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Plataforma Lattes deveria ter históricos dos currículos registrados e publicados

segunda-feira, 8 dez 2008; \50\UTC\UTC\k 50 Deixe um comentário Go to comments

Por causa de uma acusação recentente entre pesquisadores, sobre uma possível invenção de informações no currículo Lattes de um pesquisador, acabei me deparando com uma falha grave na Plataforma de Currículos Lattes: não fica registrado o histórico das alterações de um determinado currículo.

No caso que me fez chamar atenção sobre essa falha, a acusação ocorreu dia 4 de novembro de 2008 e a última alteração do currículo que alegam ter informações falsas,foi modificado dia 1º de dezembro de 2008, o que pode gerar dúvidas, com razão.

Então deixo aqui minha sugestão para o CNPq, para quem enviarei um email (lattes@cnpq.br) com esse texto: aprimorem o software do sistema Lattes, de modo que mantenha registrado o histórico de modificações dos currículos, permitindo assim que qualquer um cheque as versões antigas.

Um software que faz isso muito bem é o MediaWiki, usado na Wikipedia. Como leitor e contribuidor dos artigos da Wikipedia, digo que o sistema que registra todas as alterações de um artigo é muito útil. Temos aqui um claro exemplo como esse registro pode ser importante para o sistema de currículos acadêmicos do Brasil.

  1. terça-feira, 9 dez 2008; \50\UTC\UTC\k 50 às 11:31:43 EST

    Concordo plenamente, infelizmente é uma medida necessária…

  2. Tom
    terça-feira, 9 dez 2008; \50\UTC\UTC\k 50 às 12:45:17 EST

    Cabe destacar que o referido currículo Lattes ficou salvo no cache do Google, antes das modificações ocorridas no dia 1º de dezembro, como apontado pelo Carlo Hotta em Mentir no CV é sacanagem….

    Carlos, só não entendi porque “infelizmente”. Para mim é apenas uma falha no software que deve ser melhorado. Só não sei como não se deram conta disso antes…

  3. terça-feira, 9 dez 2008; \50\UTC\UTC\k 50 às 12:48:54 EST

    Tom,

    A razão é simples: Privacidade.

    O cara mentir ou não no CV dele é um problema legal que deve ser resolvido com a instituição, e não via policiamento civil! Senão, que tipo de sociedade teremos, uma em que cada vizinho fica espionando no outro, como foi feito nas ditaduras totalitárias comunistas?

    Isso posto, vou dizer, tem muito pouca gente que se dá conta do “perigo” que é o cache do Google… a “alfabetização digital” só fica cada vez mais importante…

    []’s.

  4. Tom
    terça-feira, 9 dez 2008; \50\UTC\UTC\k 50 às 12:52:40 EST

    Daniel,

    muitos (maioria?) dos pesquisadores na Plataforma Lattes são pagos por dinheiro público. Não vejo porque temos que levar em conta a privacidade quando estamos discutindo currículos que já são públicos.

    Por que não via policiamente civil?! Quem não deve, não teme!

    Só a pessoa colocar o que realmente faz no seu currículo. Simples. Não dará dor de cabeça para ninguém.

  5. Tom
    terça-feira, 9 dez 2008; \50\UTC\UTC\k 50 às 12:55:05 EST

    Inclusive, na minha opinião, a academia pode servir de exemplo para outras instituições públicas. Se não podemos confiar nas pessoas que estão em busca de verdades científicas, então minha esperança vai pelo ralo.

  6. Tom
    terça-feira, 9 dez 2008; \50\UTC\UTC\k 50 às 12:57:40 EST

    E não vejo conexão lógica alguma dessa pequena sugestão com ditaduras totalitárias comunistas.

