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Pompéo: triciclo elétrico brasileiro?

sábado, 14 nov 2009; \46\UTC\UTC\k 46 Deixe um comentário Go to comments

Parece que um grupo de engenheiros brasileiros deu início a um interessante projeto de construir e mercantilizar um triciclo elétrico, que mais parece um carro compacto de dois lugares. Eis o Pompéo:

De acordo com a reportagem original do Yahoo, Pompéu só existe por enquanto como desenho, O triciclo é projeto inicial dos engenheiros Renato César Pompeu da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e Carlos Eduardo Momblanch da Motta.Uma pergunta que tenho é: já foi construído um protótipo do motor com sucesso? Um protótipo do triciclo já está em parte construído com sucesso [veja o comentário do engenheiro Carlos E. M. da Motta]. A versão comercial do motor será construída pela empresa brasileira WEG. Segundo seus criadores, Pompéu chegaria até a 90 km/h e consumiria hoje cerca de 4 centavos da sua conta de eletricidade para rodar 1 km. Uma versão de motor a álcool também foi projetada, mas o que mais me interessou foi a versão elétrica. Além de ter potencial para uso empresarial como carro de prestação de serviços que não exigem transporte de carga pesada, o automóvel pode atrair consumidores que usam diariamente um carro para viagem até o trabalho. O triciclo ocuparia pouco espaço no trânsito e poluiria menos (ou nada). Mas eu vejo esse projeto como um embrião para o desenvolvimento de outros automóveis elétricos brasileiros para competir na nova indústria do Chevy Volt e do Tesla Roadster, que você talvez já tenha ouvido falar.

O Volt da Chevrolet está programado para entrar no mercado norte-americano no ano que vem. O carro é equipado com um motor elétrico que utiliza uma bateria para percorrer até aproximadamente 65 km sem recarga. Todavia, o carro é bivalente e o motor do Volt pode usar combustão quando a bateria acaba. Um parênteses: O projeto do Volt é um exemplo de como as empresas são desprovidas de ideologia que não seja ganhar muito dinheiro, pois o presidente atual da GM Chevrolet é um desses sujeitos que não acredita em aquecimento global e que acha que a poluição causada por humanos é irrelevante ao planeta, não obstante, ele pessoalmente através de entrevistas fez a promoção do Volt na mídia estadunidense.

Volt, apresentado pela GM, começa a ser vendido em 2010 nos EUA.

O Tesla Roadster já é vendido nos EUA a partir de $100 mil dólares, em um país onde o Honda Civic custa US$15 mil. Não sei qual o preço estimado do GM Volt, mas espero que não seja muito mais caro que um carro compacto da GM, que não sai por mais de US$ 15 mil. O Pompéu está previsto para vender no Brasil só a partir de 2012, por talvez cerca de R$30 mil — que hoje talvez seja um preço um pouco salgado para um triciclo simples. Você pode receber atualizações do projeto inscrevendo-se na lista de emails do site oficial.



Tesla Roadster

Para saber mais: leia o comentário do engenheiro Carlos Eduardo Momblanch da Motta, a quem agradeço muito as informações, e o site oficial do projeto:

http://www.triciclopompeo.com.br/

e também uma notícia no Yahoo.

  1. segunda-feira, 16 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 15:56:35 EST

    Olá Leonardo, e demais digníssimos editores e leitores!
    Gostaria de prestar alguns esclarecimentos a respeito do Projeto FIEL – Forma Inteligente e Ecológica de Locomoção, e seu primeiro produto, o Pompéo Elétrico!
    Inicialmente desenvolvido pelo Renato e por mim, contamos depois com a entrada muito bem vinda do Carlos Metzler, importante profissional que veio a associar-se à Fiel Indústria de Veículos Automotores. Embora um dos sócios esteja vinculado à UTFPR, o projeto mantém relação formal apenas com o Parque Tecnológico de Itaipu, em cuja Fábrica de Empreendimentos encontra-se apoiado. O que não exclui, por nossos desejos e convicções, e como a prática tem demonstrado viável, a colaboração de outras instituições de C&T&I.
    O conceito proposto é consagrado desde meados do século passado, com o pós segunda guerra mundial e a consequente procura por veículos compactos e econômicos, entre eles o Fiat 500, BMW Isetta, Heinkel, Messerschmitt, alguns com três e outros com quatro rodas. Simplesmente, (re)tiramos uma roda, ao invés de (re)inventá-la! Modelos atuais têm sido projetados na configuração de “triciclo invertido” como o T-Rex ou Can-Am Spyder, ambos canadenses, e alguns produtos conceito de grandes montadoras já lançados em Salões passados.
    E a tração elétrica, além de ferramentas de TIC embarcada, faz parte do pacote de novidades ao conceito, além de que neste século a crise ambiental tem impulsionado veículos compactos com mais força que a crise econômica, se bem que a situação de grandes montadoras em crise poderá favorecer a entrada de novos personagens no setor, segundo especialistas.
    Temos um protótipo funcional do Pompéo e o motor já se encontra desenvolvido por nossos parceiros, bem como o inversor, este ainda em testes de validação, assim como o BMS (sigla em inglês para Sistema de Gerenciamento de Bateria).
    Quanto ao preço de venda: dado o valor das baterias de Li-i (ainda importadas) para que se possibilite a autonomia projetada; dada a carga tributária do veículo elétrico no Brasil, ainda superior à dos veículos a combustão interna (25% para VE’s); e ainda se comparado aos primeiros veículos elétricos importados para o Brasil, cujos preços têm partido do dobro desse valor, aproximadamente, pode-se afirmar que, embora maior do que desejamos, ele é competitivo, não somente para seu uso comercial, como também para consumidores que desejam um produto diferenciado, beneficiando-se ainda do custo operacional reduzido (R$/km em energia, menor custo de manutenção, lubrificação, etc).
    E, além disso, realmente polui menos, não somente a atmosfera, mas também em nível de ruído!
    Acreditamos que a economia de escala, além da desoneração fiscal, e o modelo produtivo e de relações institucionais que propugnamos, são fatores que virão a viabilizar um preço final mais atrativo, o que para sua exportação já seria uma realidade, possibilitando a inserção do Brasil no mercado mundial de produtores de veículos elétricos!
    Parabéns por este importante fórum de discussão da comunidade científica!
    Despeço-me, reiterando nossa convicção de que o Brasil não pode prescindir de uma integração saudável academia-empresa, o que estamos procurando fazer desde o surgimento de nosso projeto!

    • terça-feira, 17 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 01:15:00 EST

      Caro Eduardo da Motta,

      Muito obrigado pelo seu comentário. Foi excelente e muito elucidador. Eu corrigi o texto principal conforme as suas informações, mas por favor, qualquer alteração que ainda falte não hesite em apontar. Como suas informações não poderiam ter sido obtidas de outra forma, deixarei o seu comentário como a fonte primária.

      Estou torcendo que o projeto Fiel continue e que o Pompéu seja o primeiro grande sucesso dessa empreitada. Foi uma idéia muito feliz, é um projeto muito inteligente, e o design do automóvel ficou muito bonito. Eu não poderia concordar mais com o seu último comentário da parceria academia-empresa, algo que o Brasil ainda está engatinhando.

  2. terça-feira, 17 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 11:36:17 EST

    Longe de mim querer causar confusão ou flames… mas, há uma pergunta que, não importa quantas vezes eu faço, não obtenho resposta satisfatória. A questão é realmente simples: no final das contas, não interessa se o carro é movido a gasolina, diesel, biodiesel, eletricidade ou de qualquer outro modo; o único fator realmente relevante em tudo isso é a eficiência da nova tecnologia em questão.

