sempre me incomoda muito.
De qualquer forma, e sem mais delongas… eis o artigo: Mashups Reveal World’s Top Scientific Cities. O original pode ser lido diretamente nos arXivs: Which cities produce worldwide more excellent papers than can be expected? A new mapping approach—using Google Maps—based on statistical significance testing.
A discussão no ‘Physics arXiv blog’ não passa de “mais do mesmo”: ciênci-o-metria. Infelizmente, perde-se a chance de se avaliar o artigo propriamente dito, escolhendo-se apenas notificar a “mensagem” contida no mesmo. Parece até mesmo um órgão de Relações Públicas, apenas alardeando e propagandeando.
O artigo propriamente dito é de tão baixa qualidade que a vontade que se tem é de apenas se repetir o adágio invisível, que diz que os artigos dos arXivs não escritos em [La]TeX são sempre de qualidade duvidosa — pior ainda quando são escritos em Word, ou algum editor de pior qualidade ainda; sem identação apropriada (quem ainda usa ‘identação à esquerda’, ao invés de ‘justificado’?
): via de regra, a falta de atenção a esse tipo de detalhe num artigo costuma refletir a baixa qualidade do material escrito. Mas, como eu disse, esse é apenas um “adágio invisível”, uma unspoken rule, que não se vê, não se ouve, e cujo perfume não se sente.
De qualquer forma, a máquina de salsicha continua na ativa: como se mensurar o imensurável: quais trabalhos científicos têm mais qualidade, quais são mais dignos de fomento, quais têm mais impacto na comunidade?
Todas essas são questões relevantes, claro, mas uma lição que a Ciência tem que aprender com a Arte é que a medição da criatividade é algo estupidamente difícil. Aliás, nem é preciso se apelar para o lado mais humanista desta questão: basta apenas se aprender Sistemas Dinâmicos corretamente (o que, de fato, parece ser algo tão complicado quanto nos dias de hoje). A razão deste meu argumento é bem simples: como se pode avaliar algo que possui resultados de médio a longo prazo (sem esperarmos por tal prazo)?
A resposta é simples: não é possível se avaliar nada que dependa de médio a longo prazo sem esperarmos tal prazo passar e medirmos o resultado efetivo do que se deseja avaliar. Ou seja, precisamos esperar o tempo passar pra podermos sequer ter a chance de sermos justos nesta empreitada! Ou seja, falando um pouco mais rigorosamente, é preciso termos acesso a todos os dados para podermos conhecer o problema de modo completo.
Infelizmente, com a idéia de que as Universidades devem ser “profissionalizadas” (sabe-se lá o que isso significa
) e, mais ainda, de que toda a empreitada científica deve ser “profissionalizada”, todo esse tipo de questão métrica se torna relevante: como se pode escolher aquilo que há de “melhor” para se fomentar? Assim como numa empresa, numa linha de montagem, é preciso haver alguma forma de “selo de garantia”, alguma forma de “controle de qualidade”. (Note que não estou falando do processo de ensino de estudantes, mas sim de pesquisa científica — falar de ensino por si só abriria outra Caixa de Pandora!)
Entretanto, ao contrário de empresas, fábricas e linhas de montagem, Universidades e Pesquisa Científica [fundamental] possuem planos de ação, missões, de longo prazo, de longuíssimo prazo: há universidades com cerca de 1000 anos de existência: quantas empresas, fábricas e linhas de montagem podem dizer o mesmo?! A própria Revolução Industrial tem apenas cerca de 250 anos!
Felizmente ou não, esta é a natureza da busca pelo conhecimento, e este é o papel da Ciência, principalmente daquela dita fundamental (que costuma dar frutos bem distante das aplicações do dia-a-dia). Por outro lado, hoje em dia, na nossa Era da Informação, é possível se converter algo tão abstrato quanto Teoria dos Grafos em compiladores e navegadores. Este é o caminho da Ciência e do Conhecimento: a menos que se tenha acesso a toda informação, só se pode ver aquilo que está no curto prazo…
Isso tudo só server pra fazer com qua a analogia posta acima — entre Sistemas Dinâmicos e Funções de Partição — fique ainda mais clara aos olhos: quando vc tem acesso à Função de Partição dum problema, vc tem em mãos toda a informação necessária pra resolver o problema completamente; no caso de Sistemas Dinâmicos, como o nome indica (dependência temporal), é muito difícil de se calcular o que vai acontecer no futuro (não-linearidades, caos, etc). E, no final das contas, tudo que se quer medir são os Fenômenos Críticos, as Transições de Fases, e as Propriedades de Escala do sistema em questão.
