Arquivos

Arquivo por Autor

Sobre meu afastamento do Stoa por causa de uma brincadeira de 1º de abril até a exclusão da minha conta

quarta-feira, 29 abr 2009; \18\UTC\UTC\k 18 11 comentários

Logo do Stoa invertidoToda história do meu – Tom falando – afastamento do projeto Stoa, assim como a exclusão de minha conta do Stoa e todos meus textos, começou com a publicação no Stoa de uma brincadeira no contexto de primeiro de abril, que vocês podem checar aqui, Governador avalia planos de privatização da USP em reunião com reitora.

Publiquei esse texto no final da tarde do dia 1º de abril, por volta das 18h, e logo na madrugada do dia 2 coloquei um aviso de que tratava-se de uma brincadeira, aviso que parece não ter sido suficiente para as pessoas que sentiram-se incomodadas com a brincadeira.

No dia 14 de abril fico sabendo que a consultoria jurídica da USP entra em contato com o diretor do CTI USP, Gil da Costa Marques,  e que haveria um possível processo contra ele por parte da reitoria, por causa dessa brincadeira minha. Vale lembrar que o Stoa é um projeto do CTI.

Poucos dias depois fico sabendo que as medidas tomadas serão: 1. meu desligamento do projeto Stoa e 2. um pedido de desculpas de minha parte e do coordenador do projeto Stoa, o professor Ewout ter Haar, por causa do ocorrido.

O pedido de desculpas foi publicado por mim dia 23 de abril, que pode ser lido aqui, Esclarecimento sobre inoportuno texto que simulava desestatização da USP (não está mais disponível no link original, pois todos meus textos foram apagados do Stoa). Pedi desculpas por algo que não achei errado e até agora não entendo todo estardalhaço criado e nem imaginava as dimensões que isso resultaria, pois não queria também prejudicar meus amigos colaboradores do projeto Stoa, nem que o projeto fosse por água a baixo por minha causa. Antes eu do que todo o projeto, pois sei que continuaria em boas mãos.

Os ânimos das pessoas incomodadas com o ocorrido pareciam ter acalmados após meu pedido de desculpas e as coisas ficariam assim. Entretanto, dia 27 de abril, foi publicada uma matéria no UOL sobre um bolão para acertar o dia que a greve na USP começaria, que fiz há meses usando meu blog no Stoa, veja Ex-aluno da USP faz bolão e premia quem acerta dia de início da greve na universidade. A jornalista Simone Harnik entrou em contato comigo na tarde do dia 24 de abril, uma sexta-feira, pois queria entender melhor sobre o bolão. Deixei claro para ela que eu não tinha mais nenhum vínculo com a USP, muito menos com o Stoa, apesar de eu ter ajudado a criar o projeto.

A publicação dessa matéria no UOL Educação parece ter sido a gota d’água para a reitora da USP, Suely  Vilela, pois, segundo fui informado por email na noite do dia 27 de abril, ela ligou para o diretor do CTI dizendo algo do tipo “Como é que vocês afastaram o Everton do projeto e aparece essa matéria com ele na capa do UOL?”. Pressões da reitoria sobre Gil da Costa Marques surgiram, que entrou em contato com o coordenador do projeto Stoa, que entrou em contato comigo.

Fui informado que minha conta seria excluída, a pedido do diretor do CTI (pressionado pela reitora ou alguém da reitoria, imagino), o que foi feito ontem, dia 28 de abril. Eles deram um tempo para eu fazer backup dos meus textos do meu blog e fóruns de discussão, que eu já fazia assinando os feeds RSS no Google Reader (depois vou ter que publicar um a um nesse novo blog e infelizmente perdi todos comentários).

O pedido de desculpas acabou sendo publicado pela equipe Stoa na noite do dia 28 de abril, veja Sobre uma falsa notícia veiculada no Stoa, o que acabou repercutindo muito mal de imediato e gerou protestos por parte de usuários do Stoa (atualização: os textos publicados no Stoa foram alterados para ficarem visíveis apenas para usuários online, portanto coloquei links para locais externos onde foram publicados):

Após terrível repercusão, o Stoa foi colocado em estado de manutenção, me parece que a pedido do diretor do CTI, de modo que ninguém pode ver textos na página principal, nem logar-se no sistema.

Salvei os textos acima no meu computador, pois temo que o sistema Stoa será desligado da tomada, assim, sem mais nem menos, pois parece que o sistema hierárquico da Universidade de São Paulo funciona assim: alguém com mais poder político pode fazer e desfazer o que quiser, sem precisar dar satisfação ou justificativas racionais alguma a todos envolvidos (afinal, são quase 9 mil usuários cadastrados no Stoa!).

Nesse texto quis apenas relatar o que ocorreu e a cronologia dos fatos, tentando ser o mais imparcial possível. Depois escrevo mais sobre o ocorrido e a sucessão dos fatos, iniciados por uma fatídica brincadeira de 1º de abril.

Posts relacionados

Esse texto foi originalmente publicado num novo blog que criei (http://blogdotom.wordpress.com), após meu blog do Stoa ter sido apagado:  Sobre meu afastamento do Stoa por causa de uma brincadeira de 1º de abril até a exclusão da minha conta

Entrevista com Caio Gomes

terça-feira, 3 mar 2009; \10\UTC\UTC\k 10 4 comentários

Dando continuidade a série de entrevistas que começamos a fazer na comunidade Física do orkut, o entrevistado dessa vez é Caio Gomes.

A entrevista será feita da seguinte forma: vocês podem enviar suas perguntas aqui no espaço de comentários desse post ou nesse tópico do Brasil Ciência ou nesse tópico do orkut até o dia 10 de Março. Após o entrevistado responder essa primeira bateria de perguntas, abriremos para novas perguntas por mais 3 dias. A preferência é que usem o blog ou o fórum de discussão do Google Grupos, mas se preferir usar o orkut, passaremos as questões para o local mais apropriado.

As perguntas e respostas serão publicadas numa página a parte e o link divulgado nesse post aqui.

