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Real e ficção na economia brasileira

quinta-feira, 2 jun 2011; \22\UTC\UTC\k 22 Deixe um comentário Go to comments

Este post apresenta opiniões sobre política econômica do autor e não necessariamente refletem as opiniões de todos os editores do blog.

Não foi com muita surpresa que eu vi essa sequência de notícias que você pode receber o fato mais importante diretamente dos títulos:

  1. DVD [no Brasil] custa mais que o triplo dos EUA
  2. iPad brasileiro é o mais caro do mundo
  3. Artigo no Financial Times vê bolha em formação no Brasil

fatos que estão também relacionados ao que eu postei sobre o fictício PIB brasileiro (comentários os quais parece que os brasileiros discordam…).

Parece vitrola quebrada, mas o elo de ligação é a tributação e a estrutura do serviço público no Brasil. A situação é tão grave que é assim: se o produto é importado, no Brasil ele é um dos mais caros do mundo por causa do excesso de tributos a importados; se o produto é nacional, ele também fica entre os mais caros do mundo, por causa do excesso de tributos internos. Eu considero a política brasileira com respeito a importações um atraso, eu vou me explicar abaixo. A tributação exagerada faz tudo ser mais caro no Brasil, onde os salários também são baixos, e o resultado vai desde um PIB surrealista — porque os serviços públicos e privados somados estão acima do preço real comparado a outros países — a anulação do poder de compra do brasileiro. No meu ver, a razão disto é que o serviço público brasileiro é muito caro, requerendo impostos que somam mais da metade de um produto no mercado. E a minha birra com isto é que o Brasil cobra para mais de 35% de imposto do PIB, acima da maioria dos países ricos, todavia oferece um serviço público de péssima qualidade.

Por quê? E qual a solução? Eu acredito que é porque o investimento do governo brasileiro não é no serviço final, é no sistema político. Por exemplo, o orçamento do Congresso Nacional e do Senado é maior que o orçamento total do MCT. Dado o orçamento total do MCT, que parte deste realmente vai para as mãos dos pesquisadores, e quanto se perde nas mãos dos diversos acessores, auxiliares, suplentes dentro do MCT e dentro das diversas secretarias e subsecretariais do serviço público? Como é possível que o Brasil tenha um investimento em educação pública (digo o número oficial do orçamento do MEC) superior ao do Canadá, mas os professores das escolas brasileiras ganham miséria? Estes últimos ganham pouco, mas ninguém do gabinete de educação das prefeituras e dos governos estaduais recebe três salários mínimos. No Brasil, os grandes salários públicos estão concentrados em certos cargos políticos e burocráticos enquanto que os serviços propriamente ditos recebem pouco investimento. Segundo os dados do IBGE deste ano, o funcionário público brasileiro em média recebe mais que o da área privada (sem incluir benefícios do setor público). Ou seja, não é que o orçamento do MEC é baixo e sim que há uma espécie de atrito financeiro no Estado brasileiro que faz com que a parcela do orçamento que é realmente investido no serviço ser baixa. E a corrupção faz parte natural disto porque o excesso de atravessadores a favorece.

A solução que ninguém gostaria de ver acontecer é começar a enxugar o estado brasileiro, diminuindo duas coisas: primeiro, acabando com o excesso de burocratas, secretários, auxiliares e tudo mais (incluindo os serviços de corregedoria e procuradoria dos próprios regularadores), e segundo, deixando serviços importantes como hospitais, planos de saúde, escolas, universidades públicas, policia e bombeiros, forças armadas, etc., mas acabando com certos excessos da participação do estado na economia, como o controle estatal de bancos e empresas (como a Petrobras e a Embraer) e acabando com leis de monopólio (como de extração de base energética). Antes que você pule da cadeira e brande de raiva “Absurdo!”, pense por que o estado brasileiro tem participação no setor privado, em primeiro lugar? Que benefício para a sociedade isso tras? Agora eu vou dar a razão de porque eu acredito que a privatização do Banco do Brasil e termino do monopólio energético iria ajudar o país: o Estado ficaria mais barato, e poderia diminuir impostos e criaria maior competição no mercado. Maior competição não vai automaticamente gerar melhor serviço mas é melhor a chance disto do que nenhuma chance. E com menos impostos, a economia cresce, os preços dos produtos ficam mais realista e o poder de compra do brasileiro aumenta. Com maior produção econonomica privada, a arrecadação do Estado não fica comprometida: você pode derrubar de 35% para 25% do PIB em imposto, mas se o PIB privado cresce, esses 25% podem representar algo mais significativo que 35% de uma economia engessada. E principalmente, com a diminuição dos burocratas, pode-se injetar o dinheiro do imposto no serviço, ao invés de deixá-lo com os secretários. Legislação que incentiva o setor privado a agir no lugar do publico localmente é outro elemento importante: leis como a Lei de Incentivo a Cultura deveriam ser emuladas para áreas como saúde, educação e ciência. Críticas de que esse sistema é ruim porque incentiva a Maria Bethânia, uma grande artista, é tolice. É como argumentar que é ruim a iniciativa privada descontar 15% de imposto de renda financiando um grande centro privado para o Miguel Nicolelis baseado no fato de que este já é um cientista bem estabelecido e com pesquisas de impacto e que no lugar disso o investimento deveria ir exclusivamente para um Centro de Estudo de Besouros da Amazônia. O incentivo privado a pesquisa reflete a própria realidade do que é ciência de interesse da sociedade ao invés do interesse de um grupo pequeno de burocratas.