A mensagem é clara: sem uma visão mais global é impossível se poder qualificar e medir justamente um trabalho científico. Incontáveis exemplos, de Einstein à Wilson, todos nobelistas, jamais teriam os “índices” e os “fatores de impacto” necessários, hoje, para serem contratados em regime de ‘tenure track’ — isso é claro pra qualquer um que já tenha feito o exercício mental requerido por esta questão.
Algumas empresas e alguns nichos industriais já descobriram esse fato básico da natureza humana… aliás, no âmbito de Sistemas Dinâmicos tudo isso tem nome: Cisne Negro e Dragões Reis.
Infelizmente, parece que esse aprendizado e essa mensagem ainda não chegaram na academia — um fato bem irônico, posto que a academia é o lugar onde tais idéias (transições de fase, cisne negros e dragões reis) nasceram!
Então, por enquanto, nós ainda vamos nos debelando com índices e fatores de impacto e outras bobeiras afins. Eu gostaria que fosse feito um estudo com as revistas de maior impacto, procurando-se saber quantos dos artigos publicados nestas revistas deram origens a novos caminhos e novos ramos em seus respectivos campos da Ciência. Taí uma perguntinha bem capiciosa e que por motivos “mágicos” ainda ninguém teve a idéia de responder…
(Diquinha: eu não me lembro de Einstein ter publicado na Nature nem na Science, então nem as Relatividades nem a Mecânica Quântica (ou Teoria Quântica de Campos) tiveram suas origens nas revistas ditas de alto impacto; o mesmo vale, por exemplo, para as chamadas Transições Quânticas de Fase: o Kosterlitz não publicou numa revista de alto impacto — aliás, porque ninguém pergunta pro Kosterlitz o que ele pensa disso tudo, afinal de contas ele deu origem a todo um ramo da Física, logo deve saber o que significa “alto impacto científico”, não?!
)
Pra finalizar, vou apenas me resignar a dizer que a análise estatística feita no tal artigo é de baixa qualidade, não apenas porque não leva em conta os cisnes negros e os dragões reis, mas também porque não leva em conta tantos outros métodos que a tornariam bem mais robusta. É uma pena, porque os “efeitos visuais”, os “efeitos especiais”, do artigo são bem bonitinhos… [bonitinhos mas ordinários!
]
[]‘s.
Atualizado (2011-Mar-19 @ 11:15h EDT): Ah… a ironia do destino. Assim que acabei de escrever o post acima, trombei no seguinte livro: Little Bets: How Breakthrough Ideas Emerge from Small Discoveries. O ponto do livro é clararamente exposto no título, mas também já foi feito por Asimov,
“The most exciting phrase to hear in science, the one that heralds new discoveries, is not ‘Eureka!’ (I’ve found it!), but ‘That’s funny…’”
Experimentação, passo-a-passo, erros e mais erros… é assim que se faz Ciência: a idéia de que pesquisa e progresso é feito através duma seqüência de ‘acertos’, de passos corretos, não poderia estar mais distante da realidade… c’est la vie
Testando o Prezi…
Quem ainda não conhece, está marcando touca: o Prezi é uma ferramenta de apresentações bastante inovadora, chamada de zooming presentation, que tenta mudar radicalmente o fluxo duma apresentação arroz-com-feijão.
Pra quem tem emails acadêmicos (estudantes e professores), é possível se registrar no Prezi com algumas vantagens. Para maiores informações, dêm uma olhada em Contas Educacionais.
E, finalmente, quem quiser inserir uma apresentação do Prezi no WordPress…
Diversão garantida!
