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A semana nos arXivs…

quinta-feira, 18 mar 2010; \11\America/New_York\America/New_York\k 11 4 comentários

Como vcs devem ter notado, já faz um tempo que não tenho conseguido publicar minha lista de artigos dos arXivs por aqui. Não que eu tenha deixado de ler ou de selecionar meus artigos preferidos nos arXivs — quem acompanha meu Google Buzz ou Google Reader sabe que isso não é verdade (eu leio os arXivs religiosamente todo santo dia 😎 ) —, mas o tempo anda cada vez mais curto pra vir aqui e publicar a lista (e o WordPress ainda não fez o favor de instalar o Markdown por aqui, o que é realmente um empecilho pra quem não curte muito o “Visual Editor” 😛 ).

De qualquer maneira, agora com o advento do Google Buzz e suas conexões com o Google Reader, a “vida digital” tem mudado um pouco de ângulo… então, eu pensei em dar um drible-da-vaca nessa situação: por que não fazer listas no Twitter?! Basta marcar cada tweet com um #hashtag apropriado, e tudo fica resolvido. 😎

Os #hashtag são evidentes, então já vou linkar direto para os ‘saved searches’ deles,

Assim fica fácil: é até possível se inscrever nos feeds de cada um dos #hashtag! 😎

Vamos ver se essa nova empreitada alça vôo… 😈

Matemática na era da Web2.0…

quarta-feira, 25 fev 2009; \09\America/New_York\America/New_York\k 09 3 comentários

A WWW daria uma lousa e tanto… se a gente conseguisse rabiscar uma equação

A WWW foi concebida no CERN e, desde então, o patamar em que chegamos atualmente (chamado de Web 2.0) é bem diferente daquilo que se imaginava na época da criação da Web. Hoje em dia já se fala em Web 3.0, que é uma espécie de codinome para Cloud Computing. Porém, o sonho original para a WWW é a chamada Semantic Web. Eis o próprio T.B. Lee falando sobre esse assunto,

De fato, a tal “Web 3.0” deve incluir toda essa parte “semântica” (veja mais em W3C Semantic Web Activity, The Semantic Web e The Semantic Web Revisited (PDF)), chamada tecnicamente de Metadata — apesar de que a incorporação de todos esses “metadados” em bancos-de-dados e aplicações (“cloud”) afins ainda vai levar algum tempo. 😉

De qualquer maneira… essa “simples” idéia — de assimilar os “metadados” de forma fundamental e intrínseca nas entranhas da Web — tem um enorme potencial quando o assunto é Publicação Científica. Um exemplo claro disso é o Scientific Publishing Task Force: Mindswap: Science and the Semantic Web, Science and the Semantic Web (PDF), Semantic web in science: how to build it, how to use it, ScienceOnline09: The Semantic Web in Science.

Então, como se pode ver com clareza, essa idéia de se associar “semântica” aos elementos já pertencentes da WWW, realmente será algo revolucionário.

A razão pra essa longa introdução é o paradigma adotado pelo MathML, que é a linguagem que permitirá a introdução de linguagem Matemática na WWW. Existem dois modos de se “descrever” uma informação em MathML, Presentation MathML e Content MathML — enquanto o pMathML foca na apresentação e aparência das equações e elementos matemáticos, o cMathML foca no significado semântico das expressões (num esquema bem parecido com Cálculo λ 😎 ).

Então, fica claro que o objetivo de MathML não é apenas o de “apresentar” uma informação, mas também de dar significado semântico a ela, o que fará com que a comunicação matemática seja muito superior do que a comunicação atual, feita em HTML!

O paradigma atual: \TeX

Hoje em dia, efetivamente, quem tem necessidade de publicar muitas equações usa \TeX, mais especificamente, usa-se \LaTeX — esse é o de facto padrão.

Essa linguagem é extremamente poderosa, versátil e flexível, podendo ser extendida de várias maneiras diferentes. E isso facilita muito sua aplicação em várias áreas diferentes: desde símbolos matemáticos, gráficos vetoriais, …, até símbolos musicais, de xadrez e tipografia em línguas gráficas, como árabe, hindu, chinês e afins!

Por essas e por outras, atualmente é muito mais comum de se encontrar programas que convertem de \TeX para MathML do que programas que nativamente facilitam a edição nativa [em MathML]. Tanto que existe um livro unicamente dedicado a esse assunto: The LaTex Web Companion. Aliás, nessa linha, eu recomendo o uso do formato DocBook, cuja saída pode ser HTML, PDF, \TeX (via o uso de XSLT), etc.

Portanto, o que acabou acontecendo é que quando alguém precisa publicar fórmulas e afins, ou se cria um documento em PDF, ou se usa de “algum desvio” para colocar a informação na Rede — em geral, esse desvio consiste em se converter o conteúdo desejado em alguma imagem, e inserí-la no HTML em questão.

A saída: habilitar os navegadores

A alternativa pra tornar tudo isso integrado (Web 3.0, MathML, etc) e unificado é prepararmos os navegadores para essa nova jornada, nova etapa, da WWW. Por exemplo, o Firefox tem toda uma infra-estrutura dedicada para MathML: MathML in Mozilla. Porém, pra isso, é preciso que os desenvolvedores de navegadores sigam os padrões já definidos para MathML. Essa é uma lista dos navegadores que suportam MathML. Além disso, pra quem usa Firefox, esse é um ‘add-on’ bem interessante, Firemath (eu não tenho uma conta com o Mozilla, então, se alguém que tiver uma conta quiser me mandar o add-on, eu agradeço 😉 ).

Portanto, o caminho ainda se encontra aberto… e as possibilidades são infinitas! 😈

Referências…

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