Passaremos a usar esse espaço aqui pois muitas das entrevistas antigas feitas no orkut tiveram seu conteúdo perdido, ficando sem pé nem cabeça, devido aos perfis que saíram dessa plataforma, o que elimina também os comentários dessas pessoas. Felizmente a entrevista com o professor Henrique Fleming foi salva e a do professor Marcelo Gleiser parcialmente salva.

Sobre o Caio, por ele mesmo

Eu sou o Caio, de São Paulo. Sou Físico formado pelo Instituto de Física da USPIngenieur de l’Ecole Polytechnique pela École Polytechnique de Paris. Sou mestre em Física Teórica no Instituto de Física Teórica da UNESP sob a orientação do Prof. Dr. Nathan J. Berkovits, e trabalhei em aspectos da gravitação em d=3 e sua relação com teorias conformes de campos (é um tipo de AdS/CFT). O título da minha dissertação foi Aplicações do Formalismo de Chern-Simons para gravidade em d=3.

Após o fim do mestrado, fiz uma mudança radical na minha carreira. Atualmente estou dividindo meu tempo em duas coisas: Tenho trabalhado na area de modelagem financeira, para um fundo quantitativo em São Paulo, e estou “pesquisando” (ou planejando pesquisar) com dois amigos: o Rafael Calsaverini, um dos editores do AP e moderador da comunidade, em econofísica ( ou como ele gosta de dizer, mecânica estatística aplicada a sistemas econômicos). E estou em fase de buscar ideias com outro amigo, Alexandre Bisson, para trabalhos teóricos na fronteira química/genética.

Boa entrevista! :-)

Ars Physica começando a entrar na Wikipédia em português

segunda-feira, 9 fev 2009; \07\UTC\UTC\k 07 2 comentários

“Imagine um mundo onde qualquer ser humano posssa ter livre acesso a soma de todo conhecimento produzido.”

Será um post curtinho, pois acho que isso deve ser melhor discutido nas próprias páginas da Wikipédia. Primeiramente, gostaria de divulgar a página de um projeto cujo objetivo é organizar a edição de artigos de física da Wikipédia em português. Você pode verificar a lista de outros projetos parecidos aqui, Projetos em curso da Wikipédia, alguns deles relacionados a outras áreas da Ciência.

Recentemente criei um tópico na lista do Brasil Ciência pedindo uma comparação entre algumas outras enciclopédias que surgiram depois da Wikipédia, também de caráter coaborativo, mas com uma filosofia muito diferente, vejam Wikipedia vs. Citizendum vs. Scholarpedia vs. alguma outra. Os comentários do Rafael e Daniel foram interessantes. Há também um tópico nessa lista de discussões que o Daniel criou para organizarmos nossas contribuições na Wikipédia, vejam »» Wikipédia ««.O Rafael disse ter começado com o artigo sobre Supersimetria.

Alguns aqui do Ars Physica já contribuíatam para a Wikipédia em português: o Caio no artigo sobre paradoxo dos gêmeos, o Rafael Calsaverini falando sobre cópula – não se espantem, é outra cópula! -, o Rafael Lopes em mais de um artigo, o Adriano melhorou um artigo sobre consevação de energia que editei – alguém mais? Mas o que eu gostaria é de sistematizarmos melhor nossa contribuição e estabelecermos prioridades sobre quais artigos vamos ajudar a melhor primeiro. Na página do projeto, há uma interessante tabela que acho que podemos começar a editar, vejam Matriz qualidade/importância.

Podemos ir discutindo na página de discussão do projeto ou, quem não está tão familiarizado com o esse formato wiki (sugiro familiarizar-se), no campo de comentários aqui desse post de blog ou no tópico da lista de emails sobre a Wikipédia.

Por fim, gostaria de destacar que um capítulo da Fundação Wikimedia está chegando no Brasil, vejam Wikimedia Brasil. Tentando me envolver e ajudar com o projeto, estou começando a entender um pouco mais a organização da Wikipédia e seus projeto (mesmo assim, ainda sou um bebê!). Por isso acabei descobrindo esse projeto de física, por ter ajudado com uma lista de artigos relacionados a Cultura Livre (que quero ajudar a melhorar!). Também vale a pena ler a carta de princípios que está sendo elaborada pelo pessoal ativo para criar um capítulo da Wikimedia no Brasil, vejam Carta de Princípios.

Sugiro aos meus amigos do Ars Physica, que toparem ajudar, a colocar seus logins da Wikipédia em português na lista de participantes da página do projeto. Agora é colocar as mãos na massa!

Manifesto contra corte de recursos para Ciência e Tecnologia

segunda-feira, 2 fev 2009; \06\UTC\UTC\k 06 7 comentários

Acabo de ler num post do Antônio Guimarães, pós-doc do IAG USP, que criaram um manifesto contra o corte de verbas para a Ciência no brasil, divulgado recentemente aqui no Ars Physica.

Reproduzo aqui o texto do manifesto. Para assiná-lo, acesse http://www.edm.org.br/edm/manifesto.aspx

A possibilidade de corte de recursos do Ministério de Ciência e Tecnologia, se consumado,
irá interromper o ciclo virtuoso de progresso científico, iniciado há mais de duas décadas.

Um sólido desenvolvimento científico e tecnológico é, nos dias de hoje, o caminho mais consistente para a riqueza e a soberania das nações. Os países que apresentaram maior desenvolvimento social e econômico no período que se seguiu à Segunda Grande Guerra foram aqueles que, independentemente do seu modelo político, implementaram uma política consistente e de longo prazo para o aprimoramento de suas pesquisas. O Brasil nas últimas três décadas vem exercendo uma política consistente na área de Ciência, cujo resultado é hoje medido pelos índices expressivos de sua produtividade científica. Mais importante, o aumento da qualificação do parque brasileiro de pesquisa e a inovação tecnológica dela decorrente vêm gerando riquezas ao país. Temas estratégicos para o desenvolvimento nacional, tais como o aumento da produtividade agrícola, a descoberta de novos campos de petróleo e gás, o desenvolvimento de fontes alternativas de energia, o aprimoramento da tecnologia aeronáutica, as estratégias inteligentes de conservação ambiental, as pesquisas em genética e os novos procedimentos de tratamento de moléstias de nosso povo (incluindo a utilização de células-tronco, a produção de novos medicamentos e a instrumentação médica) possuem, todos eles, a “impressão digital” dos pesquisadores brasileiros.