Zipcast e TED Conversations…
Dois lançamentos nesta semana estão marcando um passo interessante na Web2.0:
- Zipcast: é um programa para ‘webconference’ que roda em HTML5, i.e., é um formato nativo em qualquer navegador moderno que suporte HTML5. O serviço é provido pelo SlideShare, que é um site que provê o serviço de compartilhação de palestras e apresentações (transparências, slides) — basta vc abrir a apresentação que deseja (sua mesmo, devidamente carregada no SlideShare; ou qualquer outra apresentação disponível no site) e clicar para inicializar uma seção de Zipcast. Aí basta vc convidar seus amigos e pronto: sua webconference está em ação.
- TED | Conversations: Essencialmente, é um fórum de discussões promovido pelo TED, onde os usuários interagem através de debates, perguntas, ou propondo idéias. Quem quiser maiores informações pode dar uma olhada em Getting started.
Vale a pena conferir ambos… como o Zipcast roda em HTML5, é bem possível que ele se torne uma plataforma robusta de webconference (competindo com o EVO e até mesmo com as versões mais modernas do Skype, que permitem ‘conference calls’ com vídeo de mais de uma pessoa). O TED todo mundo já deve conhecer, então, quem sabe a qualidade do ‘Conversations’ não é mantida em pé-de-igualdade com a das palestras.
As usual, you can use Google Translate to convert this post from pt_BR to en_US.
O futuro da revisão-por-pares…
Depois da invenção dos arXivs, o problema de distribuição de publicações científicas foi efetivamente resolvido. Dessa forma, o papel dos jornais acadêmicos ficou essencialmente resumido à revisão-por-pares. Ou seja, no frigir dos ovos, o valor agregado que as jornais acadêmicos acrescentam aos artigos é apenas a revisão-por-pares, uma vez que a distribuição desses artigos não é mais problema na Era da Informação.
[N.B.: Pense em termos de uns 400 anos atrás, na época de Galileu: era preciso um manuscrito viajar de cavalo ou barco para que sua distribuição fosse efetivada. Claro que as coisas melhoraram com o correio moderno e com a invenção dos aviões... mas, no final das contas, o processo de distribuição continuava o mesmo em sua natureza: era preciso haver uma mudança física, mecânica, de um lugar para outro. Hoje em dia isso não é mais verdade: organizar, colecionar e distribuir artigos é uma tarefa essencialmente trivial: o exemplo dos arXivs sendo o mais gritante, e PLoS sendo um segundo exemplo. Infelizmente, eu não conheço nenhum esforço dessa natureza Free-Open Access nas Humanidades nem nas Ciências Sociais: seria muito interessante conhecer esforços nessas direções.]
Entretanto, atualmente há também um movimento para “aliviar” os jornais acadêmicos inclusive dessa atividade:
- ‘Facebook of Science’ Seeks to Reshape Peer Review (ou Versão em PDF do artigo, 158Kb (non-gaited));
- F1000: Faculty of 1000: Post Publication Peer-Review; &
- The future of peer review?.
Felizmente (ou não
), esta não é uma idéia nova: esforços nesta direção já têm sido promovidos há anos. Vejam os exemplos abaixo,
Esses esforços costumam vir sob o nome de Ciência 2.0 — apesar de que, atualmente, já está se falando em Ciência 3.0!
[N.B.: Resumidamente, o "2.0" significa a incorporação das ferramentas de Web 2.0, enquanto que o "3.0" significa que metadata é usada de modo "decente" (ie, como a coisa foi designed para funcionar
).]
Mais ainda, há movimentos em direções ainda mais ambiciosas, como os abaixo,
Tanto o MathJobs quanto o AcademicJobsOnline têm o intuito de organizar e facilitar a busca de empregos (postdocs, professores, etc) em Matemática e Ciências em geral, respectivamente. Isso tem melhorado o processo infinitamente: antigamente, era preciso se escrever cartas de aplicação para diversas (até centenas!) e instituições; hoje em dia basta vc carregar seu material nesses sites e selecionar os empregos que vc gostou — o resto acontece automaGicamante.