OKay, chega. Por último eu quero comentar sobre a política de importação do Brasil, que eu acho absurda. A lógica parece ter sido estabelecida em algum momento da antiguidade brasileira quando alguém conseguiu convencer as pessoas que a entrada de produtos importados indiscriminada no país prejudica o mercado interno. Por que isso seria verdade? Alguém pode dizer: “porque importar diminui postos de trabalho interno”. Se uma câmera digital importada de Taiwan no Brasil custasse o mesmo que ela custa nos EUA (onde a câmera também é importada), haveria mais movimentação para a economia interna: criação de postos de trabalhos em transportadoras para levar dos portos as cidades, de gerentes de vendas e de vendedores, de técnicos da assistência técnica, de vendedores de peças, da indústria nacional fabricando acessórios, e por ai vai. Onde se criaria o emprego de assistência técnica no Brasil de novos postos de câmeras e lentes Nikon? Quem vai transportar os automóveis japoneses do porto até as concessionárias? Se o MacBook era inacessível ao brasileiro porque custava R$ 8 mil e passou ao preço norte-americano de R$1,6 mil, que mercado vai se beneficiar com a criação de novas lojas de pontos de venda de produtos da Apple, agora mais popular? A patente prova de que importação não atrapalha o mercado interno é os EUA, onde muitos produtos comercializados internamente (com excessão de alimentos, mas incluso bebidas alcóolicas) são importados. Grandes empresas estrangeiras tem hoje nos EUA o seu maior mercado (a começar pela população grande), e criam muitos postos de trabalho no país. Os únicos reais beneficiados da política tributária brasileira são alguns funcionários públicos, e exclusivamente estes.

  1. Raphael
    sexta-feira, 3 jun 2011; \22\UTC\UTC\k 22 às 00:11:00 EST

    Agora, vamos perguntar: qual a chance das mudancas sugeridas nesse otimo texto ocorrerem nos proximos 20 anos? O atual sistema beneficia aqueles que teriam o poder de muda-lo, e os mais novos, aqueles que em principio poderiam coordenar mudancas, passam tanto tempo se habituando a todos esses absurdos que ao terem a chance de fazer a diferenca, nao fazem por ja estarem desiludidos e serem parte de tudo isso.

    A analogia com o sistema academico e clara. Aqueles que teriam o poder de efetuar mudancas que mitigariam todos os absurdos que ocorrem nesse meio (excesso de pos-doutorando,numero reduzido de vagas permanentes, quantidade em prol de qualidade, etc) nao vao efetua-las porque sao beneficiados por isso, e os mais novos tem de se submeter ao sistema por tanto tempo ate poderem fazer a diferenca, que quando chegam a esse ponto ja perderam a energia e nao so fazem parte como tambem passam a alimentar o sistema. Obviamente, isso nao serve a todos e nem e justificativa para certos comportamentos, mas e o que se observa em geral…

  2. Carlos
    sexta-feira, 3 jun 2011; \22\UTC\UTC\k 22 às 00:11:41 EST

    Nossa a Petrobras a Caixa e o BB tem dado tanto prejuizo ultimamente, rs….Como economista vc realmente é um ótimo físico.