    Ou seja, qual o é balanço energético desse projeto (assim como de outros)? Quanta energia é consumida e quanta é gerada? Quanta “mobilidade” se obtém por unidade de energia consumida?

    Como o biodiesel e motores elétricos estão na moda, eles acabam virando alvo fácil: quanto se gasta, energeticamente, pra se produzir um litro de biodiesel? quanto se gasta energeticamente pra se reciclar as baterias dum carro elétrico? Taí um par de números que eu nunca vi; e, de fato, eles são os reais fatores relevantes pra toda essa discussão.

    A razão é simples: não adianta absolutamente nada trocar toda a frota movida a combustíveis fósseis por uma frota movida a baterias de Li-i se, no final das contas, essas baterias poluem o meio-ambiente de forma absurdamente tóxica (o que elas factualmente o fazem; reciclar essas baterias é um problema muito sério e pouco eficiente, além de muito tóxico).

    Então, não adianta nada “trocar seis por meia-dúzia”. TODOS os cálculos de eficiência termodinâmica que eu vi, até hoje, são muito mal elaborados e inefetivos pra levar em conta o processo todo, desde o combustível até o reciclar do automóvel (incluindo, claro, quanta energia é gasta pra se produzir o novo bólido).

    Portanto, apesar de achar toda essa empreitada muito louvável, principalmente no sentido da transferência de conhecimento e parcerias escola-empresa, eu continuo extremamente cético com respeito aos reais benefícios desse tipo de solução.

    []’s.

    • terça-feira, 17 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 14:26:38 EST

      Daniel
      O veiculo elétrico é uma solução de ruptura que permite oferecer mobilidade para todos com emissões zero de poluentes, visando progressos reais em termos ambientais .Essa ruptura ja é mantida e acompanhada por uma vontade politica mundial, principalmente atravé de subssidios fiscais baseados nas emissoes de co2 e do desenvolvimento das infraestruturas nescessarias à mobilidade elétrica ! Mas o que é mesmo uma “solução de ruptura”? “Solução de ruptura” é quando uma nova tecnologia sobrepõe custos & beneficios a uma tecnologia consagrada como por exemplo as maquinas fotograficas digitais, não que a outra tecnologia se torne obsoleta mas se presupõe uma quebra de “paradigma” ou seja: na verdade, todo produto foi projetado por alguem (designer) antes de ser fabricado industrialmente (ou construido).portanto, podemos achar que um produto tem bom design e outros não, mas design em si não é uma caracteristica. A maioria das pessoas equivocadamente, entende design apenas como a forma, como o acabamento estético de um produto. Grande engano! Isso é que é chamado styling, apenas parte de um projeto de design. Design mesmo começa na concepção no conceito do produto, no estudo de seu proposito, no estudo do usuario, no estudo da maneira como o produto é usado, com que tecnologia é fabricado, montado( para que , por que, para quem, como?) e mais recentemente com o conceito de sustentabilidade como será descartado. Busca facilitar o uso, atendendo melhor e simplificando nossa vida, busca racionalizar a fabricação e montagem industrial e hoje, com tamanha preocupação ambiental o designer precisa tambem definir como o produto será descartado( desmontado, reciclado, recusado)
      Vivemos em um mundo onde a oferta de produtos é enorme. sinceramente, o mundo não precisa de mais um modelo de telefone celular, nem mais um modelo d automovel ou de tvê mas eu acredito que a inovação é pressuposto
      de um bom design eis a grande oportunidade do design brasileiro acostumado a fazer muito com pouco, acostumado a não se preocupar tanto com a frescura quando sempre faltou o essencial, o Brasil tem hoje a oportunidade de mostrar ao mundo que aqui se faz superdesign, e não apenas styling. Isso exige ousadia, pesquisa, investimento, e da a nossa criatividade e competência. Mas fará toda a diferença no futuro proximo, no qual a China continuará sendo o custo baixo, a Europa e os EUA, a sofisticaçã e a qualidade, e nós brasileiros poderemos ser os inovadores…por meio do design !

      • terça-feira, 17 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 17:14:18 EST

        Caro Alfeo Viero Filho,

        Eu entendo bem o que vc diz, tanto nesse comentário, quanto anteriormente. Novamente, eu reitero o que já disse também: eu acho excelente que esse tipo de inovação emprendedora aconteça no Brasil!

        Portanto, note que eu não estou criticando o seu projeto em si, muito pelo contrário.

        A minha crítica é de natureza diferente. Eu quero saber qual é o “balanço energético” desse emprendimento: do momento em que vc pega a matéria-prima, até o momento em que vc recicla tudo (durante uma vida útil média do produto), quanta energia é gasta? E quanta é gerada (nesse caso, basta medir a distância total viajada em unidades de energia)?

        Esse é o balanço termodinâmico, a eficiência, do seu produto. É assim que a sustentabilidade deve ser calculada. Aliás, mais ainda: quanto vai se gastar (em termos energéticos) pra se desmontar as linhas de montagem atuais e se construir as novas? Quanto vai custar, energeticamente, essa “ruptura de paradima” (pra usar o seu termo)?

        Esse número eu nunca vejo. Tanto que vc mesmo não o proveu acima, em nenhum momento.

        A razão é simples: a quantidade de energia na Terra é finita, e é essencialmente dada por aquilo que recebemos do Sol todo dia. A nossa eficiência é dada pela fração dessa energia que conseguimos aproveitar. E é assim que podemos medir quantas pessoas o Planeta comporta: um número “X” de pessoas deve consumir uma média de “tantas unidades de energia” durante a vida (indo da alimentação até o aquecimento da casa); e aí basta fazer a continha, que é bem simples.

        A sustentabilidade de qualquer produção industrial tem que ser calculada dentro desse mesmo arcaboço: afinal de contas, se vc está gastando energia pra produzir um automóvel (movido a qualquer combustível que vc prefira), vc está deixando de sustentar [energeticamente] um certo número de pessoas. É simples assim. E, dessa forma, dá pra vc calcular quantas pessoas o Planeta comporta, dado um certo “nível de conforto” (tudo devidamente medido em termos de energia gasta).

        Infelizmente, esse tipo de conta nunca é feita; e a razão é bem simples: se fizerem a conta, vão descobrir que a coisa anda feia… muito feia! E isso ninguém quer saber… “controle populacional”?! Jamais… dessa forma, nosso raciocínio econômico continua sendo dominado pela infâme noção de “economia de escala”… como se matéria-prima, ou energia, fosse algo “infinito”, o que não é.

        Então, novamente, eu não estou criticando o seu projeto, nem a parceria escola-empresa, nem nada do gênero, muito pelo contrário: eu acho essa uma notícia muito boa.

        O que eu critico, explicitamente, é essa noção (lugar comum) de que carro elétrico é “ecologicamente bom”. Isso está errado, e basta fazer as continhas acima pra vc entender o porquê.