De fato, nossa Era Digital trouxe ferramentas absolutamente fantásticas, que conectam o mundo da pesquisa de modo nunca d’antes navegado… Claro, como toda espada, esta também tem dois gumes: o ‘lado negro’ de toda essa facilidade e conectividade é o atual campo da cienciometria, onde se acredita que é possível se mensurar “criatividade científica” através de índices que, na melhor das hipóteses, são apenas parciais (ie, são índices cujo significado estatístico é questionável).
Enfim, este é um momento bastante conturbado… mas que certamente não deixará “pedra sobre pedra”.
This post translated to English (en_US) (courtesy of Google Translate).
Café científicos levando ciência para o público leigo…
Está aí uma iniciativa excelente que está demorando para go viral:
Os Cafés Científicos são uma idéia que, pessoalmente, eu considero brilhante: um cenário informal, relaxado, onde as pessoas podem ouvir algum palestrante falar sobre Ciência — e, melhor ainda, depois da palestra, debater sobre o que foi dito. Aliás, de fato, o foco é maior no debate do que na palestra propriamente dita: a idéia é passar a informação de modo bem objetivo e, depois, deixar a platéia guiar a discussão.
Quem faz Ciência sabe: deixar a curiosidade (
) guiar o debate científico é uma das formas mais entusiasmantes de se fomentar a criatividade. Essas digressões tangenciais que aparecem a todo momento nesse tipo de discussão são fundamentais pra se ‘mapear’ o ‘espaço’ do assunto sendo atacado. Quem não conhece, pode achar esse approach meio caótico… mas, é um método excelente pra se obter uma ‘imagem’ do objeto em questão.
O realejo do dia…
Será que é preciso mudar alguns paradigmas de Educação?
Algumas perguntas:
- “O que o vídeo acima implica sobre a ‘logística escolar’ (como comparar a ‘linha de montagem escolar’ com a ‘linha de montagem da Toyota’)?”
- “O que o vídeo implica para esforços de Open- e Free-Access?”
- “O que o vídeo implica para estudos multi- e inter-disciplinares?”
- “O que o vídeo implica sobre Science2.0 e 3.0?”
- “O que o vídeo implica sobre as ‘propriedades de escala’ dos nossos sistemas de administração (educação, saúde, segurança, etc)?”
Muitos (senão todos) dos métodos que temos hoje sobre governança e administração evoluíram dos originais criados para administrar nações de cerca de alguns [poucos] milhões de pessoas — o que fazer, então, quando as nossas nações têm centenas de milhões de pessoas?! Será que esses mecanismos escalam de modo apropriado?
P.S.: Só pra apimentar: Why Our Best Officers Are Leaving — Será que estamos escolhendo e mantendo nossos melhores cientistas? Será que há problemas em comum com os relacionados neste artigo? Como este artigo se relaciona com o vídeo acima?
História do Mundo, em menos de 5 minutos…
Hans Rosling ataca mais uma vez!
Comunidades e Grupos Criativos dentro da Ciência 2.0…
Eu pretendo expandir esse post com comentários e observações pertinentes. Mas, por enquanto, vou usá-lo como um ‘cabide’ para os links abaixo, que são muito interessantes e já vêm me atiçando há tempos pra escrever esse post (eu ando sem tempo
)
- Criatividade e grupos criativos;
- Science 2.0 Pioneers;
- What does it take to run a good learning seminar?;
- Building a Motivated Research Group;
- HOW TO: Manage a Sustainable Online Community;
- HOW TO: Enhance Your Online Presence with Video; &
- HOW TO: Use Annotations to Promote Your Brand on YouTube.
No intuito de tornar essa experiência criativa ainda mais interativa, não posso esquecer de mencionar o TwitCam e o TwitVid: enquanto o TwitCam é um serviço em tempo real (incluindo um campo para interação com a audiência via Twitter), o TwitVid é um serviço nos moldes do YouTube (mas com um limite maior para o tamanho do vídeo
).