    Obs . infelizmente nem todos conseguem passar em um concurso Público decente.

    • sexta-feira, 3 jun 2011; \22\UTC\UTC\k 22 às 15:53:33 EST

      Não é uma questão destas instituições darem prejuízo ou não. Por exemplo, mesmo que os Correios seja uma empresa muito lucrativa, não altera o fato de que a integração nacional que ele oferece é paga por um preço ao contribuinte brasileiro, não sei se você lembra da CPI dos Correios e porque ela ocorreu. Isso deveria lhe dar uma maior sensibilidade a participação do governo em empresas, e repensar sobre sua atitude de desclassificar o meu argumento porque eu não tenho um diploma de economista. A Petrobras continuaria a ser uma empresa muito competitiva se ela fosse completamente privada, provavelmente ela seria até mais. E o dinheiro ficaria nas mãos dos funcionários e empresários da Petrobrás, ao invés de ser revertido para a União. O Banco do Brasil, por exemplo, reverte a maior parte dos lucros para a União e paga salários miseráveis para os caixas, e apesar de ser uma estatal, é lotado de medidas bastante Tio Patinhas como o esquema do BB já várias vezes denunciado de manipulação de não pagamento de horas extras. Enquanto o BB lucra bilhões, os funcionários do BB não vêem esse dinheiro.Até o Goldman Sachs, que é uma instituição extremamente perversa, paga melhor que o BB e repassa mais dos seus lucros enormes para os vendedores de serviço, coisa que o BB não faz. Enquanto um vendedor de serviços financeiros do BB sofre para ser da classe média, o equivalente do Goldman Sachs ganha mais de US$300 mil anuais. Converse com um funcionário do BB e veja se ele não está ciente disto também. Só quem ocupa os cargos de nomeação do BB pelo governo federal que ganha bem e que recebe bônus quando o BB anuncia seus lucros no final do ano.

      O modelo de mercado não é perfeito. Ele gera absurdos como o Goldman. Mas entre o modelo do governo brasileiro com impostos altíssimos, alguns burocratas muito bem-pagos, e o resto na miséria, eu acho que em média e a longo prazo o modelo de mercado mais livre é menos pior. Todo mundo está reclamando do excesso de liberdade dos bancos em países como EUA, Japão, e alguns europeus, e eu acho que é universalmente reconhecido como isto é ruim. Mas é neste modelo de baixos impostos e pouca intervenção do Estado que surgiu o Google, Apple, Sony, Canon, UPS, e onde a população tem US$40 mil per capita ao invés do US$11 mil per capita brasileiro. É necessário encontrar um equilíbrio entre excesso de liberalismo econômico e excesso de controle econômico, e na minha opinião, o Brasil está no presente momento muito ligado ao extremo controlador ao invés do ponto de equilíbrio.

  3. Márcio
    domingo, 5 jun 2011; \22\UTC\UTC\k 22 às 23:39:19 EST

    Privatização do BB, da Petrobrás… ótimo, Leonardo! Você cita os problemas e depois apresenta as mesmas soluções que os países ricos nos aconselham. Porque não diz algo sobre o nossa sistema de telecomunicações? Está ótimo, não?
    Temo que você pode estar preparando terreno e, um dia, levantará a bandeira da privatização, também, da educação, da saúde, etc. Com essas idéias, é só uma questão de tempo.
    Vamos falar de Física, ok?.. É bem melhor.

  4. Leandro Seixas Rocha
    domingo, 12 jun 2011; \23\UTC\UTC\k 23 às 19:22:48 EST

    Também acho que este blog é um lugar inapropriado para falar sobre política econômica ou política partidária. O máximo de “política” aqui deveria ser relacionados a Capes, CNPq, FAPESP ou órgãos relacionados.

  5. terça-feira, 14 jun 2011; \24\UTC\UTC\k 24 às 18:48:14 EST

    Acho muito engraçado o facto de se dizer a um dos autores do blog o que ele deve ou não postar no seu blog (mesmo que seja um blog de grupo).

