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O Movimento dos Jovens Acadêmicos…

terça-feira, 26 abr 2011; \17\America/New_York\America/New_York\k 17 Deixe um comentário

O original, pode ser encontrado aqui: The Young Academy Movement (DOI: 10.1126/science.1206690).

I have often argued on this page that scientists need to do more than simply advance their individual research projects. Maintaining excellence in the global scientific enterprise will require constant adjustments to policies and programs. In addition, much more outreach by scientists will be needed to make science better understood by the general public and by governments. Promising progress toward both of these goals comes from a movement that is forging new organizations of young scientists—the “young academies”—around the world. A few weeks ago, a new international organization, the Global Young Academy, held its initial meeting in Berlin to discuss spreading the idea to many more nations (www.globalyoungacademy.org). This effort deserves full support from of all of society.

In 2000, a new type of organization, Die Junge Akademie (the Young Academy), was created as a joint venture by two German academies. This Young Academy was described as “an organization intended to harness the resources of both academies in ways that would fertilize research fields with new ideas and bolster career pathways, as well as invigorate older academies by involving the young scientific community in critical policy-related work.”* In 2005, a similar Young Academy was established in the Netherlands. The success of these two experiments has recently inspired six other nations to create their own Young Academies: Egypt, Nigeria, Pakistan, Sudan, Thailand, and Uganda; all nations where the tolerance and rationality inherent to science will be invaluable.

I see this empowerment of young scientists as the next step in a process that began in 1993 in New Delhi, when the national academies of sciences from more than 60 nations came together to develop a coherent scientific position on world population issues in preparation for the major 1994 United Nations International Conference on Population and Development in Cairo. This first-ever meeting of the world’s science academies soon created the InterAcademy Panel (IAP), now a vibrant global network of more than 100 member academies (www.interacademies.net). The IAP functions as a mutual support organization for the existing science academies around the world.

But the empowerment of national science academies with distinguished, well-established members can leave a gap between these influential organizations and the young, dynamic scientists who represent the future in each nation. This is precisely the gap that has been filled by the Young Academies: each a group of fewer than 200 scientists, typically selected by their national science academies to serve in 4-year leadership roles. Through its connection to a prestigious national science academy, each Young Academy is empowered to exert national leadership in advancing science through projects that the young scientists themselves determine. These young scientists can often be more effective than their older peers in interactions with society and with politicians. They also bring new energy to these interactions, with a better gender balance due to the advances that women scientists have made in recent decades.

By bringing together outstanding scientists from many different disciplines, Young Academies catalyze the formation of multidisciplinary scientific collaborations that generate innovative new discoveries. Participation in a Young Academy also strengthens a nation’s scientific enterprise by training its next generation of leaders. The work exposes them to important policy issues while building networks of trusted personal relationships that can bridge disciplines for a lifetime. And by providing a shortcut for outstanding young scientists to exert national leadership, Young Academies can be highly effective in recruiting a nation’s most talented students to scientific careers—a critical issue for the future of every nation.

By fusing the promotion of the larger goals of science with an integration of young scientists into public service, the Young Academy movement is well positioned to drive the creation of the tolerant, rational societies that the world so badly needs.

Ética profissional em Física

terça-feira, 26 abr 2011; \17\America/New_York\America/New_York\k 17 6 comentários

Warning, warning! Post sobre política! Prestem atenção no nome da pessoa que escreveu o post, pois ele é o único responsável pelas besteiras escritas abaixo. Os demais editores desse blog podem ter opiniões completamente diferentes do que está escrito aqui.

Todo mundo adora boatos. É uma dessas questões de darwinismo social que eu nem preciso argumentar muito. Boatos são divertidos quando você não está envolvido na história. Quando a questão invade seu círculo pessoal ou profissional, tudo fica ruim.