Uma outra plataforma para interação em tempo real, com um bom grupo de funcionalidades, é o EVO. Aliás, aqui no AP, nós já tentamos usar o EVO para os Encontros do Ars Physica.
Bom, esse é o amontoado de idéias desconexas que eu tinha pra deixar por aqui… por enquanto…
Atualizado (2010-Jul-31 @ 2240h EDT): O Carlos Hota escreveu um post interessante no blog dele, e eu deixei um comentário bem grande… nos moldes do que eu queria ter escrito aqui: não coloquei aqui, mas pus lá.
Relendo o texto, agora, acho que poderia tê-lo escrito melhor… mas, c’est la vie… Aí vai o link: Comentário sobre “aprendendo a voar”.
Semantic Web: Web 3.0…
Quem quiser ver um pouco mais sobre o assunto,
O mais incrível disso tudo é que a idéia original do TBL sempre foi essa: usar metadata pra “organizar” e “concatenar” a informação. Entretanto, infelizmente, apenas agora (quantas décadas depois da “invenção” da web?
) a idéia original está sendo apreciada como se deve.
As melhores ferramentas de colaboração online…
Eu trombei no Mind Map abaixo, que faz uma lista (com recomendações quando necessário) das melhores ferramentas de colaboração online de 2009, e achei que vcs pudessem gostar e aproveitar também.
(Versão PDF da imagem acima: Best Online Collaboration Tools 2009, by Robin Good (PDF, 220Kb).)
Quem tiver mais dicas, ou achar que faltou alguma coisa no MindMap acima… é só mandar pau nos comentários!
Google Public DNS…
Hoje o Google pôs no ar um serviço de DNS,
A TechCrunch tem alguns comentários em Google Gets Into The DNS Business. Here’s What That Means; e o LifeHacker também tem alguns comentários, Google Public DNS Aims to Speed Up Your Browsing [DNS].
Vale a pena dar uma testada: os benchmarks que eu fiz por aqui foram bastante positivos. (E, claro, eu me empolguei um pouco…
)
Fora isso, uma notícia um tanto inusitada, também vindo do Google,
Ou seja, os caras preferem evitar contratações “em massa”, pra garantir o bom equilíbrio do “ecossistema” chamado “mercado”.
Atualizado (2009-Dec-03 @ 14:26h): Agora o Slashdot está dando a notícia também, Google Launches Public DNS Resolver. (Sim, estou repassando esta notícia em tempo real!
)
E pra quem estiver interessado em dar uma “tunada” no próprio site, eis outra diquinha,
Diversão garantida…
Colaboração e Ciência: tudo a ver…
Semana passada saíram algumas notícias que são, IMHO, extraordinárias no sentido de mostrar o quão valiosa é a cooperação e a colaboração num ambiente criativo.
A Nature fez duas reportagens, uma sobre o Google Wave e outra sobre o Polymath Project,
Por outro lado, um pessoal do Secret Blogging Seminar lançou um site muito interessante, chamado MathOverflow,
Semana passada, eu entrei em contato com o Anton Geraschenko perguntando mais detalhes sobre o projeto do MathOverflow e tudo mais. E o primeiro link acima é, essencialmente, uma resposta às minhas perguntas.
No final das contas, eles estão sendo patrocinados por um professor em Stanford que está arcando com os custos duma solução ‘hosted’ de StackExchange — que é o software por detrás do StackOverflow, ServerFault, SuperUser, DocType, e HowTo Geek.
Então, eu acho que seria uma idéia genial a de se mandar uma proposta de divulgação científica pro CNPq. Quem sabe não sai, assim, um PhysicsOverflow?!
O realejo do dia…
Acesso aberto:
James Randi:
Sonhos de outono…
Pois é… estamos longe de “noites de verão” pelas bandas de cá… aliás, pior ainda, hoje o dia está chuvoso, cinzento e frio!
Então, depois de passar uns 10 dias testando o Google Wave… eu tô é doido de vontade de ver a combinação de GWave com TinyChat — e usar ambos aqui no AP!
Agora eu já posso adicionar mais essas duas funcionalidades ao servidor dos meus sonhos.