    No entanto tenho que discordar com o autor quando ele diz que “A patente prova de que importação não atrapalha o mercado interno é os EUA, onde muitos produtos comercializados internamente (com excessão de alimentos, mas incluso bebidas alcóolicas) são importados. Grandes empresas estrangeiras tem hoje nos EUA o seu maior mercado (a começar pela população grande), e criam muitos postos de trabalho no país.”
    Muito sinceramente até parece que não habita no nosso mundo. Em primeiro lugar acho que devemos prestar à filosofia econonómica dos EUA que é das mais proteccionistas do mundo (talvez isso seja irerelavante mas sinceramente acho que não é) e altamente injusta e assimétrica. O exemplo mais flagrante talvez seja a sua política relativamente à produtos alimentares (com fortes subsídios por parte do estado) que impede queprodutores de países mais pobres possam efectivamente competir em pé de igualdade com os ditos acordos “bilaterais” de “mercado livre”.

    Depois a sua asserção ” Grandes empresas estrangeiras tem hoje nos EUA o seu maior mercado (a começar pela população grande), e criam muitos postos de trabalho no país.” é altamente enganadora. Em primeiro lugar carece de justificação e depois tem vários pontos incorrectos. Em primeiro lugar o que existe a operar nos EUA são conglomerados multi-nacionais, por isso a denominação empresas estrangeiras é no mínimo incorrecta e depois fala da criaç
    ao de empregos. Pois bem realmente há uma parte ínfima da população dos EUA que realmente lucra bem com estes conglomerados multinacionais (tal como há uma parte ínfima da população do México que lucra com o (a?) NAFTA por exemplo) mas a esmagadora maioria cai na categoria de trabalhodres altamente precários sem qualquer tipo de real protecção (flexibilidade laboral)e cuja função é dar o mínimo de dispêndio possível para que os gatos gordos possam ter uma vida ainda mais confortável.

    No entanto considero que se apenas nos concentrarmos no PIB e afins de certeza absoluta que não obteremos uma real visão da economia e evolução da economia de um país.
    Como um simples exemplo deixo o coeficiente de Gini como uma medida que obviamente tem que ser estudada no caso do brazil.

    • terça-feira, 14 jun 2011; \24\UTC\UTC\k 24 às 19:38:16 EST

      O exemplo mais flagrante talvez seja a sua política relativamente à produtos alimentares (com fortes subsídios por parte do estado) que impede queprodutores de países mais pobres possam efectivamente competir em pé de igualdade com os ditos acordos “bilaterais” de “mercado livre”.

      Não é isso que o concluo dos dados.

      Compare o valor do imposto brasileiro de importação de um produto alimentar com o imposto norte-americano. Você está apenas repetindo algo que ouviu falar por ai, mas não checou.

      Em primeiro lugar carece de justificação

      Justificação: Ambev, Petrobrás, Bauduco, Johnny Walker, Nikon, Canon, Pentax, Samsung, Subaru, Honda, Toyota, DHL, Elsevier, World Scientific, Lacoste, Gucci…

      Em primeiro lugar o que existe a operar nos EUA são conglomerados multi-nacionais, por isso a denominação empresas estrangeiras é no mínimo incorrecta

      A denominação não é “no mínimo incorreta”. As marcas são estrangeiras. Elas revendem nos EUA, mas não fabricam nos EUA. Os produtos de várias marcas estrangeiras comercializados nos Estados Unidos são fabricados no exterior e importados para o país. Até as empresas nacionais norte-americanas fazem isso. A questão é exatamente que em um mercado em que uma empresa tem que importar o seu produto para o seu próprio pais (o que acontece no mundo inteiro), o Brasil se configura como um caso muito a parte ao ter uma política de tarifas de importação que dificultam ao máximo que empresas estrangeiras possam se instalar no Brasil e vender os seus produtos pelo mesmo preço que elas vendem nos mercados do Japão, EUA ou Europa, já que elas importam esses produtos de fábricas localizadas em um ou dois países e não instalam fabricas em todos os países que comercializam. As empresas estrangeiras até podem se instalar no Brasil, e todas essas que eu citei são exemplos disto. Mas custa mais que o dobro do preço comprar uma câmera digital importada de Taiwan no Brasil que a mesma câmera nos EUA, e custa mais que o dobro comprar um carro fabricado no Brasil do que o mesma marca fabricado nos EUA. Você tem alguma coisa de relevante a dizer sobre esse fato? Você tem alguma ideia relevante para mostrar como se pode comercializar no Brasil pelo preço praticado no exterior? Criticar sem substância, feito torcedor de futebol contra o adversário, é fácil, entender o problema e apresentar alternativas é o que está faltando.

      mas a esmagadora maioria cai na categoria de trabalhodres altamente precários sem qualquer tipo de real protecção (flexibilidade laboral)e cuja função é dar o mínimo de dispêndio possível para que os gatos gordos possam ter uma vida ainda mais confortável.