A maioria dos leitores desse blog deve estar cientes dos boatos sobre uma ressonância no estado final de 2 fótons com seção de choque 30 vezes maior que o do modelo padrão vazada de uma nota interna da colaboração Atlas, no LHC. Se você não sabe o que foi, veja os dois links que eu coloquei aqui no AP no último post que escrevi antes desse. A história começou quando alguém, anonimamente, colocou o abstract dessa nota no blog Not Even Wrong, do Peter Woit. Daí foram poucos minutos até isso se espalhar em todos os blogs de física de altas energias e mais alguma horas até a imprensa não-científica começar a anunciar o vazamento de informação.

Eu acho que não é segredo que eu discordo de diversos aspectos da política dessas grandes colaborações. Eu fico muito chateado, por exemplo, de não saber quem foram os autores de cada artigo. Acredite, eu sei na pele que cada artigo publicado de um grande experimento depende de todas aquelas pessoas listadas. Se o detector não for construído, operado e mantido funcionando corretamente, se a calibração estiver errada, se a simulação for imprecisa, etc etc etc, não tem análise. E daí? Ainda assim eu quero saber quem fez a análise, da mesma forma que eu quero saber quem construiu o detector. Todo mundo que entende como é um experimento sabe do que é necessário para um resultado existir, não é desmerecer ninguém.

Eu também acho irritante o quão resumidos são os artigos. Ler PRL de física experimental de altas energias é frustrante. Ler PRD e afins é um pouco melhor. Mas se um dia vocês pudessem ver o cuidado com que uma nota interna para avaliação de análise é preparada, vocês entenderiam como um artigo deveria ser escrito. E essas notas internas que vão dar origem a artigos passam por um peer review interno muito mais duro que o das revistas para o qual o artigo é enviado. Contudo, nem toda nota interna é a desse tipo. Algumas notas internas são resumos para conferências, que também sofrem peer review, e outras são apenas idéias que alguém resolveu colocar no papel para trocar informação com os colaboradores. Esse último tipo de nota não sofre qualquer revisão, qualquer tipo de avaliação, e foi uma nota desse tipo que vazou.

Uma das coisas mais importantes de se fazer ciência é poder errar. Mesmo artigos prontos tem erros. Mas eu estou falando de coisas mais bobas ainda, aquele tipo de erro que acontece quando estamos fazendo algo complicado, mas que é corrigido no processo de refinar o resultado. E ninguém quer ou deve ser avaliado por esse tipo de erro. Imagina se você fosse avaliar um programador como ruim só porque da primeira vez que ele tentou compilar o código de um programa extenso, havia erros no código. Seria absurdo, certo?

O que as pessoas que vazaram essa nota interna fizeram foi criar a possibilidade dos seus colegas poderem ser avaliados dessa forma. Foi uma atitude inconsequente e anti-ética. O dono do blog para quem a informação foi vazada diz que não dirá quem deu a informação, mesmo que a colaboração peça essa informação. O indivíduo deve estar se sentindo o Julian Assange da ciência, mas honestamente, não há nada de bom no que aconteceu e nem na atitude dele. Infelizmente, não há mecanismo oficial nenhum através do qual a colaboração pode descobrir quem vazou a nota e nem mesmo me é claro se eles querem fazer isso. Mas eu não gostaria de trabalhar com uma pessoa que tem essa atitude. (Algumas pessoas estão dizendo que foram os próprios autores da nota que vazaram a informação. Eu ficaria muito surpreso se isso fosse verdade, eles precisariam ser muito ingênuos para fazer isso.)

Eu vejo algumas pessoas defendendo o vazamento baseadas na tese de liberdade de expressão. Que qualquer pessoa deve ter o direito de falar o que quiser. Se você quer realmente defender essa tese, também tem que defender a tese de que essas pessoas tem que ser expulsas da colaboração. De outra forma, vai ficar muito difícil de trabalhar.

Um outro blog sobre o mesmo assunto:

The ethics and public relations implications of asking for help

Categorias:Ars Physica
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