Quem quiser colaborar e opinar sobre um “GWave do AP” e um “TinyChat do AP”… favor por a boca no trombone nos
comentários!
P.S.: Eu já dei essa diquinha antes… mas, acho que vale a pena dizer de novo: Google Wave 101.
E, de saidêra, eu deixo a seguinte diquinha: CeeVee. É uma plataforma online (leia-se Web2.0) para criação e manutenção dum CV ou Resumé. No Brasil a gente tem a Plataforma Lattes, mas não é sempre que ela é a melhor solução (principalmente na hora de gerar uma versão impressa, ou PDF, do CV). Vale a pena manter ambos sincronizados — o CeeVee é realmente o melhorzinho entre plataformas análogas.
O realejo do dia…
Pra quem ainda não conhece, o Google Flu trends (“Google Gripe”) acabou de ser expandido de 4 para 22 países. Nos EUA, os dados do Google Flu têm 92% de correlação com os dados do Governo (estes últimos podem demorar até 2 semanas pra serem disponibilizados ao público; ao passo que o GFlu é mais “tempo real”).
Aí vai um videozinho explicando como o GFlu funciona,
Pronto… agora todo mundo pode relaxar e comprar seu terno anti-gripe suína (H1N1) predileto!
Enquanto isso, há “boatos” (i.e., artigos ainda não publicados) se propagando dizendo que a vacina contra a gripe “normal” pode aumentar os riscos de se contrair a gripe suína — dêm uma olhada em Flu Roundup.
Flame war garantidíssimo!
A semana nos arXivs…
- Equivalence of Sobolev inequalities and Lieb-Thirring inequalities. (arXiv:0909.5449v1 [math.SP])
- Breaking and restoring of diffeomorphism symmetry in discrete gravity. (arXiv:0909.5688v1 [gr-qc])
- Algebraic structures in quantum gravity. (arXiv:0909.5631v1 [gr-qc])
- de Sitter Spaces. (arXiv:0909.5435v1 [gr-qc])
- Extracting black hole physics from the lattice. (arXiv:0909.4947v1 [hep-th])
- Defect lines, dualities, and generalised orbifolds. (arXiv:0909.5013v1 [math-ph])
- Riemann-Roch and index formulae in twisted K-theory. (arXiv:0909.4848v1 [math.KT])
- THE MAKING OF A PHYSICIST: A Talk With Murray Gell-Mann
- This Week’s Finds in Mathematical Physics (Week 280)
- Gregory Chaitin: “Mathematics, Biology and Metabiology”
- Minus times minus is plus
- Viewpoint: the queen of all sciences and Intelligent Design
- Science Reporting and Evidence-Based Journalism
- The Sum Of All Knowledge? Yep, And Open Access Too
- Scientists: glorified bureaucrats?
- Economic impact of mathematics?
- The Gangs of Rio
- SMS as Appointment Reminder Effectively Reduces Nonattendance
- How Much of the Human Body is Made Up of Stardust?
- The Mathematical Vocation
- Théorie des opérations linéaires
- Mad Genius — The Link Between Psychosis And Artistic Creativity
- Use Google Docs to Convert Images to Text
A semana nos arXivs…
- Three Etudes in QFT. (arXiv:0909.4424v1 [hep-th])
- The β-function over curved space-time under ζ-function regularization. (arXiv:0909.4122v1 [math-ph])
- Geometry of Renormalization. (arXiv:0909.4117v1 [math-ph])
- Three-dimensional topological field theory and symplectic algebraic geometry II. (arXiv:0909.3643v2 [math.AG])
- Aspects of Symmetries in Field and String Theories. (arXiv:0909.4057v1 [hep-th])
- Quantum Critical Dynamics from Black Holes. (arXiv:0909.3553v1 [cond-mat.str-el])
- Stochastic expansions and Hopf algebras
- All vacuum near horizon geometries in arbitrary dimensions. (arXiv:0909.3462v1 [gr-qc])
- Quantum gravity without space-time singularities or horizons. (arXiv:0909.3426v1 [gr-qc])
- Spontaneous Dimensional Reduction in Short-Distance Quantum Gravity?. (arXiv:0909.3329v1 [gr-qc])
- Replication regulates volume weighting in quantum cosmology
- The weak and strong ends of a theory
- The Gömböc: a nearly-impossible, self-righting, homogenous shape
- Ben-Zvi’s Lectures on Topological Field Theory III
- Steen on mathematics and biology
- Physics: The edge of physics
- Entanglement In The Macroworld
- How To Write A Scientific Paper
- Science, Pseudoscience and Bollocks
- The socialisation of scientific and technological research
- A speech for the American Academy of Arts and Sciences
- Jono Bacon: The Art of Community Available For Free Download
- PyOpenCL lets you access the OpenCL parallel computation API from Python e PyCUDA lets you access Nvidia‘s CUDA parallel computation API from Python
Segundo lugar no Prêmio ABC!