Nesse cenário, vemos com grande preocupação a possibilidade de corte de recursos do Ministério de Ciência e Tecnologia, que, se consumado, irá interromper o ciclo virtuoso de progresso científico, iniciado há mais de duas décadas. Um retrocesso nesse momento resultará em conseqüências negativas em médio e longo prazo. Oportunidades de pesquisa serão perdidas, pesquisadores jovens e experientes migrarão para países que lhes ofereçam melhores oportunidades, e um grande número de estudantes perderá a oportunidade de ingressar em atividades de pesquisa. O atual governo dos Estados Unidos da América do Norte isentou de cortes a área de Ciência e Tecnologia, mesmo estando no centro da grave crise econômica. Com isso, os EUA elegem o desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia como um instrumento poderoso para vencer as vicissitudes da atual conjuntura e promover o bem estar social.

Temos convicção de que o Congresso Nacional, fórum maior das decisões dos destinos da Nação, será sensível a esta questão e assegurará as condições para o contínuo progresso científico e tecnológico de nosso País, recompondo as previsões orçamentárias para o ano de 2009, que foram elaboradas com sobriedade e alinhadas com as metas do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional. Somente com investimentos em ciência e tecnologia sairemos fortalecidos dessa crise.

Prof. Dr. Colombo Celso Gaeta Tassinari
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Técnicas Analíticas para Exploração de Petróleo e Gás

Prof. Dr. Euripedes Constantino Miguel
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Psiquiatria do Desenvolvimento para crianças e adolescentes

Prof. Dr. Glaucius Oliva
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biotecnologia Estrutural e Química Medicinal em Doenças Infecciosas

Prof. Dr. João Evangelista Steiner
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Astrofísica

Prof. Dr. Jorge Elias Kalil Filho
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Investigação em Imunologia

Prof. Dr. José Antonio Frizzone
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Pesquisa e Inovação em Engenharia da Irrigação

Prof. Dr. José Carlos Maldonado
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos

Prof. Dr. José Roberto Postali Parra
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Semioquímicos na Agricultura

Prof. Dr. Marcos Silveira Buckeridge
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol

Profa. Dra. Mayana Zatz
Coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Células-Tronco em Doenças Genéticas Humanas

Profa. Dra. Nadya Araújo Guimarães
Coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos da Metrópole

Profa. Dra. Ohara Augusto
Coordenadora do Instituto Nacional de Ciência Tecnologia de Processos Redox em Biomedicina-Redoxoma

Prof. Dr. Paulo Hilário Nascimento Saldiva
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Análise Integrada do Risco Ambiental

Prof. Dr. Roberto Mendonça Faria
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Eletrônica Orgânica

Prof. Dr. Roberto Passetto Falcão
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Células-Tronco e Terapia Celular

Prof. Dr. Sérgio França Adorno de Abreu
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Violência, Democracia e Segurança Cidadã

Prof. Dr. Vanderlei Salvador Bagnato
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Óptica e Fotônica

Forca Tarefa para Tool Kit sobre Recursos Educacionais Abertos

quinta-feira, 29 jan 2009; \05\UTC\UTC\k 05 Deixe um comentário

Já divulguei aqui o workshop sobre Recursos Educacionais Abertos, ocorrido na USP no final do ano passado. Estou repassando aqui para o Ars Physica esse email da Carolina Rossini sobre Recursos Educacionais Abertos (REA) no Brasil.

A Carolina organizou o primeiro workshop sobre REA na USP
<http://wiki.stoa.usp.br/OER-Workshop>, junto com o professor Ewout ter Haar, do IFUSP. Ela também estuda questões sobre propriedade intelectual e tem bastante contato com o pessoal da Creative Commons.

Quem quiser entrar na lista de emails de lá, visite

http://groups.google.com/group/rea-lista

ou mande um email direto para rea-lista-subscribe@googlegroups.com.

Também os convido a assinar a  Declaração de Cidade do Cabo para a Educação Aberta:

http://www.capetowndeclaration.org/translations/portuguese-translation

e visitar a página (em inglês) sobre Open Educational Resources:

http://oerwiki.iiep-unesco.org/

Abraços!

Tom

———- Forwarded message ———-
From: Carolina Rossini
Date: 2009/1/26
Subject: Forca Tarefa para Tool Kit sobre Recursos Educacionais Abertos
Estimados colegas,

Vocês encontram-se copiados neste e-mail por terem, de uma forma ou de outra, expressado interesse sobre a discussão relativa a recursos educacionais abertos no Brasil.

Estas discussões iniciaram-se em dezembro de 2008 por meio de uma série de reuniões e workshop com o Open Society Institute – um dos lideres do movimento internacionalmente e co-autor da Declaração sobre Educação Aberta de Cape Town. (ver aqui:
http://www.capetowndeclaration.org/translations/portuguese-translation)
Um dos workshops realizados foi na USP e seus resultados podem ser vistos aqui, inclusive apresentações:

http://wiki.stoa.usp.br/OER-Workshop

Uma força tarefa internacional esta sendo organizada ao redor das discussões para o desenvolvimento de um Tool-Kit sobre recursos educacionais abertos a ser elaborado colaborativamente para posterior distribuição em escolas e universidades Brasileiras e pelo mundo.

O trabalho aproveitará trabalhos já realizados, mas tem como intenção melhorá-los e adaptá-los as necessidades Brasileiras. Além de tornar a linguagem mais acessível e apelativa a professores, educadores, e alunos.

