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Pierre Auger é inaugurado hoje

sexta-feira, 14 nov 2008; \46\America/New_York\America/New_York\k 46 10 comentários

Observatório Pierre Auger

Observatório Pierre Auger. Imagem do site oficial.

Hoje foi o dia de inauguração do Observatório Sul Pierre Auger! 🙂

O observatório era construído desde 2000. O objetivo é estudar os raios cósmicos de altíssimas energias — acima de 108 TeV, isso é dez milhões de vezes a energia dos prótons no LHC. Eu falei sobre parte da motivação do projeto aqui. Mesmo antes da inauguração, o observatório já havia mostrado evidência do limite GZK em julho desse ano (veja o link sobre a motivação para saber mais). Por outro lado, foi um pouco decepcionante que o limite GZK foi confirmado (nenhuma nova física necessária então para descrever a interação de prótons com fótons, mesmo a energias tão altas).

Outro elemento importante da física do Pierre Auger é entender a origem desses raios cósmicos tão energéticos. Não há um consenso sobre que processo físico natural nas galáxias pode produzir/acelerar prótons a energias tão altas. No final do ano passado, a colaboração já havia mostrado que os raios cósmicos de altíssima energia não são isotrópicos pelo universo e sim parecem vir das galáxias com núcleos ativos (aquelas com buracos negros no centro). Essa descoberta foi capa da Science de novembro de 2007 (veja também a nota de imprensa do CBPF).

Com a inauguração hoje, o Pierre Auger sul começa a operar com todos os seus detetores! 🙂 Há planos para melhorar a resolução de determinação da origem dos raios cósmicos do espaço com um segundo observatório, o norte, que deve ser construído em Colorado, nos Estados Unidos.

Para nós brasileiros esse projeto é de especial honra, pois parte da colaboração é brasileira: a Profa. Angela Olinto, da Universidade de Chicago e várias instituições no Brasil 🙂

Edição 19/11: dos comentários abaixo, eu destaco o link passado pelo Daniel Particle physics gives boost to areas of Latin American sobre a participação latino-americana no Pierre Auger 🙂

Plano de Nação…

sexta-feira, 14 nov 2008; \46\America/New_York\America/New_York\k 46 2 comentários

No post O Obama brasileiro, fizemos alguns comentários sobre a matéria homônima no CSM — e como bem observaram o Rafael e o Tom, algumas diferenças entre Lula e Obama são mais do que simplesmente “marcantes”.

Pra citar um exemplo do ponto que foi levantado pelos dois, eu cito o exemplo abaixo: uma matéria ainda da época que o Obama era apenas candidato à presidência (e não “presidente eleito”, como agora),

É isso mesmo que vcs viram: uma matéria de sete páginas pra revista Foreign Affairs! 😯

Pra quem não conhece, a revista Foreign Affairs é, essencialmente, um repositório para os diversos ângulos que compõem um “Plano de Nação”.

Na época em que o FHC ainda era “professor-at-large” no Watson Institute da Brown, eu me lembro duma reunião que tivemos e eu perguntei pra ele quando (no passado) o Brasil havia tido um “Plano de Nação” e qual era o atual. Um amigo meu da Ciência Política me deu um cutucão na hora… e, por muito tempo, isso foi matéria de chacota, quer dizer, a minha ingenuidade [em fazer a pergunta].

Aparentemente, a resposta é óbvia pra muitos… mas, não o era pra mim — até porque, sendo o FHC um renomado sociólogo, eu achei que nada mais natural do que ele, que conhece o tema, ter um Plano de Nação, uma visão para o futuro do Brasil. Bom, a resposta que ele (FHC) me deu foi bem ‘lisa’, daquelas que cada vez que vc “aperta” tentando entendê-la, ela escorrega cada vez mais: essencialmente, a “mensagem” da resposta era que a política brasileira ainda era muito “caótica” (pra não dizer “primitiva”) pra comportar soluções proporcionalmente tão “rígidas” quanto um plano de longo (10, 15, 25, 50 anos!) prazo.

É aí que entra a diferença não só marcante mas também gritante do longo artigo acima, publicado numa revista renomada internacionalmente: essa é a visão dum candidato à presidência [do país dele], mostrando claramente qual é o jogo dele.

As perguntas que ficam, pra mim, são as de sempre: “Por que é que nossos intelectuais das Ciências Sociais (sociologia, política, economia, direito) não têm um mecanismo análogo no nosso país?” Ainda mais hoje em dia, não é preciso que seja uma publicação em papel, com custo elevado e tudo mais… não, hoje em dia, depois da revolução digital, qualquer website dá conta de exprimir de modo completamente democrático e transparente o que pensam nossos intelectuais sobre o futuro de longo prazo da nossa Nação.

Nesse sentido, eu acho que estudos como o abaixo, são absolutamente fundamentais:

Aqui vai um resuminho mínimo desse artigo:

Estudo da Anprotec propõe a estruturação de um Sistema Nacional de Parques Tecnológicos a partir de investimentos da ordem de R$ 10,2 bilhões em 20 parques nos próximos cinco anos.

Bom, nesse tom… agora podemos começar o final-de-semana! 🙂

[]’s!

Atualizado (2008-Nov-15 @ 09:42h): Ainda em tempo:

[]’s.

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