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Posts Tagged ‘Science 2.0’

Comunidades e Grupos Criativos dentro da Ciência 2.0…

sexta-feira, 30 jul 2010; \30\UTC\UTC\k 30 Deixe um comentário

Eu pretendo expandir esse post com comentários e observações pertinentes. Mas, por enquanto, vou usá-lo como um ‘cabide’ para os links abaixo, que são muito interessantes e já vêm me atiçando há tempos pra escrever esse post (eu ando sem tempo 😛 )

No intuito de tornar essa experiência criativa ainda mais interativa, não posso esquecer de mencionar o TwitCam e o TwitVid: enquanto o TwitCam é um serviço em tempo real (incluindo um campo para interação com a audiência via Twitter), o TwitVid é um serviço nos moldes do YouTube (mas com um limite maior para o tamanho do vídeo 😉 ).

Uma outra plataforma para interação em tempo real, com um bom grupo de funcionalidades, é o EVO. Aliás, aqui no AP, nós já tentamos usar o EVO para os Encontros do Ars Physica.

Bom, esse é o amontoado de idéias desconexas que eu tinha pra deixar por aqui… por enquanto… 😈

Atualizado (2010-Jul-31 @ 2240h EDT): O Carlos Hota escreveu um post interessante no blog dele, e eu deixei um comentário bem grande… nos moldes do que eu queria ter escrito aqui: não coloquei aqui, mas pus lá. 😎

Relendo o texto, agora, acho que poderia tê-lo escrito melhor… mas, c’est la vie… Aí vai o link: Comentário sobre “aprendendo a voar”.

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A Próxima Campanha…

domingo, 15 mar 2009; \11\UTC\UTC\k 11 Deixe um comentário

Enquanto eu estou aqui, entre esperar minha roupa secar e me preparar pra levar o lixo pra fora, decidi dar uma lidinha (um pouco atrasada, é verdade) na última edição da Science que eu tenho aqui, em particular, no editorial,

Deixem-me traduzir esse editorial.

A eleição presidencial dos USA acabou, o presidente já tomou posse. Agora vem o desafio de governar. O Presidente Obama, seu time de liderança, e o 111º Congresso enfrentam problemas atordoantes. Entre os [problemas] mais teimosos dos USA estão aqueles relacionados a prover uma educação de primeiro nível a todas as crianças, atualizando os conhecimentos e habilidades dos pais [dessas crianças], e preparando todos para enfrentar as ameaças e oportunidades do século 21. A comunidade científica precisa tirar vantagem da crescente insatisfação pública com o sistema educacional atual e perguntar como o ensino e aprendizado de ciência pode ser transformado. Resumindo, os cientistas precisam montar a próxima campanha.

Em primeiro lugar, os cientistas precisam ajudar o público adulto a desenvolver um entendimento claro do que é ciência e o que deveria ser educação científica: um modo de descobrir o mundo baseado em evidências e análises lógicas. Um consenso está se formando nas comunidades científica, filantrópica e poĺitica sobre quais devem ser nossos objetivos. Pesquisas feita pela organização sem fins lucrativos “Public Agenda” indicam que os adultos se dão conta de que alguma coisa está faltando na instrução científica, apesar que não necessariamente para seus filhos. Essa tensão pode providenciar o espaço necessário para se introduzir um núcleo comum  de padrões para educação científica através dos USA; investir, enquanto nação, em procedimentos que mensuram o entendimento e habilidade científica que cada criança precisa para ter sucesso na economia global de hoje; e construir esforços vigorosos para recrutar, treinar, e reter os professores de ciências mais efetivos.

Se é para os USA atacar seus vários desafios — incluindo o desenvolvimento duma “economia verde” e fontes alternativas de energia que diminuem o impacto climático e atacam o aquecimento global como, talvez, a maior ameaça que enfrentamos como um planeta — a educação científica tem que ir para o palco e ter o foco principal. O Presidente Obama já reconheceu os desafios de recrutar e recompensar professores de ciência e matemática e de fazer da ciência, como nos anos pós-Sputnik, uma parte mais integral e inspiracional da nossa cultura. Agora nós precisamos tornar esse tipo de visão nacional de longo prazo em realidade orgânica.

Apesar da necessidade de se criar uma base de talentos para carreiras e cidadãos com base científica para o século 21 ser nacional (na verdade, global), a maioria das atividades pra se conseguir tal objetivo é local. Comunicação é necessária para se explicar as contribuições passadas da ciência para o crescimento econômico e o papel tradicional da ciência como um motor de mudança. Os trabalhadores para essa campanha devem ser recrutados, treinados, e postos para trabalhar, desde cientistas acadêmicos, indústrias e negócios, grupos da sociedade cívica, e sindicatos. Fontes devem ser extraídas a partir de filantropistas locais, entendendo a necessidade de se construir a consciência pública e apoio para uma agenda de mudanças. Apoio deve ser alistado da mídia, mas também de grupos comunitários, associações de pais e professores, e aposentados de todas as vertentes políticas. A comunidade científica tem muito a oferecer. Imaginem expandir por ordens de magnitude o número de cientistas e engenheiros aposentados trabalhando com professores e alunos em escolas ou em museus e centros de ciência como docentes; cientistas servindo em comissões educacionais estaduais e conselhos sendo reunidos por vários governadores; e em comunidades locais, cientistas advogando pela educação científica para prefeitos, comissões escolares, e superintendentes e apoiando a implementação com diretores, professores e alunos.