Alguns trabalhos internacionais de referência de base são OER Handbook (produzido pelo COSL) – http://www.wikieducator.org/OER_Handbook –  e o rascunho produzido pela comunidade OER coordenada pela UNESCO – http://oerwiki.iiep-unesco.org/index.php?title=UNESCO_OER_Toolkit.

O objetivo deste Tool-Kit é aproximar a população brasileira,
principalmente políticos, professores, educadores, acadêmicos e
estudantes das discussões relativas a recursos educacionais abertos e seus benefícios, como acesso ao conhecimento e a uma ampla gama de materiais e metodologias de ensino que podem ser compartilhadas e desenvolvidas de forma colaborativa. O Tool-Kit trabalhará com conceitos básicos, estratégias de desenvolvimento de Recursos Educacionais Abertos, questões sobre propriedade intelectual a serem enfrentadas, além de trazer exemplos de REA que podem ser utilizados, no intento de divulgar o que já existe no Brazil e exterior.

Desta forma, venho, por meio deste email, perguntar-lhes se querem fazer parte desta força tarefa contribuindo com sugestões, duvidas e conteúdo. Por favor, responder em e-mail individual para Carolina Rossini.  Peço também, que enviem este email a colegas, alunos e instituições possivelmente interessadas em participar desta discussão.

Uma lista de debate será organizada e acesso a plataforma wiki para trabalho no Tool-Kit será autorizado.

Abraço e obrigada,

Carolina Rossini
Coordenadora
Projeto Recursos Educacionais Abertos Brasil: Perspectivas e Desafios
Apoio: Open Society Institute e Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas e
Fellow – Cooperation Project
Berkman Center for Internet and Society
Harvard University

e

Mônica Steffen Guise Rosina
Coordenadora Regional
Pesquisadora – Escola de Direito de São Paulo
Fundação Getulio Vargas
e
Pesquisadora – A2K Project
Yale University

Enquanto isso, no brasil… Corte de verbas para Ciência

quinta-feira, 22 jan 2009; \04\UTC\UTC\k 04 14 comentários

Enquanto o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, está a caminho de um maior estímulo a pesquisas científicas em seu país, tendência mundial, como na Índia, Coréia do Sul, China (alguém acha um link?) e possivelmente muitos outros países, o Brasil está cortando 18% das verbas destinadas para ciência e tecnologia.

Aqui você é o palhaçoO ministro da ciência e tecnologia, Sérgio Resende, considera o corte de R$ 1,1 bilhão como irresponsável. Segundo a matéria da Folha, o responsável pelo corte é o deputado senador Delcídio Amaral (PT-MS).

Me pergunto, o que o minstro fez para evitar esse corte absurdo?  O que podemos fazer na prática como forma de protesto? Não sei se é reversível, mas os responsáveis devem pagar. Que tal algum leitor daqui adotar o deputado senador Delcídio? (Melhor estender mais ainda a campanha Adote um Vereador, como já sugerido pelo Névio.)

Atualizando (22/01/08 às 14h):

Notícias relacionadas (entendendo a crise):

Veja também

Plataforma Lattes deveria ter históricos dos currículos registrados e publicados

segunda-feira, 8 dez 2008; \50\UTC\UTC\k 50 9 comentários

Por causa de uma acusação recentente entre pesquisadores, sobre uma possível invenção de informações no currículo Lattes de um pesquisador, acabei me deparando com uma falha grave na Plataforma de Currículos Lattes: não fica registrado o histórico das alterações de um determinado currículo.

No caso que me fez chamar atenção sobre essa falha, a acusação ocorreu dia 4 de novembro de 2008 e a última alteração do currículo que alegam ter informações falsas,foi modificado dia 1º de dezembro de 2008, o que pode gerar dúvidas, com razão.

Então deixo aqui minha sugestão para o CNPq, para quem enviarei um email (lattes@cnpq.br) com esse texto: aprimorem o software do sistema Lattes, de modo que mantenha registrado o histórico de modificações dos currículos, permitindo assim que qualquer um cheque as versões antigas.

Um software que faz isso muito bem é o MediaWiki, usado na Wikipedia. Como leitor e contribuidor dos artigos da Wikipedia, digo que o sistema que registra todas as alterações de um artigo é muito útil. Temos aqui um claro exemplo como esse registro pode ser importante para o sistema de currículos acadêmicos do Brasil.

Pseudociência by Elsevier: o caso El Naschie

segunda-feira, 8 dez 2008; \50\UTC\UTC\k 50 4 comentários

Por Alexandre Abdo *

Ni!

Resumo: M. S. El Naschie, editor chefe do periódico Chaos, Solitons and Fractals, publicado pela Elsevier, e pela qual nós brasileiros pagamos para ter acesso, é um charlatão que há anos usa a própria revista que edita para promover pseudociência, já publicados mais de 300 artigos nessa linha.

Não precisarei alongar-me no assunto pois o Maurício Tuffani já fez um excelente trabalho[1], e para quem lê inglês sugiro olhar também a discussão original no blog n-Category Café[2]:

[1] http://laudascriticas.wordpress.com/2008/12/01/csf/

[2] http://golem.ph.utexas.edu/category/2008/11/the_case_of_m_s_el_nas

Vale lembrar, contudo, que no nosso contexto acadêmico brasileiro a dependência cega em fatores de impacto (numerocracia), e subserviência a interesses partidários estão desfigurando o cenário científico de forma a empoderar picaretas como este.

A primeira delas leva a aberrações como os casos de plágio passados impunemente e a fabricação de citações – fora problemas de outra natureza, como privilegiar pesquisas previsíveis e de curto prazo.

A segunda leva ao crescimento desestruturado das universidades que vem derrubando critérios fundamentais de qualidade e dificultando o debate crítico que previniria esses desvios éticos.

No caso El Naschie, o assunto chamou a atenção de líderes científicos internacionais e, por mais que o sistema das editoras seja insustentável, o problema do momento foi ao menos exposto e há visibilidade para o diálogo  sobre as mudanças necessárias.

