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Quando chega a hora de questionar a bioengenharia?

segunda-feira, 28 mar 2011; \13\UTC\UTC\k 13 Deixe um comentário Go to comments

Wow. Esta palestra é de assustar…

Da TEDxPeachtree, Paul Wolpe, especialista em bioética, lista alguns dos experimentos contemporâneos que modificaram seres vivos e exploraram as mais diversas manipulações de organismos… de cérebros mantidos vivos para controlar robôs a mariposas controladas por controle remoto.

  1. Daniel Raijenki
    terça-feira, 29 mar 2011; \13\UTC\UTC\k 13 às 15:09:22 EST

    Uma palavra define tudo isso: Incrível. Não sabia que a ciência havia chegado a esse ponto.

    Entretanto, tudo isso merece uma boa reflexão, e muitas discussões irão rolar acerca disso tudo…

  2. quarta-feira, 30 mar 2011; \13\UTC\UTC\k 13 às 08:30:33 EST

    Eu não sei se eu fico assustado com isso. Eu tenho uma certa impressão de inevitabilidade que me impede de ficar realmente assustado. Essas coisas vão acontecer, e vão estar disponíveis para quem tiver dinheiro para pagar. Ainda que meia dúzia de países desenvolvidos regulamentem essas coisas, eu duvido que um dia “rogue countries” não disponibilizem essas tecnologias para quem tiver dinheiro. Então a gente vai ter que lidar com o abuso dessa coisa, de uma maneira ou de outra.

    Claro que a gente tem que pensar nisso. Mas pensar nisso não é “meu deus, estamos brincando com coisas que não deveriamos”. Pensar nisso é entender que essa tecnologia não é fundamentalmente boa ou má, entender que ela veio para ficar, entender que ela vai nos levar para situações que nós desconhecemos e ficar de olho no que acontece.

    Eu acho que acima de tudo o importante é *educar* o público, em oposição a *alarmar* o público, que é basicamente o que imprensa tem feito, a respeito do que é essa tecnologia e para onde ela pode nos levar. Acho importante mostrar, além das bizarrices, também os avanços positivos que essa tecnologia proporciona, que são inúmeros.

    Com relação ao que chamam de “trans-humanismo”, modificar o corpo humano com bio-engenharia, eletrônica e etc, etc, eu sou absolutamente a favor. Acho realmente que deve ser o direito de uma pessoa de, entendendo os riscos e tudo o que está envolvido, modificar o próprio corpo como desejar. Quando isso estiver disponível eu quero ser o primeiro da fila a ter implantes eletrônicos no corpo. Hahahaha…

    • quarta-feira, 30 mar 2011; \13\UTC\UTC\k 13 às 11:36:10 EST

      Acho que a questão que se levanta indiretamente nessa palestra é até que ponto é aceitável fazer esses trabalhos. Eu entendo quando um biólogo molecular quer clonar uma ovelha inteira para saber se realmente é possível clonar um ser vivo complexo como um mamífero. Depois talvez outros animais até chegar em um primata. Mas daí para fazer híbridos de tigre e leão e cavalos e zebras? Qual o propósito de fazer isso? Parece puro exibicionismo; e o produto final é um animal, um ser vivo completo dotado de um sistema nervoso central que dá a ele certos instintos de emoção, sociabilidade, hormônios para acasalar, etc., dentro daquilo que é a limitada resposta cognitiva de um gato. A pergunta que o Paul Wolpe quis levantar foi: é mesmo ético criar esse ser vivo para nossos próprios propósitos?

      Na minha opinião a palestra mostra o seguinte: você tem bons exemplos de pesquisa, como a clonagem a Dolly, como a criação de transgênicos alimentícios que são mais nutritivos que os não-transgênicos, mas também tem gente usando isso para fazer animais de estimação brilharem no escuro, por puro deleite pessoal, se não loucura.

  1. quarta-feira, 30 mar 2011; \13\UTC\UTC\k 13 às 11:18:38 EST

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