Nessa campanha, os cientistas vão precisar medir “ativos” (“espólios”) nacionais e locais, notando o que já deu resultado em outros lugares, como nos países Nórdicos onde a alfabetização científica é alta. Diferentemente de alguns países, os USA não têm um ministério da educação. Ao invés disso, uma estratégia para transformar a educação científica precisa unir os interesses e ações de 50 estados, 15.000 distritos locais, 3.500 faculdades e universidades, e incontáveis organizações científicas informais que constituem o sistema educacional dos USA. Incentivos federais devem fomentar a colaboração em agregar e compartilhar evidência de experimentos informados por pesquisas, guiados por um núcleo sólido de padrões nacionais para a educação científica. Os estados poderiam começar com lições de décadas de idade aprendidas pela Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS) e plas Academias Nacionais, e por estados como Massachusetts ou países como Singapura, ambos os quais tiveram performances boas nos testes internacionais.

Apesar de cientistas geralmente ficarem mais confortáveis com a apresentação de fatos do que com a divulgação pública [dos mesmos], a próxima campanha pede que eles façam ambos.

Esse é um “Plano de Nação”, baseado em sólidos e robustos princípios científicos, visando melhorar todo o país: uma idéia simples (usar princípios científicos par melhorar o país, elevando seus padrões científicos e educacionais, trazendo consigo uma multiplicação econômica) com uma implementaçnao estrategicamente planejada.

Pra finalizar, só pra dar uma relaxada, eu preparo vcs pro que está por vir amanhá… Duas Culturas. 😎

Diversão garantida… 😈

Matemática na era da Web2.0…

quarta-feira, 25 fev 2009; \09\UTC\UTC\k 09 3 comentários

A WWW daria uma lousa e tanto… se a gente conseguisse rabiscar uma equação

A WWW foi concebida no CERN e, desde então, o patamar em que chegamos atualmente (chamado de Web 2.0) é bem diferente daquilo que se imaginava na época da criação da Web. Hoje em dia já se fala em Web 3.0, que é uma espécie de codinome para Cloud Computing. Porém, o sonho original para a WWW é a chamada Semantic Web. Eis o próprio T.B. Lee falando sobre esse assunto,

De fato, a tal “Web 3.0” deve incluir toda essa parte “semântica” (veja mais em W3C Semantic Web Activity, The Semantic Web e The Semantic Web Revisited (PDF)), chamada tecnicamente de Metadata — apesar de que a incorporação de todos esses “metadados” em bancos-de-dados e aplicações (“cloud”) afins ainda vai levar algum tempo. 😉

De qualquer maneira… essa “simples” idéia — de assimilar os “metadados” de forma fundamental e intrínseca nas entranhas da Web — tem um enorme potencial quando o assunto é Publicação Científica. Um exemplo claro disso é o Scientific Publishing Task Force: Mindswap: Science and the Semantic Web, Science and the Semantic Web (PDF), Semantic web in science: how to build it, how to use it, ScienceOnline09: The Semantic Web in Science.

Então, como se pode ver com clareza, essa idéia de se associar “semântica” aos elementos já pertencentes da WWW, realmente será algo revolucionário.

A razão pra essa longa introdução é o paradigma adotado pelo MathML, que é a linguagem que permitirá a introdução de linguagem Matemática na WWW. Existem dois modos de se “descrever” uma informação em MathML, Presentation MathML e Content MathML — enquanto o pMathML foca na apresentação e aparência das equações e elementos matemáticos, o cMathML foca no significado semântico das expressões (num esquema bem parecido com Cálculo λ 😎 ).

Então, fica claro que o objetivo de MathML não é apenas o de “apresentar” uma informação, mas também de dar significado semântico a ela, o que fará com que a comunicação matemática seja muito superior do que a comunicação atual, feita em HTML!

O paradigma atual: \TeX

Hoje em dia, efetivamente, quem tem necessidade de publicar muitas equações usa \TeX, mais especificamente, usa-se \LaTeX — esse é o de facto padrão.

Essa linguagem é extremamente poderosa, versátil e flexível, podendo ser extendida de várias maneiras diferentes. E isso facilita muito sua aplicação em várias áreas diferentes: desde símbolos matemáticos, gráficos vetoriais, …, até símbolos musicais, de xadrez e tipografia em línguas gráficas, como árabe, hindu, chinês e afins!

Por essas e por outras, atualmente é muito mais comum de se encontrar programas que convertem de \TeX para MathML do que programas que nativamente facilitam a edição nativa [em MathML]. Tanto que existe um livro unicamente dedicado a esse assunto: The LaTex Web Companion. Aliás, nessa linha, eu recomendo o uso do formato DocBook, cuja saída pode ser HTML, PDF, \TeX (via o uso de XSLT), etc.

Portanto, o que acabou acontecendo é que quando alguém precisa publicar fórmulas e afins, ou se cria um documento em PDF, ou se usa de “algum desvio” para colocar a informação na Rede — em geral, esse desvio consiste em se converter o conteúdo desejado em alguma imagem, e inserí-la no HTML em questão.

A saída: habilitar os navegadores

A alternativa pra tornar tudo isso integrado (Web 3.0, MathML, etc) e unificado é prepararmos os navegadores para essa nova jornada, nova etapa, da WWW. Por exemplo, o Firefox tem toda uma infra-estrutura dedicada para MathML: MathML in Mozilla. Porém, pra isso, é preciso que os desenvolvedores de navegadores sigam os padrões já definidos para MathML. Essa é uma lista dos navegadores que suportam MathML. Além disso, pra quem usa Firefox, esse é um ‘add-on’ bem interessante, Firemath (eu não tenho uma conta com o Mozilla, então, se alguém que tiver uma conta quiser me mandar o add-on, eu agradeço 😉 ).

Portanto, o caminho ainda se encontra aberto… e as possibilidades são infinitas! 😈

Referências…

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