Já no Brasil, fica a cada dia mais difícil expôr esses maus elementos, e cada dia mais fácil para eles ganharem força política. E assim, mesmo quando expostos, no final nada é feito: vide o que se passa no IFUSP.
Abs,

abdo

Fonte: http://stoa.usp.br/abdo/weblog/38731.html

* pô, desse jeito o Abdo vai ter mais posts que eu aqui no AP. Melhor eu tratar de por em prática algumas idéias que quero escrever aqui. :-P

Miguel Nicolelis participa de simpósio de pós-doutorado, na próxima sexta, 28/11, na USP

segunda-feira, 24 nov 2008; \48\UTC\UTC\k 48 5 comentários

Recentemente, o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis foi entrevistado no Roda Viva, da TV Cultura. Um trechinho do programa explicando um pouco o trabalho dele

Nessa próxima sexta, 28/11, às 14 horas, Miguel Nicolelis fala na FAU – USP, no  1o. Simpósio de Pós-Doutorado da USP – siPDusp. Mais sobre o Simpósio

http://www.prp.usp.br/siPDusp.htm

Observação: o simpósio será transmitido ao vivo pelo site http://iptv.usp.br.

28/11/2008

Local: Auditório Ariosto Mila – FAU – USP – Cidade Universitária

USP – São Paulo

8:30-9:30

Recepção aos Pós-doutorandos – Cadastro

Colocação dos posters

9:30-10:00

Abertura do Simpósio

Magnífica Reitora Profa. Suely Vilela e

Pró-Reitora de Pesquisa Profa. Mayana Zatz

10:00-10:30

Coffee-break

10:30-12:30

Mesa Redonda: O Pós-Doutorado: Formação Acadêmica e Mercado de Trabalho

Participação:

- Prof. Dr. Marco Antonio Zago

Presidente do CNPq

- Prof. Dr. Carlos Henrique de Brito Cruz

Diretor Científico da FAPESP

- Prof. Dr. José Fernando Perez

Diretor Presidente da Recepta Biopharma S.A

12:30-14:00

ALMOÇO / APRESENTAÇÃO DE POSTER

14:00-15:30

Conferencista convidado: Miguel Ângelo Nicolelis

Pesquisador da Duke University (USA); Coordenador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (RN)

15:30-16:00

Coffee-break

16:00-17:30

Conferencista convidado: Carlos Clemente Cerri

Professor do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA-USP)

Retirada dos Posters

Atualização: 27/11/2008 às 21h42 – adicionada observação sobre transmissão online.

Pequeno workshop na USP: Recursos Educacionais Abertos, 4 de dezembro

segunda-feira, 3 nov 2008; \45\UTC\UTC\k 45 1 comentário

Repassando email. Quando dizem na USP, presumo que quiseram dizer no campus Butantã da USP.

— x — x —

Na manhã do dia 4 de dezembro (quinta-feira) haverá um pequeno seminário para os interessados em “Recursos Educacionais Abertos” (OER) [1] na USP.
Discutiremos experiências internacionais e brasileiras com OER. Aproveitamos a visita de Melissa Hagemann do Open Society Institute (um instituto fundado por George Soros), Joel Thierstein da Rice University e diretor executivo do Connexions (http://cnx.org/) e Carolina Rossini (Berkman Center, Harvard) para dar uma perspectiva internacional.

Faça sua inscrição via formulário em:
http://spreadsheets.google.com/viewform?key=pcyBsjb0oVmMloY0W3q4WUg

Data: 4/12/2008, quinta-feira, 9h00 – 14h00

Local: A ser definido, acompanhe em http://wiki.stoa.usp.br/OER-Workshop

Língua: Inglês

Programa

* 9h: Abertura
* 9h30: Panel 1: Experiências Internacionais. Moderador: Prof.
Gilson Schwartz (ECA)
* 9:30-10:00 Melissa Hagemann (OSI): o trabalho do OSI em OER
* 10-10:50: Joel Thierstein (Rice): a experiência do Conexions
* 10:50-11:20: Carol Rossini: impactos da propriedade intelectual

Coffee Break

* 11:30 Panel 2: Experiências Brasileiras: Moderador: Carolina Rossini
* 11:40-12:05 Prof Pablo Ortellado (EACH/GPOPAI)
* 12:10 – 12:40 Prof Sueli Mara Ferreira (ECA)
* 12:40 – 1:10 Prof. Ewout ter Haar (IF)

* 1:10- 1:40 (max 2:00pm) Debate

Para mais informações, entre em contato com Prof. Ewout ter Haar
(ewout@usp.br, 3091-6696)

Miguel Nicolelis online no Roda Viva, nessa quarta, 29/10, às 10h15

terça-feira, 28 out 2008; \44\UTC\UTC\k 44 3 comentários

O Leandro já escreveu um post aqui no Ars Physica sobre o professor Miguel Nicolelis, Brasileiro pode levar Prêmio Nobel, importante neurocientista brasileiro e um dos líderes do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, indicado ao prêmio Nobel de Medicina esse ano. Nessa próxima quarta, 29/10, às 10h15, o professor Nicolelis vai ser entrevistado no Roda Viva, da TV Cultura. Vocês poderão acompanhar vídeos da entrevista e bastidores, um chat com espaço para perguntas dos espectadores da Internet, fotos dos bastidores e 3 usuários de Twitter comentando a entrevista, eu (@everton137), o Rafael Evangelista (@r_evangelista) e a Caru Schwingel (@caru), no seguinte endereço

http://www.radarcultura.com.br/rodaviva

Vocês também poderão acompanhar todos twits sobre a entrevista pelo sistema de buscas do twitter, procurando por rodaviva. Aliás, como podem notar, o debate já começou! :-)

A entrevista irá ao ar na TV Cultura dia 10 de novembro, dia mundial da ciência pela paz e pelo desenvolvimento.

Vou tirar algumas fotos para colocar no meu Flickr e vou twittando pelo celular a partir do momento que estiver indo lá. É isso, nos vemos lá!