  3. terça-feira, 17 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 11:37:20 EST

    @Leo: tem um errinho de HTML no “Para saber mais”… dá uma olhadinha.😉

    • quarta-feira, 18 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 10:52:45 EST

      |não que a outra tecnologia se torne obsoleta mas se presupõe uma quebra de “paradigma”| quote
      ——————————————————————————–
      ” Para que tudo fique como está , é preciso que tudo mude”
      Tomazzo de Lampeduzza em Il Gatto Pardo como principe de Salinas
      Daniel
      Muitos produtos e tecnologias atingem um apogeu e consequentemente tem seu declinio, concordo plenamente que seria contraporoducente ficar mudando tudo o tempo todo porém o mundo mudou e nesta dinamica o “delay” de nosssa civilização em relação aos recursos disponiveis realmente torna a sua conta citada acima uma equação dificil de se resolver, mas o que é a civilização?
      Civilização é o que resulta do somatório dos habitos, sentimentos e pensamentos de todos os seres humanos! O que eu falo é sobre as heranças culturais, ser moderno não é um valor em si e por consequencia valores antigos não são de todo o mal Porem os habitos nos fazem presas do destino e eu acredito que tendencia não é destino mas muito mais que origens eu aprecio mesmo é destino…O mundo e nosso pais é hoje 75% urbano e a cidadania pôr definição, surgiu na cidade. Nossos problemas cotidianos são, em sua maioria, urbanos,o fato de que morar em uma periferia sem transportes coletivos obriga a população a gastar muito dinheiro e cinco horas pôr dia entre a casa e o trabalho. O mesmo acontece com a crise de segurança. Quem resolve? Esta é a dificuldade principal, a metrópole é um imbróglio composto de problemas diferentes que podem ser mais bem resolvidos quando pensados todos juntos e de maneira convergente Quando os problemas são esquartejados em mil pedaços a política setorial os reparte em diferentes órgãos federais, estaduais e municipais, espalhando-os também pôr diferentes ministérios, a solução se torna impossível. O nome desta patologia é setorialização, no caso do desenvolvimento urbano, a chave para a solução dos problemas é ao contrario, a complementaridade e a convergência.Nas organizações burocráticas isoladas, fragmentadas, que temos hoje, cada uma fica apenas reduzida a seu respectivo “dono”, a complexidades do mundo se reduz ao pequeno universo o qual o órgão burocrático tem comando absoluto Qualquer ação vinda de fora, isto é, de outro órgão ou de outra instancia de poder, a competição desenquadra, bloqueia a cooperação e tudo permanece na mesma. Não precisamos destes corajosos covardes que são capazes de lutar com a maior bravura contra “leões mortos” e fugir dos novos desafios como se eles fossem “tigres vivos”.Nosso país tem muito pouco amor-próprio e um grande impulso de autodestruição; e mais, constatamos atônitos que o Brasil é um pais de ruínas: as ruínas nas grandes cidades, onde os centros em geral foram descaracterizados e abandonados, num processo incessante de morte da memória e cancelamento dos vestígios históricos, as ruínas, que não são de decadência, mas de um pais novo que continua dando curso à síndrome da colonização predatória: A nossa primeira elite, os colonizadores, só queria retirar da terra o que ela pudesse dar de riqueza para então abandoná-la – fosse madeira, cana, ouro ou borracha. Ninguém vinha para trabalhar, investir, permanecer. No Brasil talvez nunca tenha existido uma relação sagrada das pessoas com a terra, são coisas que só o olho estrangeiro repara hoje não se tira mais dinheiro do chão, mas o desamor da elite ao pais parece ser o mesmo. Ela está sempre voltada para a metrópole, invejando seus moradores, tentando reproduzi-la aqui ou querendo se mudar para lá, a matriz apenas troca de nome: pode se chamar Lisboa no passado ou Dubai agora, mas a síndrome é a mesma! Neste inicio de século, a cidade é a grande protagonista, seja como ponto de contenção contra o agravamento da questão social, seja como ator estratégico do desenvolvimento econômico, buscando espaços cada vez maiores como produtora de bens e serviços integrados ao fluxo da globalização… A renovação urbana atrai capitais, talentos e muitos estrangeiros às cidades modelo, como Curitiba por exemplo aonde espaços vazios e deprimidos e zonas periféricas são incorporadas em nome de novos valores, de interesses emergentes. O voluntarismo e a reafirmação de uma identidade própria a partir da valorização da memória são ingredientes que garantem a renovação através de nova solidariedade com vistas ao futuro. Chegou a me dar ânsia o texto, mas sabemos que é tão verdadeiro e tão cruel que as vezes até gostaríamos de não crer, como muita gente faz, prefere não saber…. e o pior é que tudo isso acontece na maior impunidade, pois os governates sabem de tudo isso e nada fazem, ou fazem “participam disso sem nenhum pudor”. No mundo inteiro, as cidades globais acendem uma vela a Deus e outra ao diabo, estamos no fim da primeira década do seculo XXI e o mundo experimenta hoje a segunda geração de “baby´boomers” a geração Y
      Ou seja aquele controle que vc citou deveria ter sido efetivado na virada do Seculo XIX para o seculo XX….aonde o mundo ainda estava convicto de que a ciencia transformaria a terra em um paraiso….

      • quarta-feira, 18 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 16:38:14 EST

        Caro Alfeo Viero Filho,

        Confesso que tive uma certa dificuldade em acompanhar seu raciocínio no decorrer do seu comentário acima.

        Mas, como seu último parágrafo trata do recente boom populacional, eu vou repetir o mantra: Dado um certo nível e padrão de vida (medido em termos energéticos), qual é a população máxima que a Terra comporta?

        Esse é o pilar da discussão, o resto é distração e, muito provavelmetne, irrelevante.

        Todos os problemas ecológicos e de sustentabilidade vêm daí; essa é a fonte de todas essas dores-de-cabeça.

        Então, enquanto a discussão não incluir essa questão… eu, honestamente, acho que a coisa não é séria. E, quando a gente olha pro que há disponível na mídia atualmente… de fato, fica a certeza absoluta de que não há nada sério a respeito desse assunto!😥

  4. quarta-feira, 18 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 15:37:18 EST

    Bem, tem muito pouco a acrescentar! Mas gostaria de dizer que li hoje o Diretor Executivo da CNI (Confederação Nacional da Indústria) dizer que o Brasil deveria focar sua meta de redução de GEE na redução do desmatamento e uso de matriz energética “limpa”. Comentário feito sobre a notícia de que o brasileiro emite o dobro da média mundial per capita de CO2. Ele fala isso como defesa prévia, pois nossa indústria de transformação (essa eu conheço bem) queima muito combustível nas caldeiras e fornalhas e não se preocupa nem um pouco com a eficiência térmica desses sistemas. A eficiência elétrica industrial é mais visível, então corrige-se fator de potência, substituem-se alguns motores e lâmpadas e pronto! O que vemos com a atitude de seu José Augusto Coelho Fernandes (CNI) é semelhante à defesa de que o terceiro mundo não precisa contribuir pois foram os ricos que poluiram. É a versão para consumo interno do discurso externo…
    E nosso modelo industrial? Todos agradecemos a acessibilidade a produtos de baixa qualidade vindos da China, descartáveis, não dão manutenção, no sentido de que não é possível arrumá-los! Antigamente “dar manutenção” era demérito a um produto, significava que o produto precisava de muito conserto. Agora é um elogio, feliz aquele que comprar um produto e conseguir consertá-lo quando estragar, pois o normal é jogar fora e comprar outro!
    Não creio que nossa energia disponível seja finita, finita é a nossa capacidade de aproveitá-la! Falemos em eficiência: independente de alterarmos o mix de produtos, as atuais linhas de produção vão tornar-se obsoletas! As plataformas têm que ser alteradas pois o ciclo de vida de um produto automotivo é de aproximadamente cinco anos. E essa necessidade de lançamentos, relançamentos, maquiagens, etc vem sendo imposta aos consumidores que vêm a necessidade de comprar um “carro novo”. É investindo na cultura que teremos uma sociedade mais eficiente! Temos que nos ofender com as propostas indecorosas, ao invés de disputá-las a tapa nas liquidações de final de IPI. Que por sinal é maior para VE’s do que para Diesel ou Gasolina.
    Ainda sobre eficiência, mesmo aonde a energia elétrica é de fontes térmicas ainda que fósseis, penso que a manutenção de algumas centrais para mantê-las em ordem é mais simples e eficaz do que o monitoramento das milhões de usinas térmicas pequenas e desreguladas que circulam em nossas ruas (MCI), cujo programa de inspeções (veiculares) penso que não tenha saído do papel. Senão não veríamos os ônibus (que prestam serviço público aos municípios no transporte coletivo) cuspindo carvão na cara das pessoas em qualquer cidade! Viva a democracia, o debate inteligente, a divergência e o bom senso!
    Tem tanta gente que deveria ler este espaço, mas estão ocupados vendo a universitária de roupa curta…