Estava eu aqui, a trabalhar num artigo sobre espaços-tempo 6-dimensional que decaem espontaneamente para 4-dimensões… quando resolvi dar uma olhada no meu twitter e descobri uma maravilha,
O Ars Physica ganhou o 2º Lugar no Prêmio ABC de Blogs Científicos!
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(Ver mais sobre o Prêmio ABC no link Prêmio ABC para blogs científicios (UPDATE 11/09/2009).)
Eu gostaria de agradecer a todos os blogs e blogueiros participantes, assim como os envolvidos com o prêmio e com a tabulação dos resultados, e, claro, a todos os que votaram, tanto no Ars como no geral — excelente trabalho pessoal!
Quem quiser continuar lendo, pode seguir o link abaixo… ![]()
Leia mais…
Vivendo nas nuvens…
Pra quem ‘telecomuta’, ou vive, de alguma outra forma, nas “nuvens”… eu acho que a diquinha abaixo pode vir bem a calhar:
Ou seja, vc pode isntalar o LiberKey (que é um conjunto bastante completo de programas) ou no seu pendrive ou numa conta no DropBox. Se vc instalar o LiberKey no DropBox… não só vc vai ter acesso a todos os aplicativos contidos no LiberKey, mas também terá a vantagem de que o DropBox vai manter tudo sincronizado e bonitinho!
A diversão é garantida!
Opera 10 beta passa no Acid3…
Como eu falei do chromium num post anterior, nada mais justo do que falar do novo Opera 10 (beta): Além de melhoras significativas na velocidade e suporte aos padrões do W3C, o novo ‘engine’ passa nos testes Acid3 (olha só a fotinha abaixo)!

Acid3 no Opera 10 (beta) — MacOS X (10.5.7)
Diversão garantida!
Compilando o Chromium no Mac…
Como eu tinha pouca coisa pra ler ontem —
—, decidi testar minhas habilidades ‘compiladorísticas’ e ver se conseguia compilar o Chromium no Mac.
Como vcs devem saber, ainda não há um ‘build’ do Google Chrome nem pra GNU/Linux nem pro Mac OS X. Mas, usando o código open-source do Chrome (chamado Chromium), é possível simplesmente se compilar o danado e ver no que dá. No caso do Mac, basta seguir as instruções em MacBuildInstructions. E foi exatamente o que eu fiz. O resultado vcs podem ver abaixo…

Google Chromium no Mac OS X (10.5.7)
P.S.: Claro, ainda há alguns problemas, como falta de suporte a UTF-8, plugins, etc. Mas, a estabilidade e velocidade do bixinho é uma surpresa agradável.
Atualizado (2009-Jun-02 @ 17:23h): Chrome For Mac “Coming Along Fine”.
Atualizado (2009-Jun-05 @ 15:52h): O time de desenvolvedores do Chromium lancou, ontem, a versao alpha do “Chrome” para Mac e GNU/Linux: Chromium Releases Official Mac, Linux Browser Alphas. Pra quem esta acompanhando esse post, isso nao faz a menor diferenca, uma vez que as versoes compiladas ‘no muque’ ja sao mais atualizadas que esse lancamento.






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