P. S. Em tempo, o Twitter aqui do Ars Physica é  @brasilciencia. ;-)

(Atualizado dia 29/10 às 16h30: adicionada data da apresentação na TV e foto do Nicolelis)

FísMat 2009 – I Escola de Verão em Física dos Materiais

terça-feira, 21 out 2008; \43\UTC\UTC\k 43 2 comentários

A FísMat 2009 é uma atividade extracurricular destinada a universitários dos cursos de física, ou química ou engenharia de materiais que desejam adquirir conhecimentos avançados em física aplicados ao estudo de materiais no estado sólido. Ocorrerá entre 08 a 13 de fevereiro de 2009.

Temas

  • Nano(micro)materiais
  • Polímeros e nanotecnologia
  • Materiais cerâmicos
  • Materiais vítreos
  • Caracterização por raios X
  • Técnicas de análise térmica
  • Ressonância magnética nuclear
  • Espectroscopia dielétrica/impedância
  • Ressonância paramagnética eletrônica
  • Luminescência
  • Espectroscopia UV-VIS
  • Espectroscopia vibracional

Inscrição e seleção

A inscrição deve ser realizada somente através deste site: http://www.fismat.ifsc.usp.br/

A seleção dos alunos será realizada por meio da análise do histórico escolar (enviar o completo, também conhecido como “sujo”) e das cartas de recomendação (máximo duas). Se possível, enviar informações adicionais como publicações, participação em congressos, bolsas, etc.

Os alunos selecionados receberão um e-mail de confirmação do aceite da inscrição; a partir do qual deverão efetuar o pagamento da taxa de inscrição.

Taxa de inscrição

O valor da taxa de inscrição é de R$ 50,00 (cinqüenta reais).

Vagas

A I Escola de Verão em Física dos Materiais 2009 terá 50 vagas.

Apresentação de pôster

Durante a Escola haverá uma seção de pôster em que os participantes poderão apresentar os resultados de seus trabalhos de pesquisa em andamento. A apresentação não é obrigatória, mas os interessados são estimulados a participarem. Para inscrever o pôster basta fazer o upload do resumo durante a inscrição online.

Melhor pôster

O melhor pôster apresentado na FísMat  receberá um prêmio especial. Uma comissão de professores fará a avaliação.

Concurso de fotografia

Os participantes são fortemente encorajados a enviar imagens (máximo de duas) no tema materiais, de seu trabalho de pesquisa ou do laboratório em que está vinculado. As imagens podem ser de microestruturas, simulações, gráficos, cristais, vidros, processamento, técnicas especiais, etc., e devem ser enviadas em formato jpg ou tif, no tamanho máximo de 2Mb. Para cada imagem enviada será necessário acrescentar um pequeno texto explicativo. As duas melhores imagens receberão um prêmio especial. Para inscrever as imagens basta fazer o upload durante a inscrição online.

Organização

Antonio Carlos Hernandes (IFSC – USP) – Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos

Mais informações em http://www.fismat.ifsc.usp.br/

Comentário

Esse post é apenas para divulgar esse curso, que recebi por email. Mas gostaria de fazer um observação. Há alguns anos, durante minha graduação, participei de alguns cursos de verão/inverno no IFT e IFUSP, campus Butantã, e não havia taxa de inscrição. É comum esses cursos de verão cobrarem alguma taxa? Poderiam citar exemplos de outros institutos dizendo se cobram taxa de inscrição e para que serve?, No momento, no site não há nenhum informação se a taxa é para ajudar com hospedagem, alimentação, transporte ou prêmios, por exemplo. Acho bom alguém enviar um email para o contato deixado para saber esse tipo de informação, hernandes@ifsc.usp.br

Não quererendo desmerecer o curso, nem possíveis habilidades artísticas dos estudantes, mas não é meio estranho um concurso de fotografia entre físicos?

Coloquei essas questões num tópico do orkut.

Que surjam mais e mais cursos extra-curriculares nos institutos brasileiros! Podem ser muito úteis para orientar jovens estudantes ao escolher temas de pesquisa e orientadores.

CategoriasPhysics Tags:, ,

Pai da Wikipedia, Jimmy Wales, participará de debate, dia 10 de novembro, em São Paulo

segunda-feira, 20 out 2008; \43\UTC\UTC\k 43 Deixe um comentário

É notoriamente bastante comum vermos o uso da Wikipedia, em fóruns de discussão na Web, como fonte de informação, mesmo quando o artigo não é muito bom (em português a situação ainda é bem triste). Então vou divulgar aqui também.

Seguem abaixo alguns detalhes sobre o evento, extraídos da página da Wikimedia.

Os desafios e oportunidades para produções colaborativas de conhecimentos livres no Brasil é tema de debate no Centro Cultural São Paulo, às 19h30 do dia 10 de novembro de 2008 (segunda-feira). O evento, denominado WikiBrasil: Mutirão de Conhecimentos Livres, celebra também o início da atuação da Wikimedia no Brasil.

O debate também contará com a participação de Ethevaldo Siqueira, Gilberto Dimenstein, Gilson Schwartz, Karen Worcman, Ladislau Dowbor, Lala Dezeinhelin, Reinaldo Pamponet, Renato Rovai e Sérgio Amadeu.

A bilheteria do Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000) distribuirá para o público senhas gratuitas uma hora antes do início do evento. A sala Adoniran Barbosa tem capacidade para 600 pessoas (já tem mais de 160 inscritos e de ontem para hoje foram mais de 60!) e será dada prioridade aos inscritos com antecedência AQUI.

Os interessados de outras localidades poderão acompanhar o evento e enviar perguntas pela Internet. Novidades e atualização serão postadas aqui nesta wiki e enviadas por twitter (acompanhar “WikiBrasil“).

Alguns responsáveis pela implementação de ferramentas para construção de conhecimento colaborativamente na Universidade de São Paulo, o Stoa, também estarão lá.

Quem aqui nunca usou algum artigo da Wikipedia, pelo menos como fonte de referências? ;-)

Inscreva-se!