  7. terça-feira, 9 dez 2008; \50\UTC\UTC\k 50 às 14:22:19 EST

    Tom,

    Vc poderia ter posto tudo num único comentário, não?!😛

    Vai escrevendo conforme vai pensando… aí fica tudo quebradinho…😛

    Veja, a comparação foi clara: nas ditaduras totalitárias comunistas todo vizinho tinha *obrigação* de denunciar aquele vizinho que estivesse desempregado. Aglumas coisas assim também acontecem por aqui (USA)…

    Pessoalmente, essas coisas me assustam um pouco: eu não quero ninguém bisbilhotando na minha vida.

    Porém, é óbvio, no caso do CV Lattes, a coisa já começa diferente, uma vez que a plataforma é pública e exposta na Internet pra quem quiser ver — então, de saída, fulano já tem que saber que está sendo exposto publicamente… inclusive para os mecanismos tão ageis do Google…😉

    Eu concordo que dinheiro público que patrocina pesquisa deva ter suas prestações de contas o mais transparente o possível… Mas, isso não quer dizer “festa do caqui”.

    Veja, pra seguir no exemplo da Wikipedia… (já que vc abriu a Caixa de Pandora… eu não ia falar nada, “but, you opened the door, counselor”😉 ) é só olhar aqueles históricos de discussões pra ver o tanto de gente completamente crackpot que aparece por lá! E, pior, algumas vezes essas pessoas acabam fazendo a diferença…

    Eu detesto soar “conservador”… mas, vou dizer, ultimamente não tenho tido muitos motivos pra “acreditar na humanidade”… principalmente na qualidade do “bom senso público”… Então, tenho tendido a ser bem mais cuidadoso com esse tipo de coisa… muitas vezes (como agora) me sentindo o “advogado do diabo”… papel que jamais pensei que fosse fazer… principalmente em situações como essa…😥

    []’s.

  8. terça-feira, 9 dez 2008; \50\UTC\UTC\k 50 às 14:22:46 EST

    Daniel,

    então, se vc notar algo de errado vc não deve tomar providências? Uma pessoa não pode alegar invasão de privacidade ao colocar seus dados pessoais em um site aberto ao público! É diferente de ficar ouvindo seu vizinho através da parede ou usar lunetas e afins…

    Tom, usei o infelizmente porque acho que somente quando há dúvidas sobre a idoneidade do currículo, o histórico seria útil. Ainda mais se considerarmos que existe apenas uma pessoa que pode fazer alterações.

  9. terça-feira, 9 dez 2008; \50\UTC\UTC\k 50 às 14:42:41 EST

    Carlos,

    Eu deixei bem claro nos meus comentários acima que, no caso do CVLattes, que é público, não há muito que se discutir… Mas, ser pego pelo cache do Google é *exatamente* usar uma luneta: do mesmo modo que tudo que está na Internet é “público” (e vc pode se valer do cache do Google como ferramenta para ir buscar algo que não existe mais), o que está nas ondas sonoras também o é… se vc disse isso entre as 4 paredes da sua casa e alguém usou um amplificador… é válido ou não? Esse é o ‘aperto’ em que se encontram muitos “detetives particulares” — aliás, é por essas e outras que praticamente nada que é descoberto via “detetives particulares” é admissível num julgamento.

    Veja, eu não quero ficar aqui de “advogado de diabo” nenhum… não é isso… mas, é preciso se entender que essas questões são bem menos “imediatas” do que se faz soar por aí e afora… não só a coisa não é tão direta assim, como um bom advogado simplesmente obliteraria esse tipo de argumento ou evidência… aliás, como já vem sendo feito há tempos!😛

    Então, é preciso haver uma modernização das leis para incluir esse nosso novo paradigma… eu concordo com isso.

    Mas, não é por causa disso que vamos sair por aí bradando a espada de qualquer jeito… temos que ter uma lógica por trás dos nossos movimentos… e sempre tomar cuidado pra não abrir portas pelas quais não gostaríamos de passar…

    Quanto a “Internet forensics”… relaxa… eu faço isso há uns 17 anos…😉

    []’s.

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