      Não compreendi a relevância disto para a política tarifária ou a conexão disto com o resto do seu texto e o que veio antes. E qual a conexão disto com o que eu escrevi?

      Mas respondendo a sua digressão, no Brasil não é nem um pouco diferente. Dependendo de como você mede, a diferença entre pobres e ricos do Brasil é tão ruim quanto dos EUA ou muito pior. Em média o trabalhador norte-americano ganha US$ 44 mil dólares por ano, enquanto que o brasileiro ganha US$ 11 mil por ano. Então essa história de que o trabalhador brasileiro vive melhor que o norte-americano é falsa. O trabalhador dos EUA vive mal em comparação com o europeu escandinavo, canadense, frances e inglês, mas certamente muito melhor que o brasileiro, isso não há menor dúvida.

  6. terça-feira, 14 jun 2011; \24\UTC\UTC\k 24 às 20:13:23 EST

    Acho que realmente a minha resposta divagou muito relativamente ao que escreveu, mas no entanto acho que não foi irrelevante.

    Dito isto vamos então ao que escreve:
    É um facto que os EUA têm uma política económica que protege a sua agricultura local em detrimento de agriculturas de outros países que tentam exportar os seus produtos para os EUA mas que saem sempre a perder.
    Não comparei directamente valores entre EUA e Brazil apenas quis mostrar que a realidade que conta sobre os EUA não é assim tão rosada.

    O problema dos conglomerados multinacionais é que nada é feito num só país. Existem “linhas de montagem” nos países onde estas são mais baratas e é por isso que digo que a denominação é incorrecta.

    Quanto a sugestões e críticas ao seu texto: acho que tem que saber lidar melhor com críticas do que aquilo que tem demonstrado até agora. O simples de se apontar críticas ao seu texto indica que estamos interessados no que escreveu ainda que discordemos do que escreveu.
    Sugestões: Se pesquisar irá descobrir que o Stiglitz escreveu já sobre isto (não no caso específico do Brazil) mas em casos análogos e tudo o que eu faria é repetir as suas palavras que muito sinceramente me parecem altamente apropriadas ao caso.

    Mas basicamente o que o Brazil precisa de fazer é o que a Rússia fez pós colapso financeiro pós queda do muro de Berlim: instituições credíveis que permitam um credível e real supervisionamento de instituições financeiras, juntamente com um certo grau de proteccionismo que permita a economia local um crescimento sustentável e “equipartido”, assim como uma maior integração regional.

    Quanto ao seu último comentário: não tem relevância absolutamente nenhuma para a política tarrifária, mas é the other way around. É a política tarifária (entre outras coisas) que permite controlar esses efeitos.

    Depois eu nunca disse que o trabalhador brasileiro está melhor ou pior que o trabalhado norte-americano. Tudo o que disse é que o trabalhador norte-americano não está assim tão bem quanto isso a trabalhar para multinacionais.
    E depois você ao comparar utilizando somente valores médios de salário (isso em parte até me parece contraditório com a ideia do seu post que me parece ser o repúdio de estatísticas convenientes para um dado ponto de vista e recusar ver o plano global). Sim isso tem a sua importância, mas sem utilizar conceitos como coeficiente de Gini, índices de desenvolvimento humano, entre outras coisas, está a perder uma parte muito grande da picture (não se preocupe que eu bem sei o quão mal o Brazil está nessas áreas, no entanto também sei que ainda assim evoluiu muito nos últimos tempos).

    Outra vez concordo: concordo com algumas das observações que faz só que não concordo com o tom que as faz.

    Ps: Deixo o seguinte vídeo do Stiglitz http://www.youtube.com/watch?v=QUaJMNtW6GA como pequena provocação e cabe a si descobrir porque o considero relevante à nossa discussão.

  7. sábado, 2 jul 2011; \26\UTC\UTC\k 26 às 09:11:04 EST

    Um blog recente que talvez seja do seu interesse: http://mathbabe.wordpress.com/

    Eu tenho lido e gostado muito. Também gosto de pensar que até estou a aprender coisas novas, mas isso só tempo o dirá.

    Cumprimentos

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