Atualização3/11/2008

Entrour no ar o Hotsite dedicado ao Evento WikiBrasil – Mutirão de Conhecimentos Livres.
Site – www.wikibr.org

Mais informações

Pergunte a um físico

quarta-feira, 1 out 2008; \40\UTC\UTC\k 40 2 comentários

Quem nunca viu o adesivo com a mensagem ‘Pergunte a um advogado’ ? Pois então, um grupo de físicos resolveu criar o ‘Pergunte a um físico’ ! :-)

Se ao ler alguma matéria de divulgação científica nos jornais ou revistas, até mesmo aquelas voltadas apenas para divulgação, você é uma daqueles pessoas que ficam com um pé atrás, vai atrás de referências, não se satisfaz apenas com analogias, muitas vezes um tanto simplistas ou mal dadas, e quer saber mais sobre o assunto, caiu no lugar certo! No post do Rafael, Quem somos nós?, ele explica um pouco a história de alguns estudantes de física que se conheceram através do orkut, um site de relacionamento que ficou bastante popular no Brasil. Nesse blog coletivo, voltado à divulgação científica, criado e mantido por esse grupo, a interação com os leitores interessados ocorrerá através dos comentários disponíveis em cada um dos textos aqui criados.

Como enviar sua pergunta

E se eu tiver dúvidas relacionadas a física, como é que faço?

Há 3 maneiras de você enviar suas perguntas:

  1. A forma mais simples de sua pergunta chegar até nós é enviar um email para

    brasilciencia (arroba) googlegroups.com

    Sua mensagem chegará até algum dos moderadores e, se aprovada, aparecerá no fórum de discussões do Grupo Brasil Ciência.

  2. Se você já possui uma conta do google, é só acessar a página groups.google.com/group/brasilciencia/post
  3. Acesse a página do Grupo Brasil Ciência e clique no botão ‘+ new post’. Se não estiver logado na sua conta do google, é só digitar seu login e senha antes de enviar sua pergunta.

Importante: Tente ser claro na sua pergunta, colocando o assunto da forma mais clara possível, e, antes de enviá-la, sempre procure (note que há um mecanismo de busca) por palavras-chave do seus assunto no forum de discussões, evitando assim tópicos repetidos. Veja também as regras do fórum, se você é novo por aqui. Todas as dúvidas, de qualquer nível, relacionadas à física são bem-vindas!

O que não é aceito nos tópicos do fórum Brasil Ciência?

  1. Assuntos relacionados a religião ou política são expressamente proibidos. Tópicos relacionados a política científica são permitidos.
  2. Pedidos de resoluções de exercícios escolares não serão aceitos, a menos que o autor especifique, em detalhes, a dúvida no exercício e/ou o que tentou fazer.

Gostaria de participar das discussões no fórum, o que faço?

Para acessar o Grupo Brasil Ciência e participar do fórum, é preciso ter uma conta do google e se inscrever nele. Se você é físico(a), estudante de física ou interessado(a) em ciência e assuntos relacionados, sinta-se bem-vindo(a) a juntar-se à nós!

Esse post foi criado para divulgação do ‘Pergunte a um físico‘ no blog do Ars Physica. No menu lateral, logo abaixo dos nomes dos integrantes do grupo, há uma página fixa com esse mesmo conteúdo.

Avaliando cientistas: índices bibliométricos e numerocracia

quarta-feira, 1 out 2008; \40\UTC\UTC\k 40 Deixe um comentário

Por Alexandre Abdo

Ni!

Recentemente a revista “Ethics in Science and Environmental Politics” criou uma Sessão Temática para discutir “The use and misuse of bibliometric indices in evaluating scholarly performance”.

Traduzindo: o uso e mal uso de índices bibliométricos na avaliação da performance acadêmica.

Os artigos publicados, disponíveis a todos, cobrem diversos aspectos dessa questão:

http://www.int-res.com/abstracts/esep/v8/n1/

Escrevo este post pois esse é um tema fundamental para toda a comunidade científica, mas ainda mais para a brasileira, que tem muito a ganhar com essa discussão – ou perder com a falta dela.

A questão dos índices bibliométricos surge ancorada em duas outras questões: a da incompetência administrativa e a do isolamento entre o meio científico e a sociedade.

E uma vez que ambas são fatos gritantes em nosso país, é imprescindível termos um diálogo aberto a esse respeito.

O uso indiscriminado de índices bibliométricos, que vem substituindo a consulta de representantes da comunidade científica, troca uma avaliação imprecisa porém direta do valor científico, por uma medida precisa de algo cuja relação com o valor científico não é nem direta, nem completa e, muito menos, universal.

Que não se negue que, quando bem interpretados, esses índices podem ser úteis como parte de uma avaliação. Mas seu uso mais comum, como fator predominante na distribuição de recursos, adotado com avidez no Brasil para escamotear a incompetência dos administradores, sob a alegação de uma objetividade fictícia, é inequivocamente nocivo e está desfigurando a prática científica, afastando-a dos seus objetivos de solidez, criatividade e inovação.

As tentativas de focar a discussão na “melhoria” dos índices (necessária é claro) é também equivocada, pois evita lidar com o problema real, dificultando ainda mais sua solução.

E qual esse problema? Pois é fácil identificá-lo: o isolamento entre academia e sociedade e a incompetência dos administradores públicos.

É um mecanismo simples: administradores incompetentes acham mais fácil criar um sistema que os exima de responsabilidade e garanta bons slogans de campanha a estreitar os laços com a academia e sociedade e trilhar o caminho difícil, de entender profundamente as necessidades e competências da comunidade científica e os projetos relevantes para a nação.

Por outro lado, cientistas reclamam, mas não conseguem se organizar por estarem acomodados pela facilidade de gerar esses números (publicar em “revistas de impacto” é estupidamente fácil, basta não tentar nada ousado ou inovador demais que possa dar errado, e não contrariar as tendências internacionais) e por estarem totalmente desconectados da sociedade que poderia pressionar o governo.