    • quarta-feira, 18 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 16:18:16 EST

      Caro Carlos Eduardo Momblanch da Motta,

      Vc diz,

      Não creio que nossa energia disponível seja finita, finita é a nossa capacidade de aproveitá-la!

      Que a nossa capacidade em aproveitar a energia é finita, isso é fato e tem nome: 2ª Lei da Termodinâmica: a grosso modo, ela diz que não existe eficiência 100%, i.e., não existe uma conversão perfeita de energia em trabalho.

      Por outro lado, toda a energia disponível pra nós, hoje, na Terra, é advinda, duma forma ou de outra, do Sol — isso também é fato. Portanto, dado que o Sol emite uma quantidade finita de energia por dia, a minha conclusão segue. Entretanto, vc também pode pensar assim: daqui há algum tempo (cerca de 5 bilhões de anos, é verdade😉 ) o Sol vai se expandir e se tornar uma gigante vermelha, tendo seu raio aumentado até a órbita da Terra! Portanto, bem antes disso, nós, humanos, não vamos mais estar por aqui pra ver isso acontecer (uma vez que quando as alterações intrínsecas a essa mudança começarem, as condições pra manutenção da vida na Terra vão ficar sensivel e profundamente afetadas).

      Então, não há escapatória: a quantidade de energia que nós temos pra fazer qualquer coisa (desde produzir carros e esquentar a casa, até alimentar 6 bilhões de pessoas e construir usinas nucleares pra gerar eletricidade pra manter a Internet no ar!) é finita; e, pra piorar ainda mais a situação, é muito difícil de se conseguir alta eficiência em processos industriais. (Mas, note que essa eficiência é realmente um osso duro de roer: “Qual a eficiência do corpo humano?” Ou seja, de toda a energia que a gente ingere, quanto a gente transforma em trabalho?)

      Agora, eu concordo quando vc diz que o consumo massificado (economia de escala) é um problema: quanto a isso, não restam dúvidas. Aliás, num certo sentido, esse é meu argumento original: Dado um certo nível e padrão de vida (medido em termos energéticos), qual é a população máxima que a Terra comporta?

      Essa pergunta simplesmente não é feita… ninguém quer gastar capital político com esse tipo de questionamento… isso é heresia e das grossas.😛

      E quanto a roupa curta… vou dizer, nunca vi tanta tempestade em copo d’água… na minha vida universitária, já vi muita roupinha bem menor que aquela, e nunca vi uma massa de indivíduos reagindo de forma tão bestial em decorrência do fato. Ces’t l a vie…😥

  5. quarta-feira, 18 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 19:15:43 EST

    Muito triste o comportamento dos alunos da Uniban. Mais triste ainda a equivocada reação da administração da universidade, respaldando atos de selvageria.
    A questão, no meu entender, não se resume às Leis da Termodinâmica. Afinal, dependeria de qual o volume de controle consideramos: a Terra? o Universo? Envolveria a energia conhecida apenas? E a energia escura?
    Afinal, o Sol pode ser uma fonte de energia importante, mas não a única, mesmo para os moradores da Terra! Se não fosse a distância, ou se tivéssemos tecnologia, outras estrelas poderiam nos fornecer energia. Tem a energia nuclear, dominando-se a fusão, não teríamos criado um solzinho particular? E a geotérmica?
    Sou engenheiro e claro que não duraria dois rounds discutindo física. Mas, mesmo considerando-se o nosso sol como fonte única de energia para o Planeta Terra, a quantidade de energia irradiada por ele, comparada com a que utilizamos, não é de ordem tal que qualquer incremento na eficiência de seu transporte, captação e transformação teria mais resultado prático do que o racionamento daquilo que consumimos? Isso será verdade, se consumirmos muitas vezes menos do que o sol disponibiliza. e.g Se aumentarmos em 1% a eficiência na captação e transformação da energia disponibilizada pelo sol, não teríamos um resultado maior no balanço energético do que dobrando a eficiência no nosso consumo?
    Meu único propósito nesse “debate energético” é o seguinte: não é porque é finita, que devemos conservar a energia. Assim também, não podemos nos prender à iminente catástrofe ambiental, ou “morte do planeta”, para justificarmos as medidas de preservação ambiental. Devemos fazê-lo por bom senso, porque o desperdício e a destruição vão contra a criação, logo, à vida! Caso contrário, se alguém provar que o aquecimento global faz parte de um ciclo, não precisaríamos mais deixar de poluir. Ou se as novas reservas de petróleo fornecerem um fôlego de mais quinhentos anos, vamos ignorar as alternativas energéticas “mais limpas” porque são mais caras.
    O ser humano não está destruindo a Terra, mas desequilibrando o sistema de cujo equilíbrio ele mesmo depende, outras espécies poderão sobreviver a um incremento de 2 graus Celsius.
    Dizem que nosso belo planeta poderá se renovar após nossa passagem por aqui!
    Acredito que mudaremos de atitude antes, pois somos vida.

    • quarta-feira, 18 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 23:15:10 EST

      Caro Carlos Eduardo Momblanch da Motta,

      Eu, pessoalmente, prefiro evitar cometer falácias lógicas ao máximo e, portanto, fico longe de argumentos dogmáticos e cientificamente inatingíveis. Portanto, vou me concentrar apenas na parte cientificamente acessível do que vc escreveu acima.

      É incrível o que se pode conseguir com um pouco de Física bem feita, não? Nem é preciso de nada muito avançado: a boa e velha Termodinâmica é capaz de servir de suporte — viga mestra! — para um argumento bastante robusto e sólido. Essa costuma ser uma boa marca…😉

      Quanto a questão de “volume de controle”, honestamente, eu não tenho a menor noção do que isso quer dizer… porém, o único “volume” envolvido aqui é o do planeta Terra, uma vez que a energia solar é absorvida ao longo de todo o planeta.

      Dessa forma, é claro que ninguém traria a “Energia Escura” pra essa questão, a razão sendo trivial: vc a usa pra alguma coisa? Assim como vc, ninguém usa Energia Escura — o que resolve o problema de modo completo. O ponto é que vc só envolve nesse cálculo aquelas formas de energia que vc domina e usa.

      A fusão nuclear ainda está muito longe de ser viável como fonte alternativa.

      Por outro lado, o que vc disse sobre melhorar a captação, armazenamento e transformação, vai certamente na direção do que eu venho dizendo: melhora da eficiência. O conceito de “eficiência termodinâmica” não inclui apenas o “racionamento”, mas também inclui esses ingredientes que vc tão bem apontou. Agora, eu realmente não sei quais são os fatores que escalam esse equilíbrio, i.e., eu não saberia dizer o quanto uma melhora de 1% de um lado implica para o outro lado desse balanço.

      Entretanto, é exatamente por causa da finitude da disponibilidade da energia que nós temos que conservá-la, sim — senão, qual outra alternativa vc recomendaria?! Vc tem uma quantidade de energia finita, que não pode ser distribuída para todos os humanos (num mesmo patamar de conforto), e vc não está conservando nada — o que vc acha que vai acontecer?!

      Eu concordo que o problema ambiental e ecológico têm mérito próprio e não precisa de justificativas. Porém, dizer que a “iminência duma catástrofe ambiental” não é um “bom argumento” pra se lutar por uma maior preservação e conservação… é simples e francamente um erro grosseiro.

      Eu acredito que tenha entendido o que vc pretendeu dizer mas não o fez com clareza, i.e., que se a existência da vida humana é modulada por determinadas condições ambientais que estão fora do nosso controle, então é inútil tentar mudar a situação: é como ver o Titanic navegar em direção ao iceberg. Além disso, vc afirma com certa presteza que o homen não está destruindo a Terra. Nesses casos, eu sou obrigado a dizer que acredito que vc não está de posse dos dados científicos mais acurados e precisos, e recomendaria que vc procurasse se educar melhor sobre esses temas.

  6. quinta-feira, 19 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 07:20:38 EST

    Conservação da Energia para um Volume de Controle:
    O Volume de controle é um espaço delimitado por uma superfície de controle através do qual a material e energia podem passar. A primeira lei da termodinâmica pode ser dada em função de um determinado instante tempo (t) ou ao longo de um intervalo de tempo ( t) Instante de Tempo (t): A taxa na qual as energias térmica e mecânica entram em um volume de controle, mais a taxa na qual a energia térmica é gerada no interior do volume de controle, menos a taxa na qual as energias térmica e mecânica deixam o volume de controle deve ser igual à taxa do aumento da energia armazenado no interior do volume de controle. (estude, pesquise!)

    Mais: Precisamos de cientistas que não se contentem com o conhecimento disponível, mas pesquisem novas alternativas! Não teríamos computadores se cientistas como você se contentassem com a máquina de escrever! Fiquei pasmo com afirmações como:

    “vou me concentrar apenas na parte cientificamente acessível”,

    “volume de controle”, honestamente, eu não tenho a menor noção do que isso quer dizer…”,

    “Assim como vc, ninguém usa Energia Escura — o que resolve o problema de modo completo. O ponto é que vc só envolve nesse cálculo aquelas formas de energia que vc domina e usa.”,

    “A fusão nuclear ainda está muito longe de ser viável como fonte alternativa.”.

    Você tem alunos? é esse o procedimento que você recomenda ou usa em suas investigações científicas?

    Outra: precisamos de um debate inteligente, para chegar a soluções, e não tentar ganhar uma discussão pelo simples sabor da vitória. Você falou em erro grosseiro com palavras entre aspas (o que sugere uma transcriçào literal de minhas afirmações), o que é uma grosseria querido! Eu afirmei: “não podemos nos prender à iminente catástrofe ambiental, ou “morte do planeta”, para justificarmos as medidas de preservação ambiental. Devemos fazê-lo por bom senso, porque o desperdício e a destruição vão contra a criação, logo, à vida!” O contexto é importante!

    Mais uma: Afirmar que o Sol é a única fonte de energia do planeta Terra não se admite nem no ensino médio!

    E…depois da relatividade e da física quântica, jogou-se nova luz à física clássica!

    Eu sugiro sempre a parceria academia-empresa, para que cada qual ofereça aquilo que tem de melhor! Claro que nós gostaríamos de conhecer o real balanço energético de nossa operaçào, com a finalidade de otimizá-la! Então, se houver alguém REALMENTE disposto a colaborar com esse estudo, seguem algumas informações:

    Comparativos Pompéo e veículo compacto MCI:

    Massa:
    500 kg x 1.000 kg (menos matéria prima)

    Componentes:
    Roda – 1 a menos
    Pneu – 1 a menos
    Sistema de freio – 1 a menos
    Suspeñsão – 1 a menos
    Câmbio – não possui

    Consumo:
    Não utiliza óleo lubrificante e filtro de óleo

    Potência (consumo de energia)
    10cv x 70cv

    Eficiência:
    90% x 35%

    Ainda propomos com nosso projeto o compartilhamento de veículos, o que possibilita que um veículo possa ser utilizado por até 10 a 20 usuários por dia, quando no modelo de aquisiçào do mesmo como patrimônio, no máximo uma família irá utilizá-lo!

    Agradeço muito a oportunidade de participar desse importante fórum de discussão, os conhecimentos dos senhores foram de grande valia para meu crescimento pessoal, e espero contar com a colaboração dos eminentes cientistas para que possamos chegar às respostas das ainda muitas perguntas que todos temos a respeito de nosso inovador projeto.
    Como empreendedores, temos que nos debruçar sobre o projeto do produto, da montadora, captar recursos e investidores, demonstrar a viabilidade técnica, econômica e mercadológica, fazer pesquisas de mercado, prospectar fornecedores, desenvolver produtos (muita tecnologia necessária ainda nào existe no Brasil) e identificar parceiros. Sem dúvida pretendemos contar com as cabeças pensantes que, nas Universidades, podem e devem se debruçar sobre questões relevantes como a que o senhor Daniel levantou, para fornecer os devidos subsídios à sociedade!

    • quinta-feira, 19 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 10:37:52 EST

      Caro Carlos Eduardo Momblanch da Motta,

      “(…) Fiquei pasmo com afirmações como (…)”

      “Você tem alunos? é esse o procedimento que você recomenda ou usa em suas investigações científicas?”

      Eu não sei o porquê alguém ficaria pasmo com as afirmações que vc citou acima: todas elas são absolutamente rigorosas do ponto-de-vista científico. Se vc não sabe o que é Energia Escura e que “fusão a frio” não passa de ‘crackpotism’, aí, infelizmente, quem tem que se educar é vc.

      E, mais ainda, eu prefiro admitir a minha ignorância perante um jargão do que me comportar de modo corporativista ou, pior ainda, falar e opinar [fortemente] sobre o que não sei. Nesse caso em particular, “volume de controle” é só um jargão usado na engenharia, nada mais; i.e., não há nenhum conteúdo ou significado codificado no termo. Muito diferente, e.g., do que acontece com Energia Escura ou Fusão a Frio.

      Eu, pessoalmente, procuro sempre agregar valor trazendo o assunto num nível em que todos os interlocutores sejam capaz de entender, evitando, assim, o uso indevido do jargão. Porém, caso vc prefira, eu posso simplesmente começar a usar termos técnicos e deixar que vc se eduque. Entretanto, pelo que vi, até agora, cabalmente demonstrado nesses comentários, eu acho melhor evitar esse tipo de comportamento; senão, corro o risco de ouvir absurdos como “fusão a frio” ou “energia escura” como “energia alternativa”.

      Ademais, é incrível como um pouquinho de Termodinâmica é capaz de causar tanta controvérsia. Muito provavelmente vc precisa renovar seus conceitos, fazer uma reciclagem de conhecimento, acho que ajudaria muito a compreender o que realmente está por detrás de toda essa discussão ambiental. Um bom começo seria o seguinte livro: The Road to Reality: A Complete Guide to the Laws of the Universe.

      Mais uma: Afirmar que o Sol é a única fonte de energia do planeta Terra não se admite nem no ensino médio!

      Isso é realmente uma pena… porque, de verdade, quais outras fontes existem?

      De fato, esse tipo de afirmação só mostra a má qualidade do ensino de ciência, nada mais. Se vc acha que fontes como petróleo, geotérmica, eólica, biodiesel, elétrica, nuclear, termelétrica, etc, estariam disponíveis nesse planeta sem a existência do Sol… então, realmente, nós não temos absolutamente nada pra conversar.

      Entretanto, se vc acha que eu estou aqui apenas por causa de “ego” ou “vaidade”, que quero “ganhar o debate a qualquer custo”, vc está absurdamente enganado: Esse espaço aqui, o Ars Physica, me é muito querido, e eu prezo muitíssimo pela qualidade do material que é aqui exposto. Portanto, não tente desvirtuar essa discussão com esse tipo de banalidade: prenda-se à Ciência e à Razão sendo postas em pauta aqui, e não em seus devaneios pessoais.

      Mais ainda, é impossível citar alguém fora de contexto nesse espaço aqui, onde tudo está clara e transparentemente exposto pra quem quiser ler. Eu não te citei fora de contexto, eu simplesmente citei suas palavras e racionalizei sobre elas. Se vc acha que eu não entendi o que vc quis dizer, vc tem todo o direito de discordar da minha conclusão e tentar, novamente, se explicar. Agora, dizer que vc foi descontextualizado… aí, sinto muito, isso é comportamento tipicamente passivo-agressivo, de quem precisa se defender quando percebe que falou algo impensado.

      E…depois da relatividade e da física quântica, jogou-se nova luz à física clássica! (sic)

      Eu gostaria muito de saber que “nova luz” é essa, pois faz anos que estudo esses assuntos e nunca tive acesso a nada disso.

      E, pra finalizar, não se iluda: eu estou “REALMENTE” disposto a atacar esse problema de modo sólido e robusto. Porém, se vc acha que isso é feito com somas ou subtrações de pneus ou rodas ou compartilhamento de veículos… eu sinto muito, pois a conversa certamente não irá muito longe, uma vez que essa linha de raciocínio é extremamente simplista no âmbito sendo discutido aqui.

      Pra finalizar, eu entendo perfeitamente que o objetivo de vcs não é o de “salvar o país” nem o “planeta”, mas sim o de oferecer um produto ecologicamente mais apropriado e que ainda atenda às necessidades do mercado. E, no que diz respeito a isso, eu disse, acho o empreendimento de vcs uma idéia muito bacana. Porém, minha crítica nunca foi com respeito a isso, como eu já deixei claro desde o começo! Minha crítica é muito mais fundamental e vai direto ao coração dessa nova “economia verde”: no frigir dos ovos, qual é a eficiência global? E, quando essa conta é feita, mesmo grosseiramente, já se sabe que nada disso que é tratado como “economia verde” ou “auto-sustentável” acaba pesando de modo significativo. Portanto, é preciso uma mudança muito mais fundamental do que simplesmente trocar gasolina por biodiesel ou eletricidade. Entretanto, isso não desqualifica o trabalho de vcs, como eu já disse várias vezes.

      Então, não há razão nenhuma pra essa animosidade. Eu só achei que, como vcs estavam devidamente inseridos no “mercado”, vcs iriam poder iluminar um pouco melhor essa minha crítica. Vejo, pelos argumentos aqui já expostos, que me enganei, pois ninguém, ainda, sequer tocou na questão que eu levantei e, pior ainda, acredita-se que “energia escura” e “fusão a frio” são soluções possíveis!🙄

      Portanto, a menos que o nível científico melhore, assim como o da racionalidade dos argumentos sendo expostos, eu realmente não acredito que vá ter muito mais à acrescentar.

  7. quinta-feira, 19 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 12:27:42 EST

    ” Caro Daniel ja dizia Santa Rita de Sampa protetora dos frascos e comprimidos “Pegar fogo numca foi atração de circo ….mas de qualquer maneira pode ser uma caloroso espetaculo” Parabens vc é um devoto devotado seus axiomas são o maxino continue assim !

    • quinta-feira, 19 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 12:51:24 EST

      Ah… o bom e velho ad hominem, recurso de quem está, “realmente”, disposto a argüir civilizada e respeitosamente.

      Eu sinto muito, mas entre esse ad hominem e a trollagem na votação do tópico e dos comentários, eu prefiro não participar mais desse debate.

      Se e quando vc estiver melhor disposto, vc quiser continuar, de forma racional, científica e civilizada, respeitosamente, eu terei o maior prazer em continuar.

      Até lá, eu peço que vc respeite não só a mim, mas a todos os editores e freqüentadores desse espaço, e siga as regras de conduta devidamente especificadas na nossa Política de Comentários. Caso contrário, vc acaba causando apenas constrangimentos e forçando os Editores a tomarem uma atitude desgostosa perante seus comentários.

    • segunda-feira, 4 jan 2010; \01\UTC\UTC\k 01 às 09:12:59 EST

      De toda esta discussão, acho viável sim a grande pergunta

      Esse lixo chamado Li-i, como vai ser tratado, e o quanto se polui para produzí-lo. Pois anos atrás, a gasolina era o máximo, hoje lidamos com o problema.
      O que nosso amigo questiona, é exatamente isto. O quanto choraremos no futuro por esse lixo acima.

      Obrigado.

      • terça-feira, 5 jan 2010; \01\UTC\UTC\k 01 às 07:12:10 EST

        @Fernando,

        Muito obrigado por ter entendido a questão que eu levantei!🙂

        No meio de tanta confusão [sobre um tema que, pessoalmente, considero tão básico e simples], é extremamente reconfortante encontrar alguma clareza!

        []’s.

  8. Alfeo Viero Filho
    quinta-feira, 19 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 12:53:24 EST

    bien sur Merci :°)

  9. quinta-feira, 19 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 14:46:39 EST

    Prezado Leonardo,
    Vou me despedir por enquanto, tentei esclarecer ao máximo dentro de minhas possibilidades, as questões pertinentes ao Pompéo! Obrigado pelo carinho e pela atenção.

    Peço desculpas a todos os frequentadores deste espaço pelas réplicas, fruto, saibam todos, do amor ao debate e respeito ao contraditório. Agradeço a oportunidade de falar à comunidade do Ars Physica, e gostaria de dizer que em nenhum momento julguei estar usando jargão externo ao público alvo.

    Prezado Daniel, obrigado também pela oportunidade e pelo debate, desculpe-me se no calor do mesmo eu tenha me excedido! Fique com meu respeito profissional e reconhecimento pelo importante trabalho que estão prestando aos leigos que navegamos por aqui!

  10. quinta-feira, 19 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 15:36:03 EST

    eu gostaria de saber se o pompeu atráves de seu motor com essa velocidade de 90km/h não ira perder rendimento qdo subir morros principalmente nessas cidades que tem muitos morros gostaria de uma explicação melhor…

    • segunda-feira, 23 nov 2009; \48\UTC\UTC\k 48 às 10:24:44 EST

      Caro Pedro, a limitação da velocidade dar-se-á através do gerenciamento eletrônico, opção que se deve ao caráter urbano da aplicação do Pompéo. Isso não significa limitação em seu torque, grandeza que corresponde à sua capacidade (força) para subir rampas.
      O torque máximo do motor elétrico aparece em rotações muito baixas, e a seleção do motor e da redução do mesmo para que a relação na roda de tração possibilitasse a velocidade máxima de projeto, considerando o peso total do veículo em ordem de marcha, foram calculados para possibilitar que o veículo vença subidas de ângulos tais que sua utilização nas condições mais críticas a que o projeto se propõe seja satisfatória!

  11. Marcos Paiva
    quinta-feira, 19 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 17:13:34 EST

    Caros senhores
    Uma dose discreta de competição faz as pessoas se esforçarem mais para dar seu melhor. Porém , a competição é sedutora e normalmente as pessoas se entregam ao seu feitiço, vivendo por ela, morrendo por ela…li seu debate e quanto à questão colocada sobre o aumento populacional e a explosão demografica venho acrecentar que o envelhecimento populacional será um dos temas de maior importancia para o futuro da humanidade. Não há quem não possa ser considerado alheio a esta realidade ou intangivel por esta fantastica mudança de composição etaria da população. Entre os dados nacionais e internacionais demonstram as expectativas de envelhecimento populacional para o éculo 21,desenham esse aumento da expectativa de vida provocando mudanças individuais e coletivas que envolverão a todos em pelo menos três cenários: no plano individual, teremos maior chance de viver mais e por isso, torna-se nescessário um planejamento médio e longo prazo para que possamos envelhecer com saúde. No aspecto coletivo, conviveremos cada vez mais com aqueles que envelhecem, o que nos torna parte integrante do planejamento de vida de um numero progressivamente maior de pessoas. E, no campo profissional, cada vez mais o cliente será idoso, e todoas as profisões eu disse todas terão que atender o idoso com a mesma segurança e capacidade profissional com que o faziam com outras faixas etárias…è aqui que vem meu elogio a este projeto destes engenheiros do Paraná. Oportunidade é a palavra do momento, temos um mercado interno em ascensão e uma abertura cultural e economica cada vez maior…este projeto tem a capacidade de interação com um design arrojado e se o Brasil que é um pais rico, sua gente bonita e por vocação simpatica e sua natureza exuberante
    e promissora ganhou o triste apelido de “eterno gigante adormecido” foi porque alem de estar eternamente deitado em berço explendido como canta o hino, numca aproveitou todo seu potencial….temos ai uma Itaipu de tamanho proporcional ao nosso potencial hidrico e ainda pouco explorado dado ao vasto territorio segregado por anos de atraso cultural e politicas equivocadas …bem vindo sejam estes meninos com seu olhar ao futuro e vida longa ao Pompéo !

  12. sexta-feira, 20 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 09:55:07 EST

    caro Marcos Paiva
    O Futuro da humanidade é coisa séria, o que é que nós como individuos devemos esperar do Século XXI? Sobretudo isto , não devemos esperar nada , temos que agir hoje, ja, se quisermos ainda existir como individuos e não apenas como estatística
    grãos de areia na imensa praia global….muito mais que o futuro O PRESENTE ja pertence à nações, empresas e pessoas capazes de obter, operar e gerir o maior numero de informações e conhecimento, o extraordinario progresso experimentado pela humanidade do Século XX para cá representa uma conquista e um desafio,
    conquista na medida em que proporciona possibilidade de difusão de conhecimento e de informações numa escala antes inimaginavel. Desafio na medida em que o avanço tecnológico impõe uma séria revisão e reestruturação de pressupostos teóricos de tudo. Em outras palavras , não basta o progresso, é preciso repensar cada setor , cada modalidade como um processo total e em tudo a dicotomia teoria & pratica esta presente….impossivel analisar, avançar, aproveitar as tecnologias, os recursos sem levar em conta a sia ética: o beneficio para todas as pessoas, em toda a sociedade em todos os setores profisionais e tambem o beneficio na propria vida domestica e no laser. A qualidade de vida é uma das grandes angustias e obseções da sociedade pós-moderna….ser moderno não é um valor em si, e os valores antigos não são maus…as ideias de solidariedade do cristianismo completaram à pouco dois milenios. Devemos joga-las no lixo? E as bombas nucleares e armas biológicas são modernas, devemos adora-las por sua juventude? A versão não é a verdade:
    -“A mentira mil vezes repetida torna-se mais verdadeira que a verdade silenciada” Goebels
    recentemente assistimos o estouro da bolha economica das bolsas americanas até então o argumento principal das econoias emergentes era privatizar é moderno – só a iniciativa privada pode gerir a coisa publica…nada mais longe da percepção da realidade…as liberdades como as de mercado são como o livre-arbitrio -vale pelo que gera…o espirito que move um mundo cuja falta de idealismo condena ao utilitarismo, a arrogancia intelectual e a violencia
    Mas voltando ao projeto Pompeo ele realmente é instigante , questionador e corajoso e realmente é uma bandeira para os que não perderam a sensibilidade e o senso critico, os que se recusam a transformar a natureza e os seres humanos em nmeros estatisticos, os que resistem ao individualismo exacerbadamente egoista, os que acreditam que o mundo pode ser melhor que isto…. os que não se rendem incondicionamente Obrigado !

  13. Marcos Paiva
    sábado, 21 nov 2009; \47\UTC\UTC\k 47 às 12:35:51 EST

    presado Alfeo Viero Filho
    Elegancia e inteligencia me sugerem bons costumes, contemplamos os costumes das sociedades e compreendemos como todos os processos de transformação são executados sob nosso firmamento…na verdade o que me chamou atenção, o principal desta proposta foi o conceito, não o carro em si, a idéia, sempre foi a idéia a unica coisa que realmente importa….a formação acadêmica hoje dominante põe enfase apenas na matematica, nas tecnicas de modelagem, olhando com enfado qualquer consideração não possivel de “matematização”: sociedade, instituições, história, não cabem nesta visão, “são anticientificas”. A filosofia tambem não tem lugar, pois é com fastio igual que se encaram as questões metodologicas, e é por esse meio é que descobrimos as mudanças que hoje ocorrem tão subitamente nos valores e na moral vigente….a ética! Boa sorte para voces que tem um projeto civicamente responsavel pois as nossas cidades, nas quais os pedestres raramente tem vez, são planejadas em função dos carros, como “fontes moveis”, os carros, desempenham um papel importante nos problemas de poluição do ar da maioria das grandes cidades, assim como o congestionamento do tráfego revela as dificuldades da mobilidade nos centros urbanos, aonde o automóvel reina soberano ante ao esvaziamento humano.

  14. terça-feira, 24 nov 2009; \48\UTC\UTC\k 48 às 10:42:18 EST

    “O conhecimento mata a ação , para as coisas contecerem no mundo é preciso que paire o véu da ilusão”
    Schopenhauer em “Origem da Tragédia”
    Estimado Marcos Paiva
    Que sensibilidade, realmete é preciso não confundir academissismo com classissismo de onde vc tirou alguns conceitos que realmente batem…a seriedade do “propósito” afirma-se pelo paralelismo com as circunstancias REAIS. Uma grande ideia que toma corpo em um mundo que ao invés da cerimonia( ciencia classica) solene procura a banalização em que o tom de trivialidade do jornalismo barato( banilissina ciencia) & sensacionalista tipo a fogueira das vaidades de coluna social!!!
    O que não destroi a dramatica condição dos rumos que os recursos naturais tomaram nos dias atuais.. pride and busines…..OUT STANDING meu profundo respeito!

  15. Marcos Paiva
    terça-feira, 1 dez 2009; \49\UTC\UTC\k 49 às 12:16:36 EST

    obrigado Alfeo
    são realmente valores classicos que me guiaram a esta resenha CRITICA,
    não é apenas o dinheiro que conta na vida, o capital cultural entendido como o conjunto de diplomas, conhecimentos adiquiridos, codigos culturais,idiomas falados, maneiras de se comunicar e “boas maneiras” ao passo que o capital social compreende a rede de relações de individuos ou grupos, ambos são simbolicos tão uteis quanto ao capital economico representadopelos bens financeiro e patrimoniais na determinação e na reprodução de bens sociais.
    Boa sorte para voces !

  16. quinta-feira, 3 dez 2009; \49\UTC\UTC\k 49 às 11:02:31 EST

    Obrigado pelas sabias palavras estimado Marcos Paiva
    Enquanto isso, aqui na Terra nossa humanidade civilizada enfia os pés pelas mãos, porque insiste em organizar seu tempo produtivo através de calendários desvinculados dos movimentos estrelares que os originaram. Ao longo do tempo, nossa humanidade ergueu sua Torre de Babel nos calendários
    (a auferição linear do tempo com passado, presente & futuro foi um dos maiores engodos impostos à nossa humanidade pela “loja negra” durante o advento da Torre de Babel)e hoje em dia rarissimas são as datasque ainda registram a sintonia nescessária entre as atividades terrestres e celestes, a imensa maioria são datas e horarios artificiais (tipo Dubai assim). Isto parece inofensivo, mas não é, porque fingir que a vida aqui na terra é uma coisa enquanto o céu ,lá em cima seria outra é instituir uma vida exilada da própria Vida, uma loucura! Em tempos de lua vazia, ,por exemplo, nossa humanidade numca deveria trabalhar mas sim descansar né mesmo vc não acha que tá precisando de umas férias? um abraço forte com amizade sempre ®

  17. Marcos Paiva
    quinta-feira, 3 dez 2009; \49\UTC\UTC\k 49 às 11:30:54 EST

    Caro Alfeo
    Sintonizamos em praticamente tudo o que está indicando o fortalecimento das afinidades e dos desejos. Há um aspecto moral bastante forte nesse desejo, por um lado, e por outro um aspecto prático concreto: achamos certo o que desejamos e queremos ver o desejo realizado. Contudo, para realizar teremos que fazê-lo dentro dos limites óbvios que o mundo nos coloca – e é aí que, muitas vezes, as pessoas preferem ficar no aspecto imaginativo do desejo, em vez de vivê-lo conformado às condições concretas do momento. Não obstante, esta segunda opção é a mais vivaz e sadia. Falando de maneira Chula se me permitem a vulgaridade: o nome desta praga é INVEJA brssss bom trabalho para vcs !

  18. sábado, 19 dez 2009; \51\UTC\UTC\k 51 às 19:31:18 EST

    Oi Daniel,

    Eu tendo a concordar com você, mas com algumas ressalvas.

    Deixa eu começar com a ressalva. A vida não é apenas uma questão de disponibilidade entrópica. Tão importante quanto no balanço termodinâmico é o equilíbrio químico. De nada adianta, por exemplo, termos toda a energia livre que o sol nos provê se os níveis de gás carbônico na atmosfera for tão alto que a absorção energética no nosso corpo fique comprometida, ou ainda de nada adianta toda a energia livre do sol se a camada de ozônio chegar numa tal rarefação que a maior parte da radiação que chega até nós danificaria os sistemas de reprodução celular (e por ai vai, mas como meu conhecimento de bioquímica é limitado, paro nos argumentos gerais). Bem, eu acho que você já entendeu minha crítica ao seu comentário, e eu acho que é nessa direção que vai o esforço das “energias limpas” – na direção que, mesmo que você torne algo entropicamente desfavorável, você a torne quimicamente favorável.

    Por outro lado, eu concordo com você quando você diz que em nenhum momento há qualquer indicação que um carro elétrico é mais “limpo” (no sentido generalizado acima) do que um carro com combustível fóssil. Baterias são ineficientes e grandes poluidoras químicas. Então faço coro com você que não compro imediatamente a idéia de que um carro elétrico é um carro mais limpo. Não estou dizendo que tenho certeza que ele é mais “sujo”, só me reservo ao direito de ter uma reasonable doubt.

    Por ainda um terceiro lado, um projeto de engenharia não envolve somente grandes e nobres questões ecológicas. Por vezes muito mais importante, ainda que extremamente mundano, é a questão econômica. Eu também não sei se carros elétricos são mais econômicos que à combustível. E caso não sejam se há uma perspectiva a curto prazo para que se tornem. Se esse for o caso, ainda há uma grande motivação para esse tipo de R&D, mesmo que a propaganda seja enganosa.

    • segunda-feira, 21 dez 2009; \52\UTC\UTC\k 52 às 07:10:47 EST

      Oi Rafa,

      Eu sinceramente achei que tinha atacado essas ressalvas ao longo de todos os meus comentários acima — se não o fiz, certamente foi porque a trollagem acabou tirando a minha atenção do foco principal, que inclui essas questões que vc tão bem levantou.

      Por outro lado, eu reforço o seguinte (que é sabido desde os meus tempos de aula com o Atílio Vanin — ‘besides’, tenho um amigo do CCM que trabalha *exatamente* com esse tipo de questão!): o uso de baterias (i.e., energia química) é bem mais poluidor do que o de combustíveis fósseis — a razão, que é clara pra quem conhece o problema, é simples: *reciclar* baterias é algo extremamente tóxico, que emite muito mais poluidores (CO2, Enxofre, Monóxido de Carbono, etc) do que *qualquer* combustível fóssil!

      Então, no final das contas, essa minha “ressalva” já leva em consideração o que vc chamou de “poluição química”.

      Eu entendo perfeitamente o seu ponto de que a Entropia não é o único problema em questão — e a viabilidade química e bioquímica do Planeta é tão, ou mais (!), importante. Porém, pro nível das discussões sendo travadas cotidianamente… apontar que o /status quo/ é falho já é muito mais do que vem sendo feito.😦

      No mais, no que diz respeito a questão econômica, eu penso o seguinte: não vai haver economia se não houver seres humanos — simples assim. Daí, e.g., o Obama usar o slogan “economia verde”: é preciso que a gente troque o nosso paradigma econômico pra atacar essa questão efetivamente.

      Então, se um novo produto não encara essas questões de frente e com transparência, há de que se ter um certo grau sadio de dúvida racional. E, apontar esse fato, não me torna algoz de ninguém… a não ser de mim mesmo.😛

      []’s!

  19. sábado, 19 dez 2009; \51\UTC\UTC\k 51 às 19:32:19 EST

    Estou rindo até agora da energia escura. Que coisa mais drogada…😛

    hahahahahahah

  20. Rogério P. Souza
    terça-feira, 13 ago 2013; \33\UTC\UTC\k 33 às 11:26:37 EST

    Bom o fato é que toda essa discussão resume-se em: Não importa que tipo de chamada energia limpa será usada, o que importa é se vai estar acessível, estou certo de que o uso de menos matéria prima não é solução definitiva, mas é sim economia de recurso. Que existem inúmeras formas de energia sabemos, mas quais delas podemos usar com relativa segurança e eficiência, concluindo se o valor do veiculo for alto, não importa quais tecnologias estão sendo usadas, não estará acessível e infelizmente pra mim também não. Vocês se esquecem que o problema do pobre é não ter dinheiro.

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