Plano de Nação…

sexta-feira, 14 nov 2008; \46\UTC\UTC\k 46 Deixe um comentário Go to comments

No post O Obama brasileiro, fizemos alguns comentários sobre a matéria homônima no CSM — e como bem observaram o Rafael e o Tom, algumas diferenças entre Lula e Obama são mais do que simplesmente “marcantes”.

Pra citar um exemplo do ponto que foi levantado pelos dois, eu cito o exemplo abaixo: uma matéria ainda da época que o Obama era apenas candidato à presidência (e não “presidente eleito”, como agora),

É isso mesmo que vcs viram: uma matéria de sete páginas pra revista Foreign Affairs!😯

Pra quem não conhece, a revista Foreign Affairs é, essencialmente, um repositório para os diversos ângulos que compõem um “Plano de Nação”.

Na época em que o FHC ainda era “professor-at-large” no Watson Institute da Brown, eu me lembro duma reunião que tivemos e eu perguntei pra ele quando (no passado) o Brasil havia tido um “Plano de Nação” e qual era o atual. Um amigo meu da Ciência Política me deu um cutucão na hora… e, por muito tempo, isso foi matéria de chacota, quer dizer, a minha ingenuidade [em fazer a pergunta].

Aparentemente, a resposta é óbvia pra muitos… mas, não o era pra mim — até porque, sendo o FHC um renomado sociólogo, eu achei que nada mais natural do que ele, que conhece o tema, ter um Plano de Nação, uma visão para o futuro do Brasil. Bom, a resposta que ele (FHC) me deu foi bem ‘lisa’, daquelas que cada vez que vc “aperta” tentando entendê-la, ela escorrega cada vez mais: essencialmente, a “mensagem” da resposta era que a política brasileira ainda era muito “caótica” (pra não dizer “primitiva”) pra comportar soluções proporcionalmente tão “rígidas” quanto um plano de longo (10, 15, 25, 50 anos!) prazo.

É aí que entra a diferença não só marcante mas também gritante do longo artigo acima, publicado numa revista renomada internacionalmente: essa é a visão dum candidato à presidência [do país dele], mostrando claramente qual é o jogo dele.

As perguntas que ficam, pra mim, são as de sempre: “Por que é que nossos intelectuais das Ciências Sociais (sociologia, política, economia, direito) não têm um mecanismo análogo no nosso país?” Ainda mais hoje em dia, não é preciso que seja uma publicação em papel, com custo elevado e tudo mais… não, hoje em dia, depois da revolução digital, qualquer website dá conta de exprimir de modo completamente democrático e transparente o que pensam nossos intelectuais sobre o futuro de longo prazo da nossa Nação.

Nesse sentido, eu acho que estudos como o abaixo, são absolutamente fundamentais:

Aqui vai um resuminho mínimo desse artigo:

Estudo da Anprotec propõe a estruturação de um Sistema Nacional de Parques Tecnológicos a partir de investimentos da ordem de R$ 10,2 bilhões em 20 parques nos próximos cinco anos.

Bom, nesse tom… agora podemos começar o final-de-semana!🙂

[]’s!

Atualizado (2008-Nov-15 @ 09:42h): Ainda em tempo:

[]’s.

  1. sexta-feira, 14 nov 2008; \46\UTC\UTC\k 46 às 17:34:48 EST

    Ô Daniel… Muito estranha essa resposta “pela tangente” do FHC. O Brasil tem um Plano de Objetivos Nacionais Permanentes, sim!

    Uns quatro quintos dele são banalidades genéricas tais como “elevar o nível cultural e tecnológico do povo”, “ampliar a rede de Serviços Públicos” e coisas assim. Outros são mais específicos e tratam, principalmente, de soberania nacional e exploração dos recursos naturais.

    A partir desses Objetivos Nacionais Permanentes, todos os anos são (re)formuladas Políticas Nacionais de Médio Prazo (genéricas em termos de 20 anos ou mais, e bem específicas nos prazos de 5 e 10 anos). Não é mera coincidência a política macro-econômica do Lula ser tão parecida com a do FHC.

    Talvez o FHC tenha “saído pela tangente” porque, durante o governo dele, foi necessário postergar uma série de iniciativas (como dizia o Garrincha: “esqueceram de combinar com o beque adversário”…)

  2. sábado, 15 nov 2008; \46\UTC\UTC\k 46 às 09:53:58 EST

    Oi João,

    Pois é… que as políticas do Lula não são coincidência, é claro… agora, que essa estratégia foi uma “escolha informada [para seguir no Plano de Objetivos Nacionais Permanentes]” ao invés de simplesmente uma falta de opções (no sentido de que desfazer as o que já havia sido construído representaria uma volda às trevas)… isso não está claro pra mim.

    Agora, no espírito do Garrincha, eu pergunto: Já que existe uma política de médio e longo prazo, por que é que a população não sabe sobre ela? Ou melhor, por que é que isso é algum segredo? Isso não poderia (ou melhor, não deveria) estar no website do governo?

    Sempre que há falta de transparência… eu fico com o pé pra trás.😛

    []’s.

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