Além disso, que não se negue a existência de um grande grupo de pesquisadores nas universidades públicas que se maravilha na possibilidade de escamotear sua incompetência gerando “miríades de papers” sem relevância nenhuma mas que ganham espaço nas “revistas de impacto”, que na verdade só querem vender papel.

Mais lamentavelmente, este último grupo, também absolvido de suas responsabilidades pela numerocracia, se aproveita do tempo livre para mineirar cargos políticos nas universidades e iniciar relações espúrias com os administradores que os trataram tão bem.

Bom, como consequência dessa lógica, que também se aplica a outros setores regidos pela numerocracia, acompanhamos diariamente o governo brasileiro sucatear os serviços prestados à população, valendo-se de múltiplos índices para se vangloriar e afastar os “perigosos fantasmas” da transparência administrativa e participação popular.

Educação, saúde, ciência, estão todos “melhorando” segundo “dados oficiais” ao mesmo tempo em que a realidade de quem trabalha continua a mesma (desgraça), e enquanto o terceiro setor e governos paralelos organizam-se como reação à ausência completa de estado.

Nesta eleição vamos políticos fazendo comíssios em acordo com traficantes, vemos avaliações internacionais escancarar o desastre do ensino brasileiro, mas os índices do governo só sobem. Cada um, como dizem, vê o que quer.

A numerocracia é uma mágica que permite aos administradores parecerem objetivos, se isentando de responsabilidade, ao mesmo tempo em que fazem o que bem entendem com o dinheiro público.

Na ciência, o que vemos é priorização arbitrária e desestruturada de projetos, ao mesmo tempo em que continuam os apadrinhamentos, em algumas áreas até reinam os incompetentes, e fragiliza-se nossos interesses diante do projeto internacional.

Para nós da comunidade universitária, será lamentável se permitirmos a continuidade desse processo, e falharemos se não levarmos esse debate, mais amplo, à sociedade.

Abs!

abdo

~~

Fonte: http://stoa.usp.br/abdo/weblog/29473.html

Que formatos de arquivos as revistas científicas andam exigindo aos autores?

quarta-feira, 1 out 2008; \40\UTC\UTC\k 40 2 comentários

Num post recente de um estudante de pós-graduação da Faculdade de Educação da USP, foi relatado um pouco sobre suas vãs tentativas de ter seus textos lidos por outras pessoas (seus pares de periódicos, orientador etc.), o que o levou a optar a usar um sistema operacional e software pagos. Como já fui bolsista, sei que, se tivesse que lidar com os valores da bolsa para gastos além de moradia, comida, livros e outras coisas para sobrevivência, isso só aumentaria as dificuldades financeiras que um pós-graduando já possui (não que seria impossível). Como exemplo, foi mencionada a Revista da Faculdade de Educação (USP), um períodico que ele encontrou problemas para enviar seus arquivos. Consta, nas instruções aos autores, o seguinte:

1. The presentation of papers should observe the following standards:

  • works should be prepared using Word for Windows, and sent in floppy disk and two printed copies.

Como disse recentemente, está aí uma prova sobre a falta de liberdade de escolha, por causa da imposição do uso de formatos fechados, pagos e dependentes da plataforma (sistema operacional), escolhida por alguns. Não vou nem comentar sobre o floppy. Isso existe ainda? Imagino que o site deve estar desatualizado.

Vamos ver quanto custaria essa brincadeira (em prazo imediato)? Se eu, que rodo GNU/Linux, quisesse adquirir o Windows Vista, obteria pela bagatala de aproximadamente R$ 300. Já o pacote Office, que inclui o processador de textos Word exigido pela revista, sairia por aproximadamente R$ 200. Esse preço foi de uma loja das que consegui verificar o preço, sugerida na página da Microsoft, na seção de compras. Ou seja, R$ 500, mais da metade da bolsa de um estudante de mestrado (do CNPq ou CAPES). Fora as futuras atualizações que a pessoa terá que arcar.

Recentemente, o professor Jean-Claude Guédon veio à USP [1] e falou um pouco, entre outras coisas, sobre algumas modificações que estão ocorrendo na produção e comunicação científica em nossa era digital.  Entre elas, mencionou algumas iniciativas que visam tornar o acesso ao material científico cada vez mais aberto e acessível a qualquer um (veja, por exemplo, a Budapest Open Access Initiative).

Muitos elogios foram feitos a iniciativas como a SciELO (The Scientific Electronic Library Online), sistema brasileiro onde ficam várias revistas em que o acesso a todos seus artigos é aberto. Ao mesmo tempo, vemos no exemplo citado logo acima uma revista brasileira, sob o domínio do SciELO, que obriga seus autores a usarem sistemas caros e fechados (esse para mim é o principal obstáculo) para poder submeter seus artigos.

Alguém vê algum sentido e concorda com isso? Caso concorde, gostaria de saber o porquê, sendo que existem diversas formas de contornar esse problema, sem ter que obrigar autores a usar determinado sabor em seu computador. Se uma pessoa quer e pode usar um sistema operacional e programas caros e de qualidade ruins (pelo menos para mim, muitos discordarão, mas esse não é meu foco aqui), tudo bem. As pessoas devem mesmo ter sua liberdade de escolha. Mas obrigar aqueles que optam por outros sistemas (e. g., o GNU/Linux, aberto e gratuito) e softwares (e. g., editores de texto Vim e Emacs, processador de textos Open Office, que possibilita salvar em formatos abertos etc.), devem aceitar situações como essa? A comunicação, o mais importante aqui, deve ser dificultada por esses detalhes? Você já se deparou com situações como a vivida por nosso colega? Conte-nos como foi. Quais revistas ou situações lhe ofereceram esse tipo de obstáculo?

[1] Resumos do professor Ewout ter Haar das aulas do Professor Guédon: aula 1, aula 2, aula 3, aula 4, aula 5, aula 7 e aula 9.

Alguns vídeos dessas aulas podem ser vistos aqui.

Esta mensagem está sob a licença CreativeCommons Atribuição, Compartilhamento pela mesma Licença.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 67 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: