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Demonstrado novo parâmetro cosmológico

quinta-feira, 11 mar 2010; \10\UTC\UTC\k 10 1 comentário

Em 2007, Pengjie Zhang e outros cosmólogos teóricos sugeriram que a observação da posição e velocidade das galáxias com o desvio da propagação da luz dessas galáxias até nós serviria de uma medida da distribuição de massa do universo. (arXiv:0704.1932). Até então, a técnica utilizada pelo projeto astronômico do telescópio Sloan Digital Sky Survey (SDSS) consistia em medir a distribuição de galáxias e o desvio para o vermelho da galáxia e extrapolar o resultado para a distribuição de massa assumindo que a matéria escura deve seguir aproximadamente a mesma distribuição espacial que os prótons e nêutrons (bárions). Isso não é exatamente verdade porque os bárions formam um gás que interage muito mais facilmente com os fótons da radiação cósmica de fundo do que a matéria escura, e como resultado, os bárions são mantidos a uma temperatura próxima da radiação de fundo antes da formação das estrelas. Esse gás quente de bárions tem pressão presumivelmente maior que a pressão da matéria escura. Em Relatividade Geral, nós podemos deduzir a relação entre a fração da massa de bárions que acompanha a matéria escura e pode-se dizer que o contraste de densidade de bárions é de 10% a 17% menor que o de matéria escura quando se inclui a pressão do gás. Mais importante é talvez o fato de que devido a pressão dos bárions, existem concentrações densas de matéria escura no universo onde não existem galáxias. Todas essas concentrações de matéria escura pura são perdidas na estimativa original do SDSS.

A idéia de Zhang foi de utilizar as velocidades das galáxias e suas posições e relacionar com a lente gravitacional observada. Combinando astutamente estes dois observáveis diferentes de galáxias, é possível eliminar o efeito da pressão dos bárions pelo menos para certas partes da distribuição espacial da matéria total do universo. O observável é sensível a taxa de crescimento de estruturas (quão rápido/forte é a formação das galáxias) que depende sensivelmente com a teoria da gravitação subjacenete, e dessa forma medindo-a é possível testar diferentes teorias da gravitação. No artigo de Zhang, eles mostraram que com a sensibilidade projetada do telescópio SKA, seria possível distinguir a Relatividade Geral de MOND, f(R) e uma teoria de dimensões espaciais extras (conhecida pela sigla de seus autores, DGP) — isso tudo são outros candidatos para teoria da gravitação.

Agora, uma estudante de pós-graduação de Princeton, Reinabelle Reyes, junto com vários outros astrofísicos e astrônomos, demonstrou que a técnica é eficiente (Nature 464, 256-258 (2010)) usando os dados do SDSS. Na realidade, este resultado não é um teste preciso da Relatividade Geral — embora é um teste independente –, e tampouco produziu algo de novo em termos de excluir teorias pois já era sabido de lentes gravitacionais que MOND sem matéria escura não é consistente com os dados (e.g., este post). As barras de erro ainda são muito grandes para poder discernir entre a Relatividade Geral e as alternativas, contudo o que vem como importante é a demonstração de que é possível medir o parâmetro diretamente com erros sob controle. O programa agora será diminuir as incertezas nos telescópios futuros, e quem sabe, projetar um telescópio otimizado para essa medida, que não é o caso do SDSS, de modo a permitir a exclusão ou confirmação mais definitiva de alternativas a Relatividade de Einstein.

Sean Carroll no Colbert Report

quinta-feira, 11 mar 2010; \10\UTC\UTC\k 10 1 comentário

Ontem o Sean Carroll esteve no Colbert Report falando sobre seu livro de divulgação. Como o WordPress não deixa inserir vídeos nos posts, eu só posso passar o link abaixo:

http://www.colbertnation.com/the-colbert-report-videos/267142/march-10-2010/sean-carroll

E como parte da história, a pergunta final